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CALENDÁRIO NEGRO - MARÇO

1 – Nasce Ralph (Waldo) Ellison professor e escritor norte-americano, ganhou eminência com seu primeiro romance, “O Homem Invisível”, de 1952 (1913-1994)

2 – Ocorre o primeiro carnaval oficial de escolas de samba do Rio de Janeiro, RJ (1935)
2 – Dia da Mulher Angolana
2 – Aprovada lei proibindo o tráfico de escravos africanos nos Estados Unidos (1807)
2 – Festa Nacional de Marrocos (1956)
3 – O paulista Domingos Jorge Velho assina em Pernambuco, com o governador da capitania, o contrato mediante o qual se dispunha a destruir o Quilombo dos Palmares (1687)
3 – Publicado alvará pelo qual os negros dos quilombos, toda vez que fossem aprisionados, para ser restituídos aos donos deviam ser marcados na espádua com um "F" por meio de ferro em brasa (1741)
3 – Em discurso, o presidente da Bahia, Francisco de Souza Martins afirmou que era necessário "fazer sair do território brasileiro todos os libertos africanos perigosos à nossa tranquilidade" (1835)
3 – Inauguração na cidade do Rio de Janeiro, da Avenida dos Desfiles, popularmente chamada de Sambódromo, hoje por lei denominada Passarela do Samba (1984)
3 – Nasce no Rio de Janeiro o cantor e compositor Jards Anet da Silva - Jards Macalé (1943)

3 – Nasce Jackie Joyner-Kersee, atleta estadunidense, considerada por muitos como a maior atleta feminina da história (1962)

4 – É deferido pela Regência o pedido de deportação dos africanos libertos envolvidos na Revolta dos Africanos ou Revolta dos Malês na noite de 24 e 25 de janeiro (1835).
4 – Nasce em Township, África do Sul, a cantora Mirian Makeba (1934)
5 – Fundação, em Salvador (BA) do Olori Afoxé (1981)

5 – Nasce Chiwoniso Maraire, cantora do Zimbabwe (1976-2013)

6 – Independência de Gana, primeiro país da África Negra a tornar-se independente (1957)
6 – Abolição da escravatura no Equador (1854)
7 – Grande marcha pelos direitos civis, de Selma à Montgomery, liderada por Martin Luther King Jr. (1963)
8 – Nasce no bairro de Periperi, Salvador (BA), o Bloco-Afro Ara Ketu (1980)
8 – Aprovada, na África do Sul a nova Constituição, que aboliu oficialmente o apartheid, regime racista dominado pela minoria branca (1996)

8 – Nasce Neusa Borges, atriz (1941)
9 – Nasce, na cidade de Recife (PE) o cantor e compositor José Bezerra da Silva - Bezerra da Silva (1938)
9 – Nasce, no bairro do Andaraí, Rio de Janeiro, a bailarina Isaura de Assis (1942)
9 – Nasce, em Colina (SP), o poeta Paulo Eduardo de Oliveira, Paulo Colina. Publicou "Fogo Cruzado", "Senta que o Dragão é Manso", participou também da "Antologia Contemporânea da Poesia Negra Brasileira" e "Cadernos Negros" (1950)
9 – Realiza-se, em Petrópolis (RJ), o I Encontro de Franciscanos Negros (1988)
10 – Nasce, em Tubarão (SC), Apolinária Mathias Batista - Mãe Apolinária, fundadora da "Sociedade Caboclos Amigos" em Porto Alegre (RS) (1912)
11 – Nasce, na Praça Mauá (RJ), a atriz Léa Garcia (1933)
12 – Independência das Ilhas Maurício (1968)

13 – Nasce Iziane Castro Marques, jogadora de basquete brasileira (1982)
14 – Nasce na Fazenda Cabaceiras, município de Muritiba (BA), Antônio de Castro Alves, o "poeta dos escravos". É um dos poetas mais populares do país, autor de "Vozes d'África, "Navio Negreiro", "A Cachoeira de Paulo Afonso", "Saudação aos Palmares", "Adormecida" e outros (1847)
14 – Nasce, em Juiz de Fora (MG) o cantor e compositor Sinval Machado da Silva, Sinval Silva, o compositor predileto de Carmem Miranda (1906)
14 – Nasce, em Franca, São Paulo, o artista e político Abdias Nascimento, fundador do TEN – Teatro Experimental do Negro (1914)
14 – Nasce, em Sacramento, Minas Gerais, a escritora Carolina Maria de Jesus, autora de "Quarto de Despejo" (1914)
14 – É lançado em Salvador, Bahia, o jornal O Abolicionista (1871)
14 – Realiza-se, em São Paulo, o I Encontro dos Agentes da Pastoral Negros (1983)

15 – Nasce Cecil Taylor, músico e compositor estadunidense, foi o pianista mais importante do free-jazz (1929)

16 – Surge nos Estados Unidos o Freedom's Journal, o primeiro jornal com temática negra da América (1827)
16 – Nasce em Japaratuba (SE), o artista plástico, Arthur Bispo do Rosário (1911)
16 – Nasce em Montgomery, Alabama, (EUA), o cantor e pianista Nahaniel Adams Coles - Nat King Cole (1919)

17 – Nasce Nathaniel Adams Coles, Nat “King” Cole, um dos mais importantes pianistas de jazz, cantor e compositor do século XX (1919-1965)

18 – Nasce Queen Latifah, cantora, rapper, atriz, compositora, modelo, produtora musical, comediante e apresentadora estadunidense (1970)

18 – Nasce Vanessa Lyn Williams, cantora, atriz e compositora estadunidense, famosa por ter sido a primeira Miss America Negra, em 1983 (1963)

19 – Nasce, em Pateoba (BA), o cantor e compositor José de Assis Valente, autor de inúmeros sucessos como: "Camisa Listada", "Boas Festas" e do samba antológico "Brasil Pandeiro" (1908)
19 – Inicia-se o I Encontro Estadual de Conscientização e Cidadania Negra, no Estado do Rio de Janeiro (1988)
20 – Nasce, no Rio de Janeiro, o ator e cantor lírico, Manuel Claudiano Filho - Claudiano Zani (1926)
21 – Nasce, no Rio de Janeiro (RJ), o radialista, humorista, cronista e compositor Haroldo Barbosa (1915)
21 – Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial
21 – Independência da Etiópia (1975)
21 – A polícia sul-africana atira contra um cortejo fúnebre de quinhentas pessoas no bairro negro de Langa, na periferia da cidade de Uitenhage, matando 21 manifestantes. O dia ficou conhecido como "Quinta-feira Sangrenta" (1985)
21 – Independência da Namíbia (1990)
21 – Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, em memória das vítimas do massacre de Shapeville, na África do Sul (1960)
21 – Zumbi dos Palmares é incluído na galeria dos heróis nacionais (1997)
22 – O explorador negro Alonso Pietro se incorpora à expedição de Cristóvão Colombo (1492)
22 – Nasce em Madureira (RJ), o cantor e compositor Jorge Duílio Lima Menezes - Jorge Benjor, autor de "Chove Chuva", "Cadê Teresa", "África-Brasil (Zumbi)", "País Tropical", "Que Maravilha", entre outros sucessos (1944)
23 – Abolição da escravidão em Porto Rico (1873)

24 - É oficializada a abolição da escravatura na Venezuela (1854)
25 – Proclamação nesta data da libertação final de todos os escravos existentes na Província do Ceará (1884)
25 – Nasce, em Detroit, Michigan Estados Unidos, a cantora Aretha Franklin (1942)
25 – Criação, no Rio de Janeiro do jornal A Voz do Morro (1935)
25 – Nasce Aristides Barbosa, jornalista, educador e ex-militante da Frente Negra (1920)

26 – Nasce Diana Ross, cantora e atriz estadunidense, foi a líder do grupo musical "The Supremes” (1944)

27 – Nasce, numa família de músicos e artistas de Newark, Nova Jersey (EUA), a cantora de jazz, Sarah Louis Vaughan - Sarah Vaughan (1924)

27 – Nasce Luiza Helena de Bairros, socióloga, ativista do do Movimento Negro Unificado e feminista negra (1953)
28 – Nasce, em Cabo Frio (RJ), Antônio Gonçalves Teixeira e Souza, considerado um dos precursores do romantismo e autor do primeiro romance brasileiro: "O Filho do Pescador" (1843)
28 – Fundação, em Pelotas (RS) do Clube Abolicionista (1884)

29 – Nasce Lee ("Scratch") Perry, compositor, cantor e DJ jamaicano, um dos nomes mais destacados da música reggae (1936)

30 – Os homens afro-americanos conquistam direito ao voto nos EUA (1870)

30 – Nasce Maria Bibiana do Espírito Santo, Mãe Senhora, ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá (1900)
31 – Fundação, em Campos, Rio de Janeiro, da Sociedade Emancipadora Campista (1870)

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Seminário debate Promoção da Igualdade Racial no Contexto dos Grandes Eventos Esportivos - BA

“Promoção da Igualdade Racial no Contexto dos Grandes Eventos Esportivos”, esse é o tema do seminário que vai ocorrer no dia 03 de outubro de 2011, Hotel Pestana, Espaço Gregório de Matos, a partir das 8h, para discutir quais as ações e as estratégias serão adotadas pelos gestores públicos, empresários e sociedade civil, para garantir a participação da população negra no contexto dos dois megaeventos esportivos que serão sediados no Brasil: A Copa 2014 e as Olimpíadas 2016.

No seminário serão debatidos o legado social destes eventos e as medidas que deverão ser implementadas na capacitação e geração de emprego e renda, com o objetivo de contribuir com a formação profissional dos afrodescendentes, considerando que os acontecimentos que estão por vir, constituem-se como possibilidades concretas de ações de promoção da igualdade racial.

O encontro será promovido pelo Governo do Estado da Bahia, através da Secretária de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), juntamente com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e o Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro.

Estarão presentes ao evento, além do Governador Jaques Wagner, a ministra da SEPPIR, Luiza Bairros e o ministro do Esporte, Orlando Silva, a ex-Prefeita de Atlanta Shirley Franklin, que proferirá a palestra “Promovendo o Empreendedorismo e a Inclusão Racial: O caso das Olimpíadas de Atlanta”, o conselheiro da Embaixada dos EUA, John Matel, o presidente do Conselho da Região Metropolitana de Atlanta, John Eaves, o Secretário da Sepromi, Elias Sampaio e outras lideranças da sociedade civil e do governo.

Na oportunidade, ocorrerá a assinatura de um protocolo de intenções, entre o Governo Federal e o Governo Estadual para Promoção da Igualdade Racial no Contexto dos Grandes Eventos Esportivos, a fim de garantir a implementação de ações conjuntas que assegurem iniciativas e estratégias de inclusão da população negra, nas atividades decorrentes dos eventos esportivos mundiais.

Essa atividade é uma das iniciativas do Plano de Ação Conjunto Brasil-EUA Para Promoção da Igualdade Étnica e Racial (JAPER) e faz parte das ações do Ano Internacional dos Afrodescendentes, no qual terá seu ápice em Novembro, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) promoverá em Salvador, o Encontro Ibero-Americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes, em que a presidenta Dilma Rousseff  e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, com mais 15 chefes de Estado, irão carimbar decisões conjuntas  deliberadas, sobre os seguintes temas: infância e juventude negra, continuidade cultural e preservação da vida.

Serviço
O que: Seminário “Promoção da Igualdade Racial no Contexto dos Grandes Eventos Esportivos”
Data: 03/10/2011
Horário: 8h às 17h30
Local: Hotel Pestana - Espaço Gregório de Matos
Endereço: Rua Fonte do Boi, nº 216 - Rio Vermelho

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Seminário Internacional "Promoção do Empreendedorismo e da Igualdade Racial no Contexto dos Grandes Eventos Esportivos" - RJ

O Governador do Estado do Rio de Janeiro

Sérgio Cabral

o Vice-Governador e Coordenador Executivo de Infraestrutura do Estado
Luiz Fernando de Souza Pezão

o Ministro de Estado do Esporte
Orlando Silva

a Ministra de Estado-Chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
da Presidência da República
Luiza Helena de Bairros

o Cônsul-Geral dos EUA no Rio de Janeiro
Dennis Hearne

o Secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos

Rodrigo Neves

o Presidente do Sistema FIRJAN

Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira

 

o Superintendente Estadual de Igualdade Racial

Marcelo Dias

 

e o Presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Negro

Paulo Roberto dos Santos

convidam para a cerimônia de abertura do Seminário Internacional
  
 "Promoção do Empreendedorismo e da Igualdade Racial no Contexto dos Grandes Eventos Esportivos",
 
uma iniciativa do Plano de Ação Conjunto  Brasil - Estados Unidos,  
para a Promoção da Igualdade Étnica e Racial – JAPER.

O evento será realizado às 9h do dia 4 de outubro de 2011, terça-feira,
 no Teatro SESI,  Av. Graça Aranha, nº 01, Centro.
 Rio de Janeiro / RJ.

Conferência Internacional "Patrimônio e História" - BA

(Clique na imagem para ampliá-la)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mesa Redonda "Capoeira: discurso, espaços e corporalidades" - BA

 (Clique na imagem para ampliá-la)

Nota pública da Federação Indígena das Nações Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia

NOTA PÚBLICA

PEDIDO DE CORREÇÃO DE INFORMAÇÕES

Porto Seguro, 26 de Setembro de 2011.
 
PARA O JORNAL NACIONAL – JN NO AR
REDE GLOBO DE TELEVISÃO
 
A Federação Indígena das Nações Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia - FINPAT, no uso das suas atribuições contidas em seu Estatuto na defesa dos Direitos e Interesses das populações indígenas da sua representação, neste ato representada por seus Caciques e lideranças abaixo relacionados, vêm por meio desta Nota Pública, solicitar a Rede Globo de Televisão a correção de informações da reportagem do JN no AR, datada de 20/09/2011, onde em visita a Aldeia Pataxó Barra Velha, apresentou dados irreais de população e quantidade de Aldeias Pataxó, pertencentes ao Território Barra Velha, localizado no município de Porto Seguro/BA. Assim como, a quantidade e distinção de áreas que poderão ser utilizadas na agricultura e meios de sobrevivência da população Pataxó, beneficiada pela revisão de limites do Território Indígena Barra Velha (T.I.B.V). Sabemos que o contexto da comunicação e informação é transmitir a verdade e ter imparcialidade nos fatos, coisa que o JN no AR não fez deu mais tempo e foco na matéria aos fazendeiros e latifundiários que as comunidades indígenas. E divulgou no programa apenas uma minúscula parte da entrevista com as lideranças, colocando assim, toda a sociedade contra os índios, fatos estes prejudiciais à revisão de limites do Território Barra Velha.
Sendo assim, viemos informar que, são 16 (dezesseis) aldeias com população aproximadamente de 6.000 mil índios, integrantes a este Território, são elas: Barra Velha, Pará, Bujigão, Xandó, Campo do Boi, Meio da Mata, Boca da Mata, Cassiana, Pé do Monte, Trevo do Parque, Jitair, Guaxuma, Aldeia Nova, Corumbalzinho, Craveiro e Aldeia Águas Belas. A área atual é de 8.627 hectares, a revisão será para 52.000 mil hectares, sendo que destas 14.000 mil hec. são áreas pertencentes ao Parque Nacional do Monte Pascoal, importante fragmento de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento e Marco Histórico do Brasil, mais de 6.000 mil hec. são áreas de restingas, campos, mangues, lagos e preservação permanente, não apropriadas para a prática e desenvolvimento da agricultura indígena. A maioria das terras produtivas está nas mãos de grandes fazendeiros, criadores de gado e latifundiários, sobrando aos índios apenas areia e pequenos quintais.
Nós caciques e lideranças Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia, estamos em busca da garantia dos direitos tradicionais do T.I.B.V, em marcha viajamos 03 (três) vezes por ano à Brasília, para discutirmos este assunto e solicitar providências junto a FUNAI, INCRA, ICMBio, Secretaria Nacional de Articulação Social da Presidência da República, 6ª. Câmara do Ministério Público Federal, AGU, Câmara dos Deputados e Senado Federal, a fim de uma solução pacífica na regularização fundiária do Território Barra Velha e outros da região. Durante o ano de 2010, sensibilizamos o então Presidente da República, o Srº. Luiz Inácio Lula da Silva da importância da revisão de limites da T.I.B.V. para a sobrevivência e vida digna das famílias de indígenas da etnia Pataxó. A decisão política se deu em Fevereiro de 2011, na união da FUNAI, INCRA e ICMBio, na emissão de notas técnicas dando de acordo a revisão de limites da área conforme relatório antropológico da FUNAI, já publicado no Diário Oficial do Estado e União. A proposta e acordo das partes, será na forma de um mosaico de Terras Públicas, áreas de interesse ambiental, social e econômico, dividida em Terra Indígena, Parque Nacional, áreas de preservação permanente e Assentamento do INCRA. O Parque Nacional do Monte Pascoal continuará sendo parque pertencente à Terra Indígena, onde será formado um Conselho Gestor, entre FUNAI, ICMBio e Comunidades Indígenas para sua gestão e preservação.
O Território Indígena Barra Velha, é área indígena, pertencente ao Povo Pataxó da passada, presente e futuras gerações, onde nossos ancestrais foram encontrados. Os latifundiários que hoje nos massacram, tomaram as nossas terras no passado, são descendentes daqueles que dizimaram milhões de índios no Brasil, desde o “Descobrimento” em 1.500. E ainda persistem em desrespeitar os direitos humanos, Terra, Educação, Saúde e vida digna a todos, sem discriminação de côr, raça ou credo. Muitas vezes os meios de comunicação e mídia em geral aproveitam a inocência do índio, principalmente por não saber se expressar, destrocem e deturpam a mensagem passada pelo índio, usando apenas aquilo lhes interessam, passando para a sociedade Brasileira algo totalmente fora da realidade, fazendo campanha contra a Demarcação de Terra Indígena no Brasil.
Portanto, a nossa solicitação é pertinente para esclarecer os fatos, pedimos que seja feita, a correção das informações que foi destorcida e não condiz com a realidade, reparar os danos as comunidades indígenas e dar tempo compatível aos índios dado aos contrários. A fim de não decorrer para degredir a imagem do índio, como preguiçoso e prejudicial à economia e desenvolvimento do país.
 Na certeza de podermos contar com a compreensão de todos, desde já agradecemos.
Atenciosamente,
  
Gerdion Santos do Nascimento – Aruã Pataxó
Cacique da Aldeia Pataxó Coroa Vermelha e Presidente da FINPAT
RG: 07749574 84
Contato; (73) 9984-8272
 
Caciques e Lideranças
 
 1.    Romildo Alves Ferreira dos Santos – Cacique da Aldeia Pataxó Barra Velha
RG: 07365548-15
 2.    Alfredo Santana Ferreira – Cacique da Aldeia Pataxó Boca da Mata
RG: 09562695 67
 3.    Oziel Santana Ferreira – Cacique da Aldeia Pataxó Pé do Monte
RG: 09563064 38
 4.    Lídio Pereira dos Santos – Liderança da Aldeia Pataxó Kay
RG: 1.401.062
5.    Adilson Santana – Cacique da Aldeia Pataxó Trevo do Parque
RG: 11601698 -10
 6.    Jurandy Ferreira de Souza – Cacique da Aldeia Pataxó Jitair
RG: 12858135 29
 7.    Manoel Ressurreição Braz – Cacique da Aldeia Pataxó Guaxuma
RG: 07749529-20
 8.    Jovino Braz Machado – Cacique da Aldeia Pataxó Aldeia Nova
RG: 12005415 96
9.     Adailton Pereira Braz – Cacique da Aldeia Pataxó Corumbalzinho
RG: 11278770 38
 10. Adroaldo da Conceição Braz – Cacique da Aldeia Pataxó Águas Belas
RG: 12648832 00
 11. Ajinaldo Torinho Neves – Cacique da Aldeia Pataxó Tauá
RG: 07985275-01
 12. Adenilson Pereira da Conceição – Liderança da Aldeia Monte Dourado
RG: 08208673 73
 13. José Conceição Ferreira – Cacique da Aldeia Tibá
RG: 1.092.905
 14. Marcos Lima Pinheiro – Cacique da Aldeia Pataxó Piqui
RG: 07355027 20
 15. José Francisco Neves Azevedo – Cacique da Aldeia Pataxó Kay
RG: 02204741 76
 16. José Alves de Almeida – Cacique da Aldeia Craveiro
RG: 5.738.130
 17. Maria das Dores Florêncio de Jesus – Presidente do Conselho de Cacique e Cacique da Aldeia Juerana
RG: 07873365 05
 18. Sinaldo Goivado Ferreira – Cacique da Aldeia Pataxó Nova Coroa
RG: 4.454.567
 19. Geraldo Alves do Espírito Santo – Cacique da Aldeia Pataxó Arueira
RG: 05133585 95
 20.   Antônio Lopes Santana – Cacique da Aldeia Pataxó Aldeia Velha
RG: 04542841 79
 21.   Renivaldo Braz Correia Filho – Cacique da Aldeia Pataxó Imbiriba
RG: 05645401-55
 22. Juvenal Costa Vales – Cacique da Aldeia Tupinambá
RG: 0338350390
 23. Maria do Carmo Quirino Santos – Cacique da Aldeia Tupinambá Patiburi
RG: 05758203 30
 24. Astério Ferreira Porto – Cacique da Aldeia Tupinambá
RG: 4.180.529
 25. José Ailton Souza Lapa – Liderança da Aldeia Mata Medonha
RG: 11292833 13
 26. Maicon Santos Soares – Diretor Geral do Instituto Guarda Indígena Pataxó
RG: 11705808-40
 27. Carlos Alves dos Santos – Secretário Municipal de Assuntos Indígenas de Santa Cruz Cabrália/BA 
RG: 07871453
 28. Antônio José Neves do Espírito Santo – Diretor de Relações Institucionais da SEMAI
 RG: 03734179 -003
 29. Antônio Manoel da Silva – Liderança Indígena
RG: 200.100.110.2553
30. Dioleno Braz Ferreira
RG: 15546098 60
 31. Ubiratan Ferreira dos Santos – Cacique da Aldeia Pataxó Pará
RG: 10117220 62
 32. Pedro Marcelino dos Santos Filho – Cacique da Aldeia Pataxó Xandó
RG: 1127475070
 33. Marcos Antônio Andrade Silva – Liderança Indígena
RG: 12114107-14
 34. João Braz – Liderança Pataxó
RG: 10153248 27
 35. Moisés Ferreira de Oliveira – Cacique da Aldeia Pataxó Mata Medonha
RG: 14250935 50
36. Valmir Jesus de Souza – Vice Presidente da FINPAT
RG: 5687.628
 37. Ninete Bomfim Maranhão – Presidente da Associação dos Agricultores Indígenas Pataxó de Coroa Vermelha
RG: 06061499 45
38. Maria Bernarda Passos Barbosa – Presidente da Cooperativa Pataxó
RG: 80.543.704-20
 39. Edivane Silva Santos – Liderança Pataxó
RG: 14608123 44
 40. Damião Braz – Liderança Pataxó
RG: 06.734.111-09
 41. José Roberto de Jesus – Presidente da Cooperativa de Artesanato Pataxó
RG: 0763402866
 42. Edenildo Lopes Santana – Diretor da Escola Indígena Pataxó de Coroa Vermelha
RG: 149.82689-35

