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CALENDÁRIO NEGRO - MARÇO

1 – Nasce Ralph (Waldo) Ellison professor e escritor norte-americano, ganhou eminência com seu primeiro romance, “O Homem Invisível”, de 1952 (1913-1994)

2 – Ocorre o primeiro carnaval oficial de escolas de samba do Rio de Janeiro, RJ (1935)
2 – Dia da Mulher Angolana
2 – Aprovada lei proibindo o tráfico de escravos africanos nos Estados Unidos (1807)
2 – Festa Nacional de Marrocos (1956)
3 – O paulista Domingos Jorge Velho assina em Pernambuco, com o governador da capitania, o contrato mediante o qual se dispunha a destruir o Quilombo dos Palmares (1687)
3 – Publicado alvará pelo qual os negros dos quilombos, toda vez que fossem aprisionados, para ser restituídos aos donos deviam ser marcados na espádua com um "F" por meio de ferro em brasa (1741)
3 – Em discurso, o presidente da Bahia, Francisco de Souza Martins afirmou que era necessário "fazer sair do território brasileiro todos os libertos africanos perigosos à nossa tranquilidade" (1835)
3 – Inauguração na cidade do Rio de Janeiro, da Avenida dos Desfiles, popularmente chamada de Sambódromo, hoje por lei denominada Passarela do Samba (1984)
3 – Nasce no Rio de Janeiro o cantor e compositor Jards Anet da Silva - Jards Macalé (1943)

3 – Nasce Jackie Joyner-Kersee, atleta estadunidense, considerada por muitos como a maior atleta feminina da história (1962)

4 – É deferido pela Regência o pedido de deportação dos africanos libertos envolvidos na Revolta dos Africanos ou Revolta dos Malês na noite de 24 e 25 de janeiro (1835).
4 – Nasce em Township, África do Sul, a cantora Mirian Makeba (1934)
5 – Fundação, em Salvador (BA) do Olori Afoxé (1981)

5 – Nasce Chiwoniso Maraire, cantora do Zimbabwe (1976-2013)

6 – Independência de Gana, primeiro país da África Negra a tornar-se independente (1957)
6 – Abolição da escravatura no Equador (1854)
7 – Grande marcha pelos direitos civis, de Selma à Montgomery, liderada por Martin Luther King Jr. (1963)
8 – Nasce no bairro de Periperi, Salvador (BA), o Bloco-Afro Ara Ketu (1980)
8 – Aprovada, na África do Sul a nova Constituição, que aboliu oficialmente o apartheid, regime racista dominado pela minoria branca (1996)

8 – Nasce Neusa Borges, atriz (1941)
9 – Nasce, na cidade de Recife (PE) o cantor e compositor José Bezerra da Silva - Bezerra da Silva (1938)
9 – Nasce, no bairro do Andaraí, Rio de Janeiro, a bailarina Isaura de Assis (1942)
9 – Nasce, em Colina (SP), o poeta Paulo Eduardo de Oliveira, Paulo Colina. Publicou "Fogo Cruzado", "Senta que o Dragão é Manso", participou também da "Antologia Contemporânea da Poesia Negra Brasileira" e "Cadernos Negros" (1950)
9 – Realiza-se, em Petrópolis (RJ), o I Encontro de Franciscanos Negros (1988)
10 – Nasce, em Tubarão (SC), Apolinária Mathias Batista - Mãe Apolinária, fundadora da "Sociedade Caboclos Amigos" em Porto Alegre (RS) (1912)
11 – Nasce, na Praça Mauá (RJ), a atriz Léa Garcia (1933)
12 – Independência das Ilhas Maurício (1968)

13 – Nasce Iziane Castro Marques, jogadora de basquete brasileira (1982)
14 – Nasce na Fazenda Cabaceiras, município de Muritiba (BA), Antônio de Castro Alves, o "poeta dos escravos". É um dos poetas mais populares do país, autor de "Vozes d'África, "Navio Negreiro", "A Cachoeira de Paulo Afonso", "Saudação aos Palmares", "Adormecida" e outros (1847)
14 – Nasce, em Juiz de Fora (MG) o cantor e compositor Sinval Machado da Silva, Sinval Silva, o compositor predileto de Carmem Miranda (1906)
14 – Nasce, em Franca, São Paulo, o artista e político Abdias Nascimento, fundador do TEN – Teatro Experimental do Negro (1914)
14 – Nasce, em Sacramento, Minas Gerais, a escritora Carolina Maria de Jesus, autora de "Quarto de Despejo" (1914)
14 – É lançado em Salvador, Bahia, o jornal O Abolicionista (1871)
14 – Realiza-se, em São Paulo, o I Encontro dos Agentes da Pastoral Negros (1983)

