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CALENDÁRIO NEGRO – DEZEMBRO

1 - O flautista Patápio Silva é contemplado com a medalha de ouro do Instituto Nacional de Música, prêmio até então nunca conferido a um negro. (1901)

1 - Nasce no Rio de Janeiro o compositor Otto Henrique Trepte - Casquinha, integrante da Velha Guarda da Portela, parceiro de Candeia, autor de vários sambas de sucesso como: "Recado", "Sinal Aberto", "Preta Aloirada" (1922)

1 - O líder da Revolta da Chibata João Cândido após julgamento é absolvido (1912)
1 - Todas as unidades do Exército dos Estados Unidos (inclusive a Força Aérea, nesta época uma parte do exército) tiveram suas portas abertas para negros qualificados (1941)
1 - Rosa Parks recusa-se a ceder o seu lugar num ônibus de Montgomery (EUA) desafiando a lei local de segregação nos transportes públicos. Este fato deu início ao "milagre de Montgomery” (1955)
1 - Festa Nacional da República Centro Africana (1960)
2 - Nasce num lar humilde de carpinteiro em Magé, Francisco de Paula Brito. Compôs as primeiras notícias deste que é hoje o mais antigo jornal do Brasil, o Jornal do Comércio (1809)
2 - Dia Nacional do Samba
2 - Nasce em Salvador (BA), o sumo sacerdote do Axé Opô Afonjá, escritor e artista plástico Deoscóredes Maximiliano dos Santos, Mestre Didi (1918)
2 - Inicia-se na cidade de Santos (SP), o I Simpósio do Samba (1966)
2 - Fundação na cidade de Salvador (BA), do Ilê Asipa, terreiro do culto aos egugun, chefiado pelo sumo sacerdote do culto, o Alapini Ipekunoye Descoredes Maximiliano dos Santos, o Mestre Didi (1980)
3 - Frederick Douglas, escritor, eloquente orador em favor da causa abolicionista, e Martin R. Delaney fundam nos Estados Unidos o North Star, jornal antiescravagista (1847)
3 - Numa tarde de chuva, em um bairro do subúrbio do Rio de Janeiro, é fundado o Coletivo de Escritores Negros do Rio de Janeiro. (1988)
4 - Dia consagrado ao Orixá Oyá (Iansã)
4 - 22 marinheiros, revoltosos contra a chibata, castigo físico dado as marinheiros, são presos pelo Governo brasileiro, acusados de conspiração (1910)
5 - Depois de resistir de 1630 até 1695, é completamente destruído o Quilombo dos Palmares (1697)
5 - Nasce em Pinhal (SP) o cantor Otávio Henrique de Oliveira - Blecaute (1919)
5 - Nasce o compositor e radialista Rubem dos Santos - Rubem Confete (1937)
5 - O cantor jamaicano Bob Marley participa do show "Smile Jamaica Concert", no National Hero's Park, dois dias depois de sofrer um atentado provavelmente de origem política (1976)
6 - Edital proibia o porte de arma aos negros, escravos ou não e impunha-se a pena de 300 açoites aos cativos que infringissem a lei. (1816)
6 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor Jorge de Oliveira Veiga, Jorge Veiga (1910)
6 - Nasce no Rio de Janeiro o cantor Emílio Vitalino Santiago - Emílio Santiago (1946)
7 - Nasce Sir Milton Margai, Primeiro Ministro de Serra Leoa (1895)
7 - Nasce no Rio de Janeiro, o poeta Luís Carlos Amaral Gomes - Éle Semog (1952)
7 - Clementina de Jesus, a "Mãe Quelé", aos 63 anos pisa o palco pela primeira vez como cantora profissional, no Teatro Jovem, primeiro show da série de espetáculos "Menestrel" sob a direção de Hermínio Bello de Carvalho (1964)

8 – Nasce em Saubara/BA, o poeta e ativista do Movimento Negro Jônatas Conceição (1952)
8 - Fundação na Província do Ceará, da Sociedade Cearense Libertadora (1880)
8 - Nasce no Harlem, Nova Iorque (EUA), Sammy Davis Jr., um dos artistas mais versáteis de toda a história da música e do "show buziness" americano (1925)
8 - Nasce no Rio de Janeiro a cantora Alaíde Costa Silveira - Alaíde Costa (1933)
8 - Dia consagrado ao Orixá Oxum
9 - Nasce em São Paulo (SP) o compositor e arranjador Erlon Vieira Chaves - Erlon Chaves (1933)
9 - Nasce em Monte Santo, Minas Gerais, o ator e diretor Milton Gonçalves (1933)

9 – Nasce em Salvador/BA, a atriz Zeni Pereira, famosa por interpretar a cozinheira Januária na novela Escrava Isaura (1924)
10 - O líder sul-africano Nelson Mandela recebe em Oslo, Noruega o Prêmio Nobel da Paz (1993)
10 - O Presidente da África do Sul, Nelson Mandela, assina a nova Constituição do país, instituindo legalmente a igualdade racial (1996)
10 - Dia Internacional dos Direitos Humanos, instituído pela ONU em 1948
10 - Fundação em Angola, do MPLA - Movimento Popular de Libertação de Angola (1975)
10 - Criação do Programa SOS Racismo, do IPCN (RJ), Direitos Humanos e Civis (1987)
11 - Festa Nacional de Alto Volta (1958)
11 - Surge no Rio de Janeiro, o Jornal Redenção (1950)
11 - O Presidente Geral do CNA, Cheif Albert Luthuli, recebe o Prêmio Nobel da Paz, o primeiro a ser concedido a um líder africano (1960)
12 - Nasce em Leopoldina (MG), o cantor e compositor Osvaldo Alves Pereira - Noca da Portela, autor de inúmeros sucessos como: "Portela na Avenida", "é preciso muito amor", "Vendaval da vida", "Virada", "Mil Réis" (1932)
12 - Nasce no Rio de Janeiro, o compositor Wilson Moreira Serra - Wilson Moreira, autor entre outros tantos sucessos de: "Gostoso Veneno", "Okolofé", "Candongueiro", "Coisa da Antiga" (1936)
12 - Independência do Quênia (1963)
13 - Dia consagrado a Oxum Apará, a mais jovem entre todas as Oxuns, de gênio guerreiro
13 - Nasce em Exu (PE), o cantor, compositor e acordeonista Luiz Gonzaga do Nascimento, Luiz Gonzaga (1912)

15 - Machado de Assis é proclamado o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras (1896)
14 - Rui Barbosa assina despacho ordenando a queima de registros do tráfico e da escravidão no Brasil (1890)
16 - Nasce na cidade do Rio Grande (RS), o político Elbert Madruga (1921)
16 - O Congresso Nacional Africano (CNA), já na clandestinidade, cria o seu braço armado (1961)
17 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ)
Augusto Temístocles da Silva Costa, o humorista Tião Macalé (1926)

18 - Nasce em King William's Town, próximo a Cidade do Cabo, África do Sul, o líder africano Steve Biko (1946)
18 - A aviação sul-africana bombardeia uma aldeia angolana causando a morte dezenas de habitantes (1983)
19 - Nasce nos Estados Unidos, Carter G. Woodson, considerado o "Pai da História Negra" americana (1875)
19 - Nasce no bairro de São Cristóvão (RJ), o compositor e violonista Manuel da Conceição Chantre - Mão de Vaca (1930)
20 - Abolição da escravatura na Ilha Reunião (1848)
20 - A Lei n. 7.437, Lei Afonso Arinos inclui, entre as contravenções penais, a prática de atos resultantes de preconceito de raça, de cor, de sexo ou de estado civil, dando nova redação à Lei n 1 390, de 3 de julho de 1951 (1985)
21 - Nasce em Los Angeles (EUA), a atleta Delorez Florence Griffith, Florence Griffith Joyner - Flo-Jo, recordista mundial dos 100m (1959)
22 -
Criado o Museu da Abolição, através da Lei Federal nº 3.357, com sede na cidade do Recife, em homenagem a João Alfredo e Joaquim Nabuco (1957)

23 - Criação no Rio de Janeiro, do Grupo Vissungo (1974)
24 - João Cândido, líder da Revolta da Chibata e mais 17 revoltosos são colocados na "solitária" do quartel-general da Marinha (1910)
25 - Parte do Rio de Janeiro, o navio Satélite, levando 105 ex-marinheiros participantes da Revolta da Chibata, 44 mulheres, 298 marginais e 50 praças do Exército, enviados sem julgamento para trabalhos forçados no Amazonas. 9 marujos foram fuzilados em alto-mar e os restantes deixados nas margens do Rio Amazonas (1910)
25 - Nasce no Município de Duque de Caxias, (RJ), o jogador de futebol Jair Ventura Filho - Jairzinho - "O Furacão da Copa de 70" (1944)
26 -
Primeiro dia do Kwanza, período religioso afro-americano

27 - Nasce em Natal (RN), o jogador Richarlyson (1982)

28 - Nasce na Pensilvânia (EUA), Earl Kenneth Hines, o pianista Earl “Fatha” Hines, um dos maiores pianistas da história do jazz (1903)

29 - Nasce Édio Laurindo da Silva - Delegado, famoso mestre-sala da Estação Primeira de Mangueira (1922)
30 - Nasce
Eldrick Tont Woods, o Tiger Woods, jogador de golfe estadunidense, considerado um dos maiores golfistas de todos os tempos (1975)

31 - Nasce no Morro da Serrinha, Madureira (RJ). Darcy Monteiro, músico profissional, compositor, percussionista, ritmista, jongueiro, criador do Grupo Bassam, nome artístico do Jongo da Serrinha (1932)
31 - Dia dos Umbandistas


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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

XVI Curso de Difusão Cultural CEA/USP "Aspectos da Cultura e da História do Negro no Brasil" (Módulo II) - SP

O Centro de Estudos Africanos da USP está organizando o curso de extensão "Aspectos da Cultura e da História do Negro no Brasil (módulo II) com matrícula enquanto houver vaga entre os dias 01 e 07 de março de 2012. Natureza do curso: Difusão; Público Alvo: Professores das Redes Pública e Particular de Ensino e interessados em geral. O objetivo do curso é a capacitação dos professores das redes pública e particular de ensino no aprendizado dos aspectos da cultura e da história do negro no Brasil, propiciando acesso a material de apoio e didático para ser utilizado em sala de aula, embasados nos conhecimentos apreendidos em cada temática que certamente, serão de utilidade prática.
 
Programa Detalhado:
Carga horária:
42.00Horas
Vagas:
máximo: 110 alunos
mínimo: 70 alunos

Certificado/Critério de Aprovação:
A avaliação consiste na entrega de uma resenha sobre um dos temas abordados em sala. Para fazer jus ao certificado o aluno deverá cumprir o mínimo de 85% de frequencia e obter nota mínima 5,0.
Coordenação:
Prof. Dr. Kabengele Munanga, da FFLCH/USP.
Promoção:
Centro de Estudos Africanos
PERÍODO(S), HORÁRIO(S) E LOCAL DO CURSO/EVENTO
Período de Realização:
08.03 a 21.06.2012
Horário:
5ª feira, 19:00 às 22:00
Local:
Prédio de Filosofia e Ciências Sociais, Av. Prof. Luciano Gualberto, 315 - Cidade Universitária.
SORTEIO DE BOLSA
Inscrição on-line:
13.02 a 22.02.2012
Detalhes:
► CATEGORIA COMUNIDADE USP E 3ª IDADE: 2 docentes, 2 discentes, 2 funcionários, 3 para 3ª idade.
OBSERVAÇÃO
1. Veja as regras em BOLSAS E DESCONTOS.
► CATEGORIA “COMUNIDADE EXTERNA”: 2 bolsas
OBSERVAÇÕES
1. Inscrição somente no Centro de Estudos Africanos (CEA), pessoalmente ou por procuração;
2. Documentos necessários: pedido fundamentado; curriculo atualizado completo com dados pessoais, etc.; cópia da última declaração de rendimentos; e, assinatura de termo de compromisso (caso seja contemplado);
3. Endereço do CEA: Av. Prof. Luciano Gualberto, 315, sala 1087 - das 14 às 19h - 2ª à 6ª feira - tel. 3091-3744 - cea@usp.br .
INVESTIMENTO
Valor:
► Gratuito: Docentes e Funcionários da FFLCH.
► R$ 180,00: Interessados em geral
► R$ 162,00: Graduandos e pós-graduandos da FFLCH.
► R$ 90,00: Professores Ativos da Rede Pública, maiores de 60 anos, monitores bolsistas e estagiários da FFLCH.
Detalhes
• O pagamento será à vista, mediante boleto bancário impresso no ato da matrícula;
• Não haverá devolução da taxa após o início do curso;
• Os descontos serão concedidos mediante solicitação do interessado e comprovação da categoria a que pertence (apresentação da carteirinha USP ou holerite).
• O não pagamento do boleto implica no cancelamento da matrícula.
MATRÍCULA
Período de Matrícula (enquanto houver vaga):
01 a 07.03.2012
Detalhes:
• Matrícula presencial, veja ao lado "Procedimentos Matrícula Presencial".
Desistência:
O aluno desistente deverá comparecer à Secretaria ou ligar no telefone 3091-4645, no prazo de 2 dias antes do início do curso. Assim, caso haja Lista de Espera, poderemos preencher as vagas.

Fonte: FFLCH/USP

Manifesto da comunidade quilombola Rio dos Macacos - BA

No balanço de fim de ano: violação aos direitos das Comunidades Quilombolas pela Marinha do Brasil

Encerramos o ano de 2011 com um balanço de violação dos direitos das comunidades quilombolas no Brasil.

A Marinha como inimiga histórica da população negra do Brasil - vide o exemplo da Revolta da Chibata, em 1910, e, 100 anos depois, os recentes eventos ocorridos em Alcântara, no Maranhão, em Marambaia, no Rio de Janeiro, e, agora, no Quilombo Rio dos Macacos, Bahia, onde mais uma vez o Ministério da Defesa, através da Marinha, corre o risco de responder numa corte internacional dada a situação de violações composta por um repertório que passa desde o impedimento de crianças irem à escola até a negação de socorro a pessoas centenárias. No território quilombola do Rio dos Macacos, oficiais da Marinha estão diretamente implicados em casos que levaram até mesmo a óbito.

Se tem uma expressão entre os poderes no Brasil que não conhecemos são as Forças Armadas, que se constituíram no País desde o início do século XIX com a missão de caçar negros e indígenas, impedindo qualquer forma de organização política destes dois segmentos . Ao longo do século XX, esta mesma instituição se articulou e cresceu no Brasil, sustentada por três pilares: trata-se de uma organização patrimonialista, sectária e focada na estratégia de guerra onde a maioria da população é tratada como inimiga. Só por isso foi possível atravessarmos o século XX com intervalo de democracia e realidade de ditadura, pois o último princípio de sustentação das forças armadas no Brasil conta com o elemento de ausência de qualquer mecanismo de diálogo e controle social por parte da população.

Portanto, o que está acontecendo em Rio dos Macacos coloca a Marinha em rota de colisão com a sociedade democrática de direitos, onde todas as instituições do Estado estão funcionando. A Marinha, enquanto instituição anunciada em sua missão de defesa, tem atuado constantemente violando os direitos humanos dessa e de outras comunidades que por gerações inteiras lutaram para conquistar, implicando na negação do direito de ir e vir, de expressão, de organização política, de acesso aos serviços básicos, como educação e saúde, do modo ser e fazer das comunidades que habitam secularmente e que tiveram seus territórios invadidos datado nos últimos 50 anos.

Nos últimos meses, como forma de enfrentar a organização política da comunidade Rio dos Macacos e da solidariedades de muitos grupos da Bahia e do Brasil, a Marinha protagonizou inúmeras ações violentas a exemplo do assédio diário à comunidade com dezenas de fuzileiros armados; invasão de domicílios atentando contra os direitos das mulheres; uso ostensivo de armamento exclusivo das forças armadas criando verdadeiros traumas em crianças, adolescente e idosos, que tiveram casas invadidas e armas apontadas para as suas cabeças; impedimento das atividades econômicas tradicionalmente desenvolvidas pela comunidade, como a agricultura e a pesca de subsistência como forma de inviabilizar a permanência no território.

Um saldo desse conflito desigual se evidencia no grande número de crianças, adolescentes e adultos que foram impedidas ou que foram forçadas a desistir de frequentar a escola. Na comunidade de Rio dos Macacos, dois fuzileiros ficavam de prontidão num ponto denominado pela comunidade como “barragem” para impedir a saída e entrada de pessoas, e quem insistiu foi espancado, preso e humilhado publicamente como castigo exemplar. Desde a década de 1970 que mais de 50 famílias foram expulsas do território e se mantém alto nível de hostilidade aos que permaneceram resistindo.

A disputa não se dá apenas no campo objetivo, pois a Marinha, ao destruir dois terreiros de Candomblé em Rio dos Macacos, também estabeleceu uma guerra contra a sustentação simbólica, que incide diretamente no ataque à memória, à cultura e às tradições, elementos fundamentais à identidade quilombola. Neste ponto, a Marinha viola todos os protocolos internacionais assinados pelo Brasil, a exemplo da Declaração de Durban, resultante da 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, na África do Sul, em 2001.

Diante da ampla mobilização e denúncias tão contundentes, diferentes órgãos e instâncias da administração pública do Governo Federal (SEPPIR, FCP, AGU, PGF, PGU, MDA,INCRA, MINISTÉRIO DA DEFESA E SECRETARIA GERAL DA PRESIDENCIA), implicados na garantia dos direitos das comunidades quilombolas, garantido no artigo 68 dos atos das disposições transitórias da Constituição Federal de 1988, que garante que “aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os respectivos títulos”, regulamentado no decreto 4887/2003, em conformidade com Convenção 169 da OIT, tomaram como decisão realizar imediatamente o RTID (Relatório Técnico de Identificação e Delimitação), que é uma peça técnica fundamental para que a presença da comunidade no território seja entendida pelos poderes públicos.

Estranhamente e de forma arbitrária, a Marinha achou-se no direito de impedir um órgão da administração federal, o INCRA, de cumprir com o dever constitucional e o acordo institucional firmado no dia 3 de novembro de 2011. No dia 09 de dezembro, a Marinha anunciou que não ia permitir a entrada dos técnicos do INCRA no local, alegando que as ações daquele órgão no sentido de realizar os estudos necessários à regularização das terras dos quilombolas e assim cumprir o que manda a Constituição seriam incompatíveis com o interesse público. Leia-se, como interesse de ampliar a Vila dos Militares.

Desta forma, enquanto a Presidenta descansa sem talvez saber o que se passa a poucos metros da caserna, guarnecida pelo aparato militar, também o INCRA e seus servidores estão sob ameaça, pois a Marinha, nos termos do documento anexo, promete, “utilizando-se dos meios permitidos em Regulamento para inibir qualquer prática atentatória à perda das garantias de manutenção da Dominialidade Federal da região”, barrar o processo de realização dos direitos constitucionais da comunidade.

Por tudo relatado, exigimos providências imediatas por parte da Presidenta da República e pelo Ministro da Defesa, pelo fim da violação dos direitos humanos, pelo garantia dos direitos quilombolas e pela imediata regularização fundiária do Território da Comunidade Quilombola Rio dos Macacos!!!

Assinam:
Comunidade Quilombola do Rio dos Macacos
Comunidades Quilombolas do Recôncavo: Alto do Tororó, São Francisco do Paraguaçu, Giral Grande, Tabatinga, Guerém, Porto da Pedra, Salaminas-Putumuju, Santiago do Iguape, Bananeiras, Maracanã, Porto dos Cavalos, Praia Grande, São Brás, Cambuta, Acupe de Santo Amaro
Conselho Quilombola da Chapada - BA
Movimento de Pescadores e Pescadoras - BA
CDCN - Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra da Bahia
Articulação em Políticas Públicas da Bahia
AATR – Associação dos Advogados dos Trabalhadores Rurais - BA
Conselho Pastoral dos Pescadores
FASE-BA
GT Combate ao Racismo Ambiental*
*Componentes do GT Combate ao Racismo Ambiental:
AATR – Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia – Salvador – BA
  1. Amigos da Terra Brasil – Porto Alegre – RS
  2. ANAÍ – Salvador – BA
  3. Associação Aritaguá – Ilhéus – BA
  4. Associação de Defesa Etno-Ambiental Kanindé – Porto Velho – RO
  5. Associação de Moradores de Porto das Caixas – Itaboraí – RJ
  6. Associação Socioambiental Verdemar – Cachoeira – BA
  7. CEDEFES (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva) – Belo Horizonte – MG
  8. Central Única das Favelas (CUFA-CEARÁ) – Fortaleza – CE
  9. Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (CEDENPA) – Belém – PA
  10. Coordenação Nacional de Juventude Negra – Recife – PE
  11. CEPEDES (Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul da Bahia) – Eunápolis – BA
  12. CPP (Coordenação da Pastoral dos Pescadores) Nacional –
  13. CPP BA (Coordenação da Pastoral dos Pescadores da Bahia) – Salvador – BA
  14. CPP CE – Fortaleza – CE
  15. CPP Nordeste – Recife (PE, AL, SE, PB, RN)
  16. CPP Norte (Paz e Bem) – Belém – PA
  17. CPP Juazeiro – BA
  18. CRIOLA – Rio de Janeiro – RJ
  19. EKOS – Instituto para a Justiça e a Equidade – São Luís – MA
  20. FAOR – Fórum da Amazônia Oriental – Belém – PA
  21. Fase Amazônia – Belém – PA
  22. Fase Nacional (Núcleo Brasil Sustentável) – Rio de Janeiro – RJ
  23. FDA (Frente em Defesa da Amazônia) – Santarém – PA
  24. FIOCRUZ – Pedro Albajar – RJ
  25. Fórum Carajás – São Luís – MA
  26. Fórum de Defesa da Zona Costeira do Ceará – Fortaleza – CE
  27. FUNAGUAS – Terezina – PI
  28. GELEDÉS – Instituto da Mulher Negra – São Paulo – SP
  29. GPEA (Grupo Pesquisador em Educação Ambiental da UFMT) – Cuiabá – MT
  30. Grupo de Pesquisa Historicidade do Estado e do Direito: interações sociedade e meio ambiente, da UFBA – Salvador – BA
  31. GT Observatório e GT Água e Meio Ambiente do Fórum da Amazônia Oriental (FAOR) - Belém – PA
  32. IARA – Rio de Janeiro – RJ
  33. Ibase – Rio de Janeiro – RJ
  34. INESC – Brasília – DF
  35. Instituto Búzios – Salvador – BA
  36. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense – IF Fluminense – Macaé – RJ
  37. Instituto Terramar – Fortaleza – CE
  38. Justiça Global – Rio de Janeiro – RJ
  39. Movimento Cultura de Rua (MCR) – Fortaleza – CE
  40. Movimento Inter-Religioso (MIR/Iser) – Rio de Janeiro – RJ
  41. Movimento Popular de Saúde de Santo Amaro da Purificação (MOPS) – Santo Amaro da Purificação – BA
  42. Movimento Wangari Maathai – Salvador – BA
  43. NINJA – Núcleo de Investigações em Justiça Ambiental (Universidade Federal de São João del-Rei) – São João del-Rei – MG
  44. Núcleo TRAMAS (Trabalho Meio Ambiente e Saúde para Sustentabilidade/UFC) – Fortaleza – CE
  45. Observatório Ambiental Alberto Ribeiro Lamego – Macaé – RJ
  46. Omolaiyè (Sociedade de Estudos Étnicos, Políticos, Sociais e Culturais) – Aracajú – SE
  47. ONG.GDASI – Grupo de Defesa Ambiental e Social de Itacuruçá – Mangaratiba – RJ
  48. Opção Brasil – São Paulo – SP
  49. Oriashé Sociedade Brasileira de Cultura e Arte Negra – São Paulo – SP
  50. Projeto Recriar – Ouro Preto – MG
  51. Rede Axé Dudu – Cuiabá – MT
  52. Rede Matogrossense de Educação Ambiental – Cuiabá – MT
  53. RENAP Ceará – Fortaleza – CE
  54. Sociedade de Melhoramentos do São Manoel – São Manoel – SP
  55. Terra de Direitos – Paulo Afonso – BA
  56. TOXISPHERA – Associação de Saúde Ambiental – PR
Participantes individuais:
  1. Ana Almeida – Salvador – BA
  2. Ana Paula Cavalcanti - Rio de Janeiro - RJ
  3. Angélica Cosenza Rodrigues - Juiz de Fora – Minas
  4. Carmela Morena Zigoni – Brasília – DF
  5. Cecília Melo – Rio de Janeiro – RJ
  6. Cíntia Beatriz Müller – Salvador – BA
  7. Cláudio Silva – Rio de Janeiro – RJ
  8. Daniel Fonsêca – Fortaleza – CE
  9. Daniel Silvestre – Brasília – DF
  10. Danilo D’Addio Chammas - São Luiz – MA
  11. Diogo Rocha – Rio de Janeiro – RJ
  12. Florival de José de Souza Filho – Aracajú – SE
  13. Igor Vitorino – Vitória – ES
  14. Janaína Tude Sevá – Rio de Janeiro – RJ
  15. Josie Rabelo – Recife – PE
  16. Juliana Souza – Rio de Janeiro – RJ
  17. Luan Gomes dos Santos de Oliveira – Natal – RN
  18. Maria do Carmo Barcellos – Cacoal – RO
  19. Mauricio Sebastian Berger – Córdoba, Argentina
  20. Norma Felicidade Lopes da Silva Valencio – São Carlos - SP
  21. Pedro Rapozo – Manaus – AM
  22. Raquel Giffoni Pinto – Volta Redonda – RJ
  23. Ricardo Stanziola – São Paulo – SP
  24. Ruben Siqueira – Salvador – BA
  25. Rui Kureda – São Paulo – SP
  26. Samuel Marques – Salvador – BA
  27. Tania Pacheco - Rio de Janeiro – RJ
  28. Teresa Cristina Vital de Sousa – Recife – PE
   29.   Tereza Ribeiro – Rio de Janeiro – RJ
   30.   Zelinda Barros - BA

Curso de introdução "Partido dos Panteras Negras" - BA

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

NEAA abre inscrições para o curso (EAD) de História da África e Afro-brasileira - PR

Começa no dia 31 deste mês e prossegue até 20 de fevereiro, o prazo para as inscrições para a nova turma do curso à distância de “História da África e Afro-brasileira: vetores de uma educação plural IV”. O curso é promovido pelo Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos (NEAA) da UEL em parceria com o Labted. As aulas têm início em 3 de março e término em 9 de julho, com 140 horas/aula.