As duas mortes do Toni

Por João Negrão, especial para o Maria Frô
26/09/2011

Quarta-feira, 21 de setembro de 2011, 19 horas, em Jackson, capital do estado da Geórgia, Estados Unidos, Troy Davis, um negro de 42 anos, recebeu a dose letal que o levaria à morte. Condenado por assassinato, Troy Davis deitou-se na maca para receber as injeções repetindo a mesma frase de 22 anos antes, quando foi preso e condenado: “Sou inocente”.
Quinta-feira, 22 de setembro de 2011, por volta das 23 horas, em Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso, Brasil, Tony Bernardo da Silva, um negro de 27 anos, africano de Guiné-Bissau, estudante de Economia da Universidade Federal, recebeu um pontapé na traquéia e morreu. O golpe culmina uma sessão de socos e pontapés desferidos por dois policiais e um empresário que duraria em torno de 15 minutos.
Impossível não traçar um paralelo entre as duas mortes.
A primeira foi uma condenação legal, nos moldes da justiça norte-americana, que todos conhecemos, empenhada a condenar negros, ainda que, como é o caso de Troy, haja evidências de inocência. Inclusive depoimento de outro preso assumindo a autoria do crime atribuído a ele. Em vão: Troy não recebeu perdão, não teve a clemência do governador da Geórgia e muito menos direito a recurso na Suprema Corte, dado às evidências de sua inocência.
Difícil não imaginar que se trata de mais um caso de racismo como os que pontuam a crueldade do sistema jurídico e a sociedade racista dos Estados Unidos, especialmente nos estados sulistas como a Geórgia.
Como é difícil não suspeitar que o caso do Toni foi uma expressão pura e cabal de racismo.
Uma condenação prévia: um negro que adentra a uma pizzaria freqüentada por rapagões e moçoilas de classe média alta de Cuiabá, num bairro idem, embora predominantemente de repúblicas estudantis (o Boa Esperança fica ao lado do campus da UFMT) é um bandido. E ainda mais se este negro acidentalmente esbarra na namorada de um desses fregueses.
Afinal, aquele não é um lugar para negros. Pior ainda. Que atrevimento! Um negro que deveria estar na senzala não pode adentrar a uma casa grande dos pequenos burgueses e tocar a mulher branca do sinhozinho.
Então, eis seu crime. E está decretada a pena de morte. Não se sabe se os policiais e o empresário (sinhozinho) estavam armados. Se estivessem teriam desferido vários tiros?  Tenho dúvida. Não sei se não preferiram mesmo usar como instrumentos de execução os socos e pontapés. Afinal, esta na moda uma das marcas da intolerância: matar a porradas negros, homossexuais e todos que esses “bad boys” não toleram por serem diferentes deles, supostamente bem nascidos, bem nutridos e crentes da impunidade. E com um ingrediente macabro: eles se divertem.  E não raras vezes filmam e jogam em suas redes sociais.
Seguindo o mesmo “modelito” que a imprensa em geral aplica a esses casos, todos ciosos a dar voz e vez aos assassinos da elite, tentam desqualificar o morto. Versões diversas surgem por todos lados dando conta que ele tinha passagens pela polícia, era drogado, perdeu a vaga no convênio da UFMT e outras informações nefastas. Como sempre trabalham com meias-verdades, com deturpações dos fatos e a omissão de outros.
Essas versões são disseminadas por advogados e familiares dos assassinos, que encontram voz em veículos de comunicação que, deliberadamente ou não, as propagam sem questionar o contexto da vida do Toni e os depoimentos de amigos, colegas e ex-namorada, todos, unanimemente, testemunhando sua conduta passível e respeitadora.
É compreensível que os advogados e familiares tomem tal atitude. Mas não justifica a postura dos representantes da Universidade Federal de Mato Grosso, que qualificaram o Toni como um indivíduo de má conduta.
O setor da UFMT responsável pelo convênio entre o governo brasileiro e os governos dos países africanos de língua portuguesa, que permitem jovens daqueles países estudarem no Brasil, sempre foi omisso e racista com esses estudantes. Poderia desfilar aqui uma série de descasos, dificuldades criadas e declarações preconceituosas. Não é o caso agora.
Por enquanto fica o registro de que o Toni sempre buscou desesperadamente lutar contra o vício do crack e encontrou pouco apoio na UFMT. Seus amigos se mobilizaram, igualmente seus colegas e professores. Mas a instituição se agarrou na burocracia. Por ele não conseguir mais freqüentar as aulas, o desligaram do convênio, pura e simplesmente. E ficou por isso. Contudo não pouparam declarações cruéis, insensíveis e até irresponsáveis na imprensa.
Esta é a mesma instituição que ignora que drogas como o crack estão se proliferando dentro e na periferia do campus da UFMT do Boa Esperança. Foi ali mesmo que o Toni se viciou. Nas imediações da república em que ele morava, assim como nos corredores da UFMT, a droga e traficantes transitam livremente. Que providência a instituição tem tomado acerca disso? Prefere tapar os olhos e ajudar a condenar seus jovens alunos.
Foi-se o tempo em que o romantismo e a rebeldia de fumar um baseado faziam parte do cotidiano universitário. Agora o ambiente universitário é um dos mercados de drogas pesadas, assim como seu entorno. E a tragédia do crack, a pior delas, bate à porta de todos nós. Meus amigos e colegas, muitos deles vivendo esse drama familiar, sabem do que estou dizendo. Acompanhei esses dramas quando morava ainda em Cuiabá.
Eu mesmo o vivo bem de perto. Tenho um irmão que vive a perambular pelas ruas de Goiânia se consumindo pelo crack. Gilmar, um dos sete filhos adotivos de minha mãe, era um rapaz trabalhador desde criança. Estudou, casou, formou família. Suas três filhas e esposa não agüentaram viver aquela tragédia e o abandonaram. Desde então passou a viver nas cracolândias do bairro Vila Nova, na capital de Goiás.
Minha mãe, já com seus 74 anos e morando agora em Goiânia, acompanha seu infortúnio e, dentro de suas limitações, nos mobiliza a todos para tentar salvá-lo.