15 – Nasce Cecil Taylor, músico e compositor estadunidense, foi o pianista mais importante do free-jazz (1929)

16 – Surge nos Estados Unidos o Freedom's Journal, o primeiro jornal com temática negra da América (1827)
16 – Nasce em Japaratuba (SE), o artista plástico, Arthur Bispo do Rosário (1911)
16 – Nasce em Montgomery, Alabama, (EUA), o cantor e pianista Nahaniel Adams Coles - Nat King Cole (1919)

17 – Nasce Nathaniel Adams Coles, Nat “King” Cole, um dos mais importantes pianistas de jazz, cantor e compositor do século XX (1919-1965)

18 – Nasce Queen Latifah, cantora, rapper, atriz, compositora, modelo, produtora musical, comediante e apresentadora estadunidense (1970)

18 – Nasce Vanessa Lyn Williams, cantora, atriz e compositora estadunidense, famosa por ter sido a primeira Miss America Negra, em 1983 (1963)

19 – Nasce, em Pateoba (BA), o cantor e compositor José de Assis Valente, autor de inúmeros sucessos como: "Camisa Listada", "Boas Festas" e do samba antológico "Brasil Pandeiro" (1908)
19 – Inicia-se o I Encontro Estadual de Conscientização e Cidadania Negra, no Estado do Rio de Janeiro (1988)
20 – Nasce, no Rio de Janeiro, o ator e cantor lírico, Manuel Claudiano Filho - Claudiano Zani (1926)
21 – Nasce, no Rio de Janeiro (RJ), o radialista, humorista, cronista e compositor Haroldo Barbosa (1915)
21 – Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial
21 – Independência da Etiópia (1975)
21 – A polícia sul-africana atira contra um cortejo fúnebre de quinhentas pessoas no bairro negro de Langa, na periferia da cidade de Uitenhage, matando 21 manifestantes. O dia ficou conhecido como "Quinta-feira Sangrenta" (1985)
21 – Independência da Namíbia (1990)
21 – Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, em memória das vítimas do massacre de Shapeville, na África do Sul (1960)
21 – Zumbi dos Palmares é incluído na galeria dos heróis nacionais (1997)
22 – O explorador negro Alonso Pietro se incorpora à expedição de Cristóvão Colombo (1492)
22 – Nasce em Madureira (RJ), o cantor e compositor Jorge Duílio Lima Menezes - Jorge Benjor, autor de "Chove Chuva", "Cadê Teresa", "África-Brasil (Zumbi)", "País Tropical", "Que Maravilha", entre outros sucessos (1944)
23 – Abolição da escravidão em Porto Rico (1873)

24 - É oficializada a abolição da escravatura na Venezuela (1854)
25 – Proclamação nesta data da libertação final de todos os escravos existentes na Província do Ceará (1884)
25 – Nasce, em Detroit, Michigan Estados Unidos, a cantora Aretha Franklin (1942)
25 – Criação, no Rio de Janeiro do jornal A Voz do Morro (1935)
25 – Nasce Aristides Barbosa, jornalista, educador e ex-militante da Frente Negra (1920)

26 – Nasce Diana Ross, cantora e atriz estadunidense, foi a líder do grupo musical "The Supremes” (1944)

27 – Nasce, numa família de músicos e artistas de Newark, Nova Jersey (EUA), a cantora de jazz, Sarah Louis Vaughan - Sarah Vaughan (1924)

27 – Nasce Luiza Helena de Bairros, socióloga, ativista do do Movimento Negro Unificado e feminista negra (1953)
28 – Nasce, em Cabo Frio (RJ), Antônio Gonçalves Teixeira e Souza, considerado um dos precursores do romantismo e autor do primeiro romance brasileiro: "O Filho do Pescador" (1843)
28 – Fundação, em Pelotas (RS) do Clube Abolicionista (1884)

29 – Nasce Lee ("Scratch") Perry, compositor, cantor e DJ jamaicano, um dos nomes mais destacados da música reggae (1936)

30 – Os homens afro-americanos conquistam direito ao voto nos EUA (1870)

30 – Nasce Maria Bibiana do Espírito Santo, Mãe Senhora, ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá (1900)
31 – Fundação, em Campos, Rio de Janeiro, da Sociedade Emancipadora Campista (1870)

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

VIII Curso de Atualização: "A Teoria e as Questões Políticas da Diáspora Africana nas Américas"

Estão abertas as inscrições para o VIII Curso de Atualização: "A Teoria e as Questões Políticas  da  Diáspora Africana nas Américas".
 
O Curso promovido por CRIOLA, Universidade do Texas/Austin, UFF e UERJ, pretende oferecer formação acadêmica e intelectual de alto nível a ativistas, estudantes e intelectuais de todo o país interessados na área de Estudos da Diáspora Africana, a partir das análises críticas produzidas pelo feminismo negro no Brasil e em outras comunidades da Diáspora Africana, em especial nos Estados Unidos.
 
O curso é gratuito e realizado na Universidade Federal Fluminense.
 
ficha de inscrição está disponível on-line no site de Criola (www.criola.org.br) e da UFF (http://www.uff.br/politicasocial/). As/os interessadas/os deverão preencher a ficha, e enviá-la por e-mail para diasporaafricana@criola.org.br anexando um curriculum vitae (três páginas no máximo).
 
A ficha de inscrição e o curriculum vitae só serão aceitos por e-mail e deverão ser enviados no período de 24/01 à 28/02/2014.

CRIOLA, UTEXAS/Austin, POLITICA SOCIAL/UFF ,  PROAFRO/UERJ

Vídeo-aula "Indígenas na cidade"


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Mini-curso "História da África: reflexões em defesa de uma Filosofia Africana no mundo contemporâneo" - RJ



Professor Ms. Gustavo de Andrade Durão
Doutorando do Programa de História Comparada (IH-UFRJ), Pesquisador do Laboratório de Estudos Africanos da UFRJ (LeAfrica)
 
Ementa:
Debates sobre obras que abrangem a História da África e as formas de pensamento filosófico existentes no pensamento africano. Análises sobre o debate hegeliano em relação à História da África. Estudos das obras de proeminentes pensadores europeus como Levi Strauss, Hannah Arendt e Jean-Paul Sartre. Diálogos com uma perspectiva africanista do pensamento filosófico. Estudo das produções filosóficas e etno-filosóficas de pensadores do cânone africano: Yves Mudimbe, Paulin J. Hountondji, Achille Mbembe, Kwame A. Appiah, Aimé Césaire, Frantz Fanon, Léopold Senghor e Abiola Irele. Análise comparada das obras filosóficas africanas à luz dos modos de agir e pensar, com ênfase nas críticas ao colonialismo e ao pressuposto de inferioridade intelectual dos negros. Desenvolvimento de uma interpretação para as obras dos autores africanistas que laboraram para o protagonismo dos povos negros em escala transnacional (pan-africanismo).
 
Objetivos:
Analisar os argumentos contrários à existência de uma forma de pensamento reflexivo africano. Compreender a existência do diálogo entre os filósofos e pensadores europeus com os intelectuais do continente africano. Tomar como base a existência do cânone de pensadores africanos que preconizou os movimentos de contestação às formas de exclusão social e de expressão através da atividade intelectual. Interpretar e conhecer as obras dos autores africanos na valorização do pensamento dos povos negros na História, na História da África, na Filosofia e no pensamento humanista do mundo contemporâneo.
 
Conteúdo e cronograma:
12/02 – Apresentação do curso.
Debate: Há uma história da África? Possível diálogo entre Hegel e Ki-Zerbo.
26/ 02 – Diálogos sobre Raça e História.
11/ 03 – Refletindo acerca da Négritude de Senghor: Orfeu Negro e a crítica de René Depestre à Négritude.
25/ 03 –Frantz Fanon: Da tomada de consciência à formulação de uma teoria da exclusão.
09 / 04 – FILOSOFIA AFRICANA I – ACHILLE MBEMBE: REFLEXÕES NA CONTRAMÃO DO PENSAMENTO HEGELIANO.
23/ 04 – FILOSOFIA AFRICANA II – Referências da Filosofia Africana: em busca da Intersubjectivação. PARA PENSAR UMA ESSÊNCIA DO PENSAMENTO FILOSÓFICO AFRICANO.
07/ 05 – FILOSOFIA AFRICANA III – PAULIN HOUNTONDJI e YVES VALENTIN MUDIMBE: OPERANDO COM O SABER FILOSÓFICO AFRICANO.
21/ 05 – O Colonialismo: compreender para desconstruir. Retrato do colonizador e do colonizado.
04/ 06 – Apresentação dos Seminários. Encerramento do Curso.
Horários: Quartas-feiras de 17:00h às 19:30h (encontros quinzenais).
 
Bibliografia:
APPIAH, K. A. Na casa de Meu Pai – A África na filosofia da cultura. Rio de Janeiro: Contraponto, 1998.
ARENDT, Hannah. As origens do totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
BERNAL, Martin. Black Athena – The Afroasiatic Roots of Classical Civilization. Vol.1: The Fabrication of Ancient Greece 1785-1985. New Jersey: Rutgers University Press. 2003.
CASTIANO, José P. Referenciais da Filosofia Africana: Em busca da Intersubjectivação. Cidade do Cabo: Ed. Kadimah, 2010.
CÉSAIRE, Aimé. Discours sur le colonialisme. Paris: Présence Africaine, 1955.
FANON, Frantz. Pele Negra, Máscaras Brancas. Juiz de Fora: Editora da UFJF, 2008.
DEPESTRE, René. Buenos Dias y Adios a la Negritud. Cuba: Casa de las Americas, 1985.
GATES, Henry Louis Jr. The Criticial Fanonism. Critical Inquiry, University of Chicago Press, v. 17, n. 3, 1991.
HEGEL, Georg Wilhelm F. Filosofia da História. Brasília: Editora da UnB, 2008.
IRELE, Abiola. Introduction. In: HOUNTONDJI, Paulin J. African Philosophy – Mith & Reality. Indiana University Press, 1996.
KIZERBO, Joseph.– Introdução: As tarefas da História na África. In: História da África Negra – Volume 1, Portugal: Biblioteca Universitária – Publicações Europa-América, 2009.
LÉVI-STRAUSS, Claude. Raça e História. Lisboa: Editorial Presença, 2010.
LUMUMBA, Patrice; Lierde, Jean Van. La pensée politique de Patrice Lumumba. Paris, Présence Africaine, 2010.
MAGGIE, Yvone ; REZENDE, Claudia Barcellos (orgs.) Raça como retórica – a construção da diferença. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
MBEMBE, Achille. As formas africanas de Auto-Inscrição. Estudos Afro-Asiáticos, ano 23, n. 1, 2001.
MEMI, Albert. O retrato do colonizador, seguido de o retrato do colonizado. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1977.
MUDIMBE, Yves. V. The invention of Africa: gnosis, philosophy, and the order of knowledge. (cap. 1. Discourse of Power and Knowledge of Otherness). IUP: 1988.
SARTRE, J.P. L'Orphée Noir. In: SENGHOR, Léopold. Anthologie de la nouvelle poésie nègre et malgache de langue française. Paris : PUF, 1948.
 
Detalhes do evento:
Dia(s): 12/02/2014 - 04/06/2014
Horário: 17:00h às 19:30h (encontros quinzenais)
Local: IFCS
Largo de São Francisco
Rio de Janeiro
 
A confirmação de inscrição no evento é de responsabilidade do organizador do mesmo.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Lei que define o crime de preconceito racial completa 25 anos

Apesar de 25 anos de lei, racismo ainda é forte
Por Leonardo Ferreira
Da Radioagência
 
Criada há 25 anos a Lei 7.716 define os crimes de preconceito racial. A legislação determina a pena de reclusão a quem tenha cometido atos de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Apesar da mudança no papel, os negros no Brasil ainda sofrem racismo e frequentemente se vêem em situação de discriminação.
 
Sancionada em janeiro de 1989, a lei determina punição a quem comete crime de discriminação racial. Pessoas que incitarem a discriminação e o preconceito também podem ser punidas.
 
A lei que define crimes de racismo regulamentou o trecho da Constituição Federal que torna inafiançável e imprescritível o crime de racismo.
 
Segundo a recente Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD), divulgada em 2013, 104,2 milhões de brasileiros são pretos e pardos, o que corresponde a mais da metade da população do país (52,9%).
 
As diferenças raciais aparecem em praticamente todos os indicadores. No caso da violência, por exemplo, a possibilidade de um adolescente negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior do que a de um branco, de acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
 
De 1989 para cá, outras leis importantes na luta contra o preconceito racial foram criadas no Brasil, como o Estatuto da Igualdade Racial (2010) e a Lei de Cotas (2012).
 

Biblioteca 2 de Julho lança site com acervo de Ubiratan Castro - BA

Professor Ubiratan Castro
 
A Biblioteca Virtual 2 de Julho, vinculada à Fundação Pedro Calmon, lança no dia 10 de janeiro, às 18h, na Sala Katia Mattoso da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, um site com o acervo referente ao professor historiador Ubiratan Castro de Araújo. Dentre os materiais coletados, está a dissertação do professor, defendida na Université de Paris X, Nanterre, versando sobre o orçamento do estado da Bahia entre 1889 e 1930. A dissertação, originalmente em francês, será disponibilizada, pela primeira vez, traduzida ao português, com download gratuito.
 
Além da dissertação, o site disponibiliza a tese de doutorado original em francês, defendida na Université de Paris IV, Sorbonne, sob orientação da professora doutora Katia Mattoso, sobre a política e a economia na Bahia escravocrata no período de 1820-1889. Artigos, fotografias e vídeos também compõem o acervo, incluindo material produzido exclusivamente para o site, como depoimentos de personalidades próximas ao professor.
 
Os materiais disponibilizados contam sobre os diversos campos de atuação do professor, desde a vida acadêmica como professor da Universidade Federal da Bahia até a carreira de gestor público, que passa pela Fundação Cultural Palmares e pela Fundação Pedro Calmon, por exemplo. O site também traz acervo que conta sobre a militância e religiosidade do professor.
 
Reconhecido pelas ações voltadas pela valorização e reconhecimento da cultura negra, além da luta contra o racismo institucionalizado no país, o professor Ubiratan Castro de Araújo reúne obra significativa para uma análise crítica da questão negra na sociedade baiana. Bira, como era conhecido, faleceu em janeiro de 2013, quando ocupava a direção geral da Fundação Pedro Calmon.
 
O lançamento do site também integra as ações de dois anos da Biblioteca Virtual 2 de Julho, idealizada pelo professor, que buscava uma ferramenta que pudesse percorrer imaterialmente todo o estado para disseminar documentos importantes sobre a história e cultura da Bahia. O evento conta também com a palestra “Culturas Digitais e Compartilhamento do Conhecimento: nós somos a biblioteca ‘aumentada’”, com o professor doutor Messias Bandeira. O site especial de acervo do professor pode ser acessado através da biblioteca: http://www.bv2dejulho.ba.gov.br .

Lançamento
Quando: Dia 10 de janeiro de 2014 (sexta-feira), às 18h
Onde: Sala Katia Mattoso - Biblioteca Pública do Estado da Bahia
Quanto: Gratuito
Texto: ASCOM/FPC

II SEMINÁRIO RESPEITEM NOSSO RESGUARDO: Pela defesa e Organização do Povo de Santo



Impulsionado pelo Núcleo Akofena, por lideranças comunitárias, estudantes/professores da UFRB adeptos do candomblé e por variados setores do povo de santo da cidade de Cachoeira-BA, surge no ano de 2012 o seminário Respeitem Nosso Resguardo.
 
O Espaço de organização e defesa o Povo de Santo nasce a partir de uma reação a um grave caso de racismo e ódio religioso contra as religiões africana, ocorrido no Programa de Pós Graduação de Ciências Sociais da UFRB, em que um estudante negro adepto do candomblé e em período de obrigações religiosas foi sumariamente desvinculado do programa de Pós Graduação a partir da pressão racista institucional de um coletivo de professores brancos.
 
No primeiro ano do seminário foi debatido como historicamente as instituições públicas e privadas de ensino superior tem agido de forma racista para com as religiões de matriz africana. Uma das formas mais concretas dessa violência racista é a maneira que tais instituições de ensino lidam com uma prática ancestral extremamente cara para o Povo de Santo: o Resguardo. Em nosso segundo ano, ampliamos o tema Respeite nosso resguardo, que se torna uma palavra de ordem para exigirmos que todos os setores da sociedade respeitem nosso resguardo, nossas crenças, tradições e cosmovisão.
 