O curso tem como objetivo dar enfoque à História da África e Afro-Brasileira e oferecer subsídios teórico-metodológicos para o ensino dessas disciplinas que se tornaram obrigatórias nas escolas por instituição da Lei 10.639/03. É destinado a professores dos ensinos Fundamental e Médio, educadores e coordenadores pedagógicos, gestores públicos e estudantes de Pedagogia, Artes, História, Geografia, Matemática e Biblioteconomia.

No total são 8 horas/aula presenciais e 132 horas/aulas à distância, com investimento de R$ 140,00. Estão sendo oferecidas 300 vagas. Mais informações sobre o curso podem ser obtidas nos endereços:

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Seminário "Comunicação, linguagem e a luta antirracista" - BA


(Clique na imagem para ampliá-la)

FPC disponibiliza material sobre Levante dos Malês e Independência de Itaparica em site

Após 177 anos, a revolta dos Malês continua nos instigando a conhecer mais sobre a sociedade forjada no Brasil no século XIX. Faça o download de mais 209 páginas de documentos raros custodiados pelo Arquivo Público da Bahia. Assim como, publicações, textos acadêmicos, imagens e documentos sobre a Revolta dos Malês e a Independência de Itaparica. Para ter acesso aos documentos: http://www.bv2dejulho.ba.gov.br/

As-salaam-alaykum (significa “a paz esteja contigo”, saudação islâmica)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

UnB promove curso de preparação para a pós-graduação - DF

O Curso Pós Afirmativas tem por objetivo preparar potenciais candidatos(as) negros(as) aos processos seletivos de Programas de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado Acadêmico) das universidades brasileiras, especialmente da Universidade de Brasília. Trata-se de um curso preparatório para tais seleções apoiado pela Reitoria da Universidade de Brasília, recebendo financiamento da Fundação Ford e da Fundação Carlos Chagas. 
No período de realização do curso (de março a setembro), cujas aulas acontecerão nas dependências da Universidade de Brasília, serão ministrados os seguintes conteúdos: Português Acadêmico, Língua Estrangeira Instrumental (Inglês e Francês, última opção destinada apenas aos(as) candidatos(as) ao Doutorado) , Metodologia e Laboratório de Pesquisa.
Tendo em vista o universo de possibilidades de pesquisa acadêmica no âmbito da Pós-Graduação, os(as) alunos(as) selecionados(as) para o Curso Pós Afirmativas serão apresentados(as) a uma rede de professores(as) colaboradores(as), de diversas áreas do conhecimento, que os(as) apoiará na produção de seus respectivos projetos de pesquisa. Essa equipe contribuirá com o aprimoramento do projeto de pesquisa, preparação do dossiê de candidatura aos processos seletivos das IES, além da preparação para as provas de tais seleções. O foco temático da formação da equipe de professores(as) colaboradores(as) será preferencialmente o campo de estudos das relações raciais e áreas correlatas.
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PROGRAMA
Grade Curricular do Curso

O Curso  será dividido em duas áreas de formação: Geral e Especifica;
. A Formação Geral para todos(as) canditados(as) aos programas de pós-graduação (nível: Mestrado) consistirá em aulas de Português Acadêmico, Língua Estrangeira Instrumental (Inglês) e Metodologia e Laboratório de Pesquisa;
 . A Formação Geral para todos(as) canditados(as) aos programas de pós-graduação (nível: Doutorado) consistirá em aulas de Português Acadêmico, Língua Estrangeira Instrumental (Inglês e Francês) e Metodologia e Laboratório de Pesquisa;
. A Formação Específica consistirá em atividades de orientação, voltadas ao aprimoramento do projeto de pesquisa, preparação do dossiê de candidatura aos processos seletivos das IES, preparação para as provas dos processos seletivos. O foco temático da Formação Específica será preferencialmente o campo de estudos das relações raciais e áreas correlatas. O acompanhamento da formação específica será feito individualmente ou em pequenos grupos, dependendo da afinidade temática.

Inscrições | de 23/01/12 até 17/02/12 (segundas às sextas-feiras)

Horário | das 9h às 13h

Local | Centro de Convivência Negra (Campus Darcy Ribeiro – Universidade de Brasília)


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

VI Curso de Atualização:“A Teoria e as Questões Políticas da Diáspora Africana nas Américas” - RJ