O Toni tentou sobreviver. Poucos meses antes de voltar para Brasília, o recebi na minha casa, a qual ele freqüentava com os demais estudantes guineenses. Minha mulher era amiga dele, chegaram de Guiné-Bissau juntos. Ele para curso Economia e ela, Publicidade. Éramos capazes de deixar nossa casa aberta para ele, junto com meus filhos. O Toni não era um bandido. Repito: era uma pessoa amável e respeitadora.
Naquela tarde fria de julho e Cuiabá melancólica devido à carência de seu sol escaldante, o Toni chegou desesperado. Primeiro pediu dinheiro emprestado. Depois, muito envergonhado, chorou no nosso colo. Pediu ajuda, implorou para que afastássemos aquela sua vontade incontrolável de querer consumir a droga. Então começamos a mobilizar os amigos, colegas e seus professores. Ele necessitava de tratamento para poder concluir os estudos e voltar para o seu país.
Dois meses depois voltei para Brasília. Mas acompanhamos daqui a vida do Toni. Ficamos sabendo que ele havia ido para o tratamento. Depois fomos informados que havia vendido tudo que tinha e foi obrigado a entregar toda a sua bolsa de estudos para os traficantes. Quando perdeu a bolsa, foi para a rua mendigar. Foi num desses momentos que entrou na pizzaria naquela noite do dia 22 de setembro.
O Toni é filho de uma família de classe média alta em Guiné-Bissau. Seu pai é agrônomo e possui uma pequena fazenda. Idealista, sempre quis que os filhos tivessem boa formação para ajudarem no desenvolvimento do país. Tem irmãos que estudam ou estudaram na França, Inglaterra e Portugal. Parte da família fez carreira nas forças armadas, onde um tio seu é um dos comandantes.
Certa vez o Toni foi flagrado pela polícia em Cuiabá carregando um botijão de gás que ganhou de um dos colegas, pois o seu ele havia vendido para comprar crack. A polícia o abordou, o levou preso, apesar de afirmar que o objeto era dele. Passou o dia inteiro na delegacia, jogado numa sala e só saiu de lá depois que acionou a Polícia Federal, jurisdição da qual estão os estudantes africanos.
Aqui abro um parêntese. Não foram poucas as vezes que a UFMT acionou a Polícia Federal para perseguir os estudantes africanos que, por um motivo ou outro, não estavam freqüentando aulas ou haviam formado e ainda estavam no Brasil tentando pós-graduações ou empregos.
Setores da imprensa de Cuiabá, motivados por advogados e familiares dos assassinos, utilizam este caso do botijão, entre outros sem gravidade, para propagar que o Toni tinha passagens pela polícia. Como se a tal “passagem” fosse uma sentença de morte.
Antes de continuar, peço licença para contar duas histórias:
Em 1980, um rapaz que faria 20 anos dali a poucas semanas, cursava Agrimensura na antiga Escola Técnica Federal de Goiás e fazia estágio numa cidade a 20 quilômetros de Goiânia. Numa tarde, como fazia todos os dias, entrou às 17 horas no ônibus que o levaria de volta para casa, quando dois policiais o abordaram, algemaram, jogaram no camburão e levaram para a delegacia. Lavraram um boletim e mal ouviram a versão do rapaz. Em seguida, para fazê-lo confessar que havia feito um assalto, os policiais deram-lhe tapas nos ouvidos, murros, beliscões no nariz, nas orelhas, cascudos e ameaçaram quebrar seus dedos com um alicate e queimá-lo com cigarros.
As sevícias duram até que um dos policiais sugeriu ao delegado que o rapaz fosse levado para que a vítima identificasse o assaltante. Àquela altura a cidade inteira já sabia da prisão. Ao chegar à casa da senhora assaltada, de onde foram levados um televisor, aparelho de som e uma bicicleta do filho, o carro da polícia encontrou uma multidão que queria linchar o “bandido”. Os policiais com dificuldade abriram um corredor para a mulher chegar até o carro. Quando ela olhou pelo pára-brisa foi logo dizendo: “Não, não é este. O ladrão é branco!”.
Em 2004, um homem de 44 anos foi abordado pela polícia próximo à sua casa. Estranhou o fato de os policiais o obrigarem a ficar ao lado da viatura, longe do seu carro. Então um dos policiais faz uma rápida revista e aparece com um revolver e um pacote do que seriam drogas. Imediatamente o homem protesta, denuncia a “plantação” e só não vai preso porque estava com a identificação de secretário-adjunto de Comunicação Social do governo de Mato Grosso e ameaçou denunciar os policiais, que imediatamente fugiram do local.
O homem e o rapaz de 24 anos antes é a mesma pessoa: eu. Poderia aqui contar outras várias histórias de arbitrariedades e prisões às quais fui submetido.  Por ser negro, tido como ladrão, drogado e traficante, tive passagens pela polícia. Infelizmente aquela piadinha infame que de vez em quando ouvimos por aí  é de fato uma máxima entre policiais: “Preto parado é suspeito, correndo é ladrão”.
Quantas passagens pela polícia justificam uma morte?
Mereceria eu morrer por ter cometido o crime de ter nascido negro?
Mereceria eu morrer pelo crime de provocar aos policiais a sanha assassina de quem ainda nos vê como escravos, como sub-raça, como seres desprezíveis?
Mereceria eu morrer porque há cinco séculos retiraram meus antepassados da África, jogaram num navio negreiro, atravessaram o Atlântico, os leiloaram, os submeteram a ferro e fogo, os jogaram nos canaviais, minas e fazendas, os subjugaram nas senzalas, colocaram no pelourinho, humilharam, sugaram seus sangues e suores, para depois, com a abolição, os jogarem as ruas como se fossem animais, sem direito a dignidade?
Deveria eu morrer por ser filho de Clarice Laura e José Orozimbo, neto de José e Regina e de Josefa e Pedro Alves, por sua vez netos e filhos de escravos?
Este é meu crime?
Por favor, se é este o meu crime, então que me matem! Mas me matem apenas uma vez. Não façam como estão fazendo com o Toni.
Depois de ser trucidado pelos “bad boys da intolerância”,  Toni corre o risco de ser massacrado, pisoteado, sangrando até a última gota da sua dignidade.
PS: O corpo do Toni ainda está no IML de Cuiabá aguardando resultados de exames pedidos pelo delegado que acompanha o caso e a chegada da família para liberá-lo.

Dona Cecília, mãe dele, me informou que um de suas irmãs, que é arquiteta na França, deve vir ao Brasil.

A Embaixada de Guiné-Bissau em Brasília também está acompanhando o caso e prestando apoio à família.

O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, já se manifestou, repudiando o crime e pedindo desculpas à família e aos guineenses.

Amigos e compatriotas do Toni estão se mobilizando em Cuiabá e aqui em Brasília, denunciando o assassinato e pedido para que seja tipificado como motivado por racismo.

Se desejarem ir ao link onde o texto foi originalmente publicado, acessem: http://mariafro.com.br/wordpress/2011/09/26/joao-negrao-as-duas-mortes-de-toni-guineense-assassinado-em-cuiba/

Lançamento coletivo "Negras Odara" - BA

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terça-feira, 27 de setembro de 2011

VII Seminário Racismo e Educação & VI Seminário de Gênero Raça e Etnia do NEAB/UFU - MG


Local: Uberlândia-MG, UFU-Campus Santa Mônica

• O NEAB da Universidade Federal de Uberlândia tem a honra de convidá-los para participar de mais uma edição dos Seminários Racismo e Educação & Gênero, Raça e Etnia que irá ocorrer no período de 06 a 08/10/2011 de acordo com a programação seguinte, sendo que nos dias 09 e 10 de outubro ocorre a tradicional Festa de Congado na Igreja de Nossa Senhora do Rosário. As inscrições para o seminário devem ser realizadas através do site: http://www.fau.ufu.br/new/web/2011/neabr/
• Outras informações podem ser obtidas na página do NEAB-UFU: www.neab.ufu.br ou pelo telefone: 34-32394543 ou pelo email:neabufu@yahoo.com.br

PROGRAMAÇÃO

06/10/2011
15h às 18h - Credenciamento
18h às 18h30 - Lançamento do Livro Racismo e Educação – NEAB-UFU, EDUFU/2011
18h30 - Abertura solene do evento
19h - Conferência de aberta: Políticas Públicas e Educação Quilombola
Conferencista: Profa. Ms. Leonor Franco de Araujo –SEPPIR

07/10/2011
17h – Conferência: Políticas Públicas e Povos Indígenas
Conferencista: Ms. Pollyana Mendonça - Centro de Trabalho Indigenísta-DF
18h - Apresentação Cultural - Prof. Dra. Mara Leal -Instituto de Arte-UFU:
Qual é minha Cor ?
Local- Laboratório de encenações bloco 3M, campus Santa Mônica.
19h- Apresentação Cultural - Ms. Antônio Jr.: Performace de Dança Afro Brasileira
Local:Saguão do bloco 3Q, campus Santa Mônica.
19h30 - Conferência: Filosofia de Matriz Africana
Conferencista: Prof. Ms. Ivo Pereira de Queiroz – UTFP-PR

08/10/2011
8h às 12h - Apresentações de Trabalhos
13h30 às 18h - Mini - cursos - Inscrições no credenciamento em 06/10/2011

1 - Mini-curso: História, Literatura, Rap e a lei 10.639/03
Ministrante: Everton Rafael Ferreira - Pesquisador associado do Núcleo de Estudos Afro
Brasileiros – UFU e bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Incentivo a Docência pela
CAPES
Vagas ofertadas: 50
A importância deste mini-curso está na questão de educar para as relações étnico-raciais. Tendo o Brasil uma grande diversidade étnica, faz-se necessário estimular a valorização dos três povos basilares de nossa formação étnica, a saber: índios, negros e brancos. Essa tríade é o que entendemos como sendo base da identidade nacional, assim o intuito deste projeto é romper com estigmatizações e racismos que é transmitido por vezes em sala de aula, e reproduzido na sociedade. Nesse sentido é que propomos trabalhar e discutir a literatura, o rap e a história, a partir de uma perspectiva interdisciplinar. Para tanto introduziremos nesta análise autores da literatura nacional, da história e literatura africana, e grupos e mc´s de rap como, Racionais Mc´s, Emicida e Z´Africa Brasil, que através de discursos por vezes entendidos como o sendo violento para alguns, e sendo o discurso da realidade das periferias pelos que lá vivem, é também uma forma de literatura
oral, que não deixa de ter sua poesia.

2 - Mini-curso: A Capoeira como possibilidade de prática pedagógica na Educação
Infantil
Ministrantes: Kelly Cristina Caetano Silva; Helenice Christina Lima Silva; Vanesca Tomé Paulino - Curso de Especialização em História e Cultura Africana e afro-brasileira - NEAB da Universidade Federal de Uberlândia
Vagas ofertadas: 50
O referido Mini-curso visa articular reflexões e discussões no plano de ação que tenha como princípio a socialização e visibilidade da cultura negro-africana, valorização da Capoeira que é considerada um elemento da cultura afro-brasileira, dos diversos saberes, das identidades presentes nas escolas. Daí incorporar a importância da capoeira como atividade intra e extracurricular dentro da temática étnicorracial e referências que redirecionam a educação étnicorracial na educação infantil.

3 - Mini curso: História do Benin: subsídios para a implementação da lei 10.639/03
nas escolas e o reconhecimento das africanidades no Brasil de ontem e hoje.
Ministrante: Abiola Akande YAYI - Universidade Federal de Uberlândia
Vagas ofertadas: 40
A história do Benin liga-se com o Brasil em seu passado e presente. Historicamente, a região que hoje constitui-se a Republica do Benin representa um dos pontos mais importantes da chamada “Roda dos escravos” da UNESCO, que são aquelas regiões de especial importância na diáspora africana. Entretanto, é necessário resignificar a escravização que é ensinada das escolas brasileiras e demonstrar como hoje o Brasil é formado de africanidades, com sua raiz neste momento histórico, mas também suas devidas transformações, entendendo que resgatar a história desse país africano e seus reinos, é resgatar a história do Brasil.

4 -Mini-curso: Resgatando raízes: possibilidades de aplicação da Lei 10639/2003 e
da Lei 11645/2008 da alfabetização ao ensino superior nas três grandes áreas do
conhecimento
Ministrantes: Jaqueline Vilas Boas Talga; Eliete Antônia da Silva; Flaviane dos Santos Malaquias; Glaúcia Domingues Silverio; Leandra Domingues Silvério; Marcelo Messias Ponchio; Marcia David; Maria Luzia Santos Silva - Curso de Especialização em História e Cultura Africana e afro-brasileira – NEAB-UFU
Vagas ofertadas: 40
As idéias centrais desse mini-curso foram gestadas pelas vivencias de cada educador envolvido em suas realidades escolares, mas foram instigadas principalmente pelos módulos ministrados no curso de especialização em História e Cultura da África oferecido pelo NEAB/UFU, via Instituto de Química, de 2009 a 2011, prioritariamente para professores e pessoas ligadas diretamente as questões étnica. Apresentaremos nesse mini-curso atividades já implementadas em nossos cotidianos escolares em diferentes níveis de ensino, como é o caso do projeto “Resgatando Nossas Raízes” e “Beleza Negra”, a oficina de máscaras e silhuetas africanas, apreciação e reflexão de mitos africanos, a oficina de desenhos corporais indígenas, oficina de pigmentos naturais. E outras possibilidades elaboradas em fase de execução.

5 -Mini-curso: Comunidades negras e a luta pela cidadania: experiências e cotidiano dos Amaros de Paracatu
Ministrantes: Paulo Sérgio Moreira da Silva - UNIVERSIDADE FEDERAL DE
UBERLANDIA - Doutorando INHIS –UFU. Bolsista Capes.
Tadeu Pereira dos Santos – Mestre em História; Curso de Especialização em História e Cultura Africana e afro-brasileira - NEAB da Universidade Federal de Uberlândia
Vagas ofertadas: 20
Esse mini-curso intitulado Comunidades negras e a luta pela cidadania: experiências e cotidiano dos Amaros de Paracatu têm o objetivo de estabelecer um diálogo entre o cotidiano e as várias ações políticas utilizadas por esta comunidade como forma de enfrentar, a ausência das políticas públicas de reparação do programa Brasil Quilombola. Neste processo político se evidência a persistência dos valores e tradições inscritos numa memória afrodescendentes que mesmo sendo deslocada para a periferia urbana e privada de seus direitos, eles recriam suas culturas, suas formas de viver, aglutinando as famílias em torno de suas festas, sociabilidades, atividades artesanais e artes de viver como forma de manter sua identidade cultural. Nesta perspectiva, o mini-curso irá estabelecer reflexões entre as práticas políticas e culturais vivenciadas por esta comunidade negra e a lei 10639.

6 -Mini-curso: Tramas, teias e identidade: possibilidades de Implementação da Lei 10.639
Ministrantes: Isabel Cristina da Costa Silva - Formação inicial do Núcleo de Estudo Afro
Brasileiros/Bolsista MEC/SESU/SECADI do Programa de Educação Tutorial - PET (Re)
conectando saberes fazeres e práticas: rumo á cidadania consciente - FACIP/UFU
Rafaela Rodrigues Nogueira - Bolsista MEC/SESU/SECADI do Programa de Educação Tutorial - PET (Re) conectando saberes fazeres e práticas: rumo á cidadania consciente - FACIP/UFU
Cairo Mohamad Ibrahim Katrib - Tutor MEC/SESU/SECADI do Programa de Educação
Tutorial - PET (Re) conectando saberes fazeres e práticas: rumo á cidadania consciente, docente do curso de História – FACIP/UFU/NEAB
Vagas ofertadas: 20
Esse mini-curso intitulado Tecendo histórias: oralidade e memória como possibilidades de implementação da Lei 10.639, tem como intuito propiciar aos seus participantes dialogar com práticas educativas exitosas como caminho de se implementar a Lei 10.639, utilizando do lúdico com a finalidade de trazer um novo olhar sobre o tema, visando a superação do racismo e preconceito na perspectiva de trabalhar a identidade, sua construção e as relações de alteridade entre o eu e o outro. Para tanto a conscientização permeia todo esse processo, no qual o reforço identitário será a culminância que possibilitará o sujeito trabalhar todas as questões de negação e aceitação, dentro de uma sociedade excludente onde os espaços são predeterminados e limitam sua inserção. Sendo assim, o mini-curso trará reflexões a cerca da construção de identidade, valores, encontros e desencontros, caminhos e trajetórias.

7-Mini-curso: Conversa com Congadeiras ao redor do fogão de lenha
Ministrante: Antônia Aparecida Rosa – Capitã do Terno Marinheiro Nossa Senhora do
Rosário
Vagas ofertadas: 20
Esse mini-curso trata da interação e troca de experiências e tem como proposta refletir sobre os saberes, fazeres e práticas das mulheres congadeiras de Uberlândia, a partir da relação tecida com a identidade negra e as pertenças culturais afro-brasileiras. O mini-curso promoverá a interlocução entre os saberes herdados e conhecimentos acadêmicos promovendo um diálogo com o congado e sua importância como prática cultural que é recriada a cada dia pelos seus praticantes. O mini-curso será ministrado no Quartel do Terno Marinheiro Nossa Senhora do Rosário.

8 -Mini-curso: O poder das ervas
Ministrante: Maria Irene de Nanã
Zeladora da Casa de Umbanda Tenda Coração de Jesus – Uberlândia-MG
Vagas ofertadas: 20
O mini-curso tem como proposta destacar a importância do uso das ervas na Umbanda, dialogando com a mística sagrada que envolve seu preparo e usos nos cultos afro-brasileiros, desvelando olhares acerca da ritualística de coleta, preparo e manipulação, além do uso sagrado das ervas.