Exigimos Respeito não apenas nas universidades, mas também nas escolas, nas empresas, nas fábricas, nos serviços públicos, nas instituições públicas e privadas. Em nosso processo de acúmulo também afirmamos que desrespeito religioso, violência religiosa ou intolerância religiosa são partes constituintes das engrenagens do racismo estrutural que organiza a sociedade brasileira, racismo esse, sofrido cotidianamente pelos adeptos das religiões de matriz africana.
 
A história do Povo de Santo caminha de mãos dadas com a História do Povo Negro, falar de um é falar do outro, somos um só povo. É nesse contexto que trazemos convidados/as de peso que compartilharão suas experiências de luta, organização e defesa do Povo de Santo, como Luiz Carlos Suica, Mãe Jaciara Ribeiro, Mãe Neci Santos Leite, Marcos Rezende, Mestre Jorge Rasta e Ricardo Andrade. No presente ano o Seminário Respeitem Nosso Resguardo se configura enquanto um espaço de organização e defesa do Povo de Santo.
 
Fonte: Facebook

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Vídeo "A Lenda da Criação do Mundo e dos Orixás"

E agora, minha gente, uma história eu vou contar … uma história bem bonita, todo mundo vai gostar!
 
O Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro apresenta o terceiro volume da Coleção “A lei 10639/03 e a formação de educadores”. Trata-se do material didático-pedagógico criado para o “III Curso de Extensão em História e Cultura Negra” oferecido pelo Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da UERJ (2013). O vídeo “A Lenda da Criação do Mundo e dos Orixás” é inspirado em uma lenda de origem iorubá mantida viva pela tradição oral.
 
Acreditamos que o reconhecimento da produção cultural dos afro-brasileiros é um dos caminhos para a construção de um país verdadeiramente multicultural que erradique as práticas racistas que sustentam as discriminações, preconceitos e produzem desigualdades. Cabe ressaltar que o legado afro-brasileiro pertence a todos nós, brasileiros de todas as origens. Assim, a lei 10639/03 nos estimulou a apresentar de forma lúdica o tema da criação do mundo e dos orixás que tanto faz parte da religiosidade brasileira quanto da afro-brasileira. Este vídeo, destinado à educação infantil, tem como objetivo difundir os valores civilizatórios da cultura afro-brasileira, preservar sua memória e combater qualquer tipo de intolerância religiosa.
 
O Vídeo
Trata-se de uma animação com uma linguagem acessível ao público infantil. Acreditamos que o uso de materiais presentes no dia a dia da escola – brinquedos, sucatas e papeis de diferentes texturas – possam facilitar a comunicação entre alunos e professores e simplificar a transmissão de conhecimento. Nossa expectativa é que esse vídeo possa fazer parte das rodas de histórias comuns nas classes da educação infantil.
 


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Curso gratuito sobre tradições afro-brasileiras inscreve até 11 de janeiro - BA

Fabrício Vitena
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação
 
O Núcleo de Arte e Cultura (Nart) da UNEB vai oferecer oferece oficinas gratuitas de iniciação cultural e musical no universo afro-baiano das tradições Kêtu.
A iniciativa, que integra as ações do projeto Ilê Asipá: Atabaques Entre Folhas, inscreve até 11 de janeiro na sede do Nart, no Campus I da universidade, em Salvador.
A ideia é proporcionar aos inscritos contato com a cultura afro-baiana, de origem nagô, levando em consideração a amplitude do conceito afro-brasileiro.
O curso acontecerá do próximo dia 11 de janeiro até 15 de março, sempre aos sábados das 8h30 às 12h30, no Ilê Asipá, na Avenida Orlando Gomes, em Piatã.
O projeto Ilê Asipá: Atabaques Entre Folhas tem como objetivo dar ênfase nos toques de atabaques acompanhados por cânticos, histórias e ensinamentos por Mestres do Ilê Asipá.
O projeto já teve um piloto experimentado com êxito, no período de outubro a dezembro de 2012, no mesmo Terreiro Ilê Asipá, numa realização do Nart com o apoio e financiamento da Pró-Reitoria de Extensção (Proex), em parceria com a Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 (Secopa).
Informações: Nart – tel. (71) 3117-5377.
 
Fonte: site da UNEB