Seleção 2012
Criola, através do Programa MultiVersidade Criola , umespaço de formação feminista e anti-racista para mulheres negras, o Programade Estudos e Debates dos Povos Africanos e Afro-americanos (PROAFRO)do Centro de Ciências Sociais da  Universidadedo Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Universidade do Texas emAustin, através do Centro de Estudos Africanos e Afro-americanos(CAAAS), do Departamento de Estudos da África e da DiásporaAfricana, e do Instituto de Estudos Latino Americanos Teresa Lozano Long(LILLAS), torna público a abertura de inscrições para selecionar alunas e alunos para o VI Curso de Atualização emEstudos da Diáspora Africana.
O curso oferece 20 vagas. E será realizado nas dependências da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), às segundas e quartas-feiras, de 13h às 18h, no período de 18/06 a 27/07 de 2012, com carga horária total de 60h. Será considerada aprovada aaluna e o aluno que atender aos critérios de avaliação do curso: 1) freqüênciade até 75% do total de horas do curso, 2) apresentar resumo e perguntas paradebate em pelo menos 2 aulas, 3) entrega de um paper acadêmico ao final do curso, de 15 à 20 páginas, baseado emtrabalho etnográfico, de arquivo ou de caráter sociológico, com foco no Brasil
Poderão se inscrever para a seleção ativistas dos movimentossociais, negro e de mulheres negras, bem como estudantes universitárias/os emnível de graduação e pós-graduação.
Condições para a participação

a)     Ter no mínimo domínio intermediário da línguainglesa para leitura e compreensão
b)     Ter disponibilidade de tempo de no mínimo 15horas semanais para freqüentar as aulas e para a leitura da bibliografia.
A ficha de inscrição está disponívelem anexo e estará on-line nos sites: www.criola.org.bre www.neab-proafro.uerj.br em breve.As/os interessadas/os deverão preencher esta ficha, enviá-la por e-mail paradiasporaafricana@criola.org.br anexando um curriculum vitae (três páginas nomáximo) com informações sobre formação, a ação antirracista e feminista,participação em eventos acadêmicos e/ou ativistas. A ficha de inscrição e ocurriculum vitae só serão aceitos por e-mail e deverão ser enviados no períodode 19/12/2010 à 29/02/2011.
A lista com o nome d@s selecionad@s para o curso será publicada nosite de Criola e do PROAFRO no dia 23/03/2012.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Unesco, Brasil e EUA lançam projeto para estimular respeito às diferenças nas escolas

Iniciativa visa incentivar o convívio harmônico entre crianças a partir do desenvolvimento de currículos e políticas que incluam componentes de educação para a tolerância racial

Unesco, Brasil e EUA lançam projeto para estimular respeito às diferenças nas escolas
No Brasil, o projeto reforça a efetivação da Lei 10.639/03, que inclui o ensino da hstória e cultura africana e afro-brasielira nas escolas
A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), lança hoje (18) o projeto “Ensinando respeito para todos”. Trata-se de uma cooperação entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos e a Unesco, com o objetivo de desenvolver currículos que incentivem o convívio respeitoso e harmônico entre crianças nas escolas. A cerimônia, iniciada às 11h30, horário de Brasília, tem transmissão ao vivo pelo link mms://stream.unesco.org/vod/respect4all_18012012_fr.wmv
A cerimônia acontece na sede da Unesco, em Paris, e conta com a presença do diretor-geral da Unesco, Irina Bokova, da secretária de Estado Adjunta para Assuntos de Organizações Internacionais dos EUA, Esther Brimmer, e do secretário Executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial no Brasil, Mário Theodoro Lisboa. Além destas autoridades, o evento reúne representantes de governo, especialistas e profissionais de diferentes países. Estudantes da Tallwood High School, em Virgínia Beach (EUA) e Bagunçaço, um Centro Educacional para jovens em Salvador, Bahia (Brasil), participam da solenidade por videoconferência.
Coordenado pela Unesco e financiado pelo Departamento de Estado dos EUA, o projeto reconhece o papel fundamental das escolas no combate à discriminação racial e étnica. Inicialmente, o “Ensinando respeito para todos” irá rever a legislação, currículos e políticas que já incluem um componente de educação para a tolerância e identificar as melhores práticas neste domínio. Numa segunda fase, o projeto desenvolverá recursos educacionais e currículos que serão primeiramente implementados em países-piloto selecionados.
Ao longo do processo, previsto para durar três anos, serão fornecidas ferramentas práticas sobre como integrar a luta contra a discriminação ao currículo e reforçar a tolerância na educação e livros didáticos. Para esse efeito, será formada uma equipe de profissionais que incluirá especialistas na luta contra o racismo, educação para a tolerância e os direitos humanos.
Além disso, serão criadas duas plataformas on-line: uma para profissionais da educação, e outro para jovens, para compartilhamento de experiências e apresentação de sugestões. No Brasil, o projeto deverá funcionar como um reforço para efetivação da Lei 10.639/2003, que modifica a Lei de Diretrizes Curriculares com a inclusão do ensino da história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas.
 
FONTE: Site da SEPPIR