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CALENDÁRIO NEGRO - MARÇO

1 – Nasce Ralph (Waldo) Ellison professor e escritor norte-americano, ganhou eminência com seu primeiro romance, “O Homem Invisível”, de 1952 (1913-1994)

2 – Ocorre o primeiro carnaval oficial de escolas de samba do Rio de Janeiro, RJ (1935)
2 – Dia da Mulher Angolana
2 – Aprovada lei proibindo o tráfico de escravos africanos nos Estados Unidos (1807)
2 – Festa Nacional de Marrocos (1956)
3 – O paulista Domingos Jorge Velho assina em Pernambuco, com o governador da capitania, o contrato mediante o qual se dispunha a destruir o Quilombo dos Palmares (1687)
3 – Publicado alvará pelo qual os negros dos quilombos, toda vez que fossem aprisionados, para ser restituídos aos donos deviam ser marcados na espádua com um "F" por meio de ferro em brasa (1741)
3 – Em discurso, o presidente da Bahia, Francisco de Souza Martins afirmou que era necessário "fazer sair do território brasileiro todos os libertos africanos perigosos à nossa tranquilidade" (1835)
3 – Inauguração na cidade do Rio de Janeiro, da Avenida dos Desfiles, popularmente chamada de Sambódromo, hoje por lei denominada Passarela do Samba (1984)
3 – Nasce no Rio de Janeiro o cantor e compositor Jards Anet da Silva - Jards Macalé (1943)

3 – Nasce Jackie Joyner-Kersee, atleta estadunidense, considerada por muitos como a maior atleta feminina da história (1962)

4 – É deferido pela Regência o pedido de deportação dos africanos libertos envolvidos na Revolta dos Africanos ou Revolta dos Malês na noite de 24 e 25 de janeiro (1835).
4 – Nasce em Township, África do Sul, a cantora Mirian Makeba (1934)
5 – Fundação, em Salvador (BA) do Olori Afoxé (1981)

5 – Nasce Chiwoniso Maraire, cantora do Zimbabwe (1976-2013)

6 – Independência de Gana, primeiro país da África Negra a tornar-se independente (1957)
6 – Abolição da escravatura no Equador (1854)
7 – Grande marcha pelos direitos civis, de Selma à Montgomery, liderada por Martin Luther King Jr. (1963)
8 – Nasce no bairro de Periperi, Salvador (BA), o Bloco-Afro Ara Ketu (1980)
8 – Aprovada, na África do Sul a nova Constituição, que aboliu oficialmente o apartheid, regime racista dominado pela minoria branca (1996)

8 – Nasce Neusa Borges, atriz (1941)
9 – Nasce, na cidade de Recife (PE) o cantor e compositor José Bezerra da Silva - Bezerra da Silva (1938)
9 – Nasce, no bairro do Andaraí, Rio de Janeiro, a bailarina Isaura de Assis (1942)
9 – Nasce, em Colina (SP), o poeta Paulo Eduardo de Oliveira, Paulo Colina. Publicou "Fogo Cruzado", "Senta que o Dragão é Manso", participou também da "Antologia Contemporânea da Poesia Negra Brasileira" e "Cadernos Negros" (1950)
9 – Realiza-se, em Petrópolis (RJ), o I Encontro de Franciscanos Negros (1988)
10 – Nasce, em Tubarão (SC), Apolinária Mathias Batista - Mãe Apolinária, fundadora da "Sociedade Caboclos Amigos" em Porto Alegre (RS) (1912)
11 – Nasce, na Praça Mauá (RJ), a atriz Léa Garcia (1933)
12 – Independência das Ilhas Maurício (1968)

13 – Nasce Iziane Castro Marques, jogadora de basquete brasileira (1982)
14 – Nasce na Fazenda Cabaceiras, município de Muritiba (BA), Antônio de Castro Alves, o "poeta dos escravos". É um dos poetas mais populares do país, autor de "Vozes d'África, "Navio Negreiro", "A Cachoeira de Paulo Afonso", "Saudação aos Palmares", "Adormecida" e outros (1847)
14 – Nasce, em Juiz de Fora (MG) o cantor e compositor Sinval Machado da Silva, Sinval Silva, o compositor predileto de Carmem Miranda (1906)
14 – Nasce, em Franca, São Paulo, o artista e político Abdias Nascimento, fundador do TEN – Teatro Experimental do Negro (1914)
14 – Nasce, em Sacramento, Minas Gerais, a escritora Carolina Maria de Jesus, autora de "Quarto de Despejo" (1914)
14 – É lançado em Salvador, Bahia, o jornal O Abolicionista (1871)
14 – Realiza-se, em São Paulo, o I Encontro dos Agentes da Pastoral Negros (1983)

15 – Nasce Cecil Taylor, músico e compositor estadunidense, foi o pianista mais importante do free-jazz (1929)

16 – Surge nos Estados Unidos o Freedom's Journal, o primeiro jornal com temática negra da América (1827)
16 – Nasce em Japaratuba (SE), o artista plástico, Arthur Bispo do Rosário (1911)
16 – Nasce em Montgomery, Alabama, (EUA), o cantor e pianista Nahaniel Adams Coles - Nat King Cole (1919)

17 – Nasce Nathaniel Adams Coles, Nat “King” Cole, um dos mais importantes pianistas de jazz, cantor e compositor do século XX (1919-1965)

18 – Nasce Queen Latifah, cantora, rapper, atriz, compositora, modelo, produtora musical, comediante e apresentadora estadunidense (1970)

18 – Nasce Vanessa Lyn Williams, cantora, atriz e compositora estadunidense, famosa por ter sido a primeira Miss America Negra, em 1983 (1963)

19 – Nasce, em Pateoba (BA), o cantor e compositor José de Assis Valente, autor de inúmeros sucessos como: "Camisa Listada", "Boas Festas" e do samba antológico "Brasil Pandeiro" (1908)
19 – Inicia-se o I Encontro Estadual de Conscientização e Cidadania Negra, no Estado do Rio de Janeiro (1988)
20 – Nasce, no Rio de Janeiro, o ator e cantor lírico, Manuel Claudiano Filho - Claudiano Zani (1926)
21 – Nasce, no Rio de Janeiro (RJ), o radialista, humorista, cronista e compositor Haroldo Barbosa (1915)
21 – Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial
21 – Independência da Etiópia (1975)
21 – A polícia sul-africana atira contra um cortejo fúnebre de quinhentas pessoas no bairro negro de Langa, na periferia da cidade de Uitenhage, matando 21 manifestantes. O dia ficou conhecido como "Quinta-feira Sangrenta" (1985)
21 – Independência da Namíbia (1990)
21 – Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, em memória das vítimas do massacre de Shapeville, na África do Sul (1960)
21 – Zumbi dos Palmares é incluído na galeria dos heróis nacionais (1997)
22 – O explorador negro Alonso Pietro se incorpora à expedição de Cristóvão Colombo (1492)
22 – Nasce em Madureira (RJ), o cantor e compositor Jorge Duílio Lima Menezes - Jorge Benjor, autor de "Chove Chuva", "Cadê Teresa", "África-Brasil (Zumbi)", "País Tropical", "Que Maravilha", entre outros sucessos (1944)
23 – Abolição da escravidão em Porto Rico (1873)

24 - É oficializada a abolição da escravatura na Venezuela (1854)
25 – Proclamação nesta data da libertação final de todos os escravos existentes na Província do Ceará (1884)
25 – Nasce, em Detroit, Michigan Estados Unidos, a cantora Aretha Franklin (1942)
25 – Criação, no Rio de Janeiro do jornal A Voz do Morro (1935)
25 – Nasce Aristides Barbosa, jornalista, educador e ex-militante da Frente Negra (1920)

26 – Nasce Diana Ross, cantora e atriz estadunidense, foi a líder do grupo musical "The Supremes” (1944)

27 – Nasce, numa família de músicos e artistas de Newark, Nova Jersey (EUA), a cantora de jazz, Sarah Louis Vaughan - Sarah Vaughan (1924)

27 – Nasce Luiza Helena de Bairros, socióloga, ativista do do Movimento Negro Unificado e feminista negra (1953)
28 – Nasce, em Cabo Frio (RJ), Antônio Gonçalves Teixeira e Souza, considerado um dos precursores do romantismo e autor do primeiro romance brasileiro: "O Filho do Pescador" (1843)
28 – Fundação, em Pelotas (RS) do Clube Abolicionista (1884)

29 – Nasce Lee ("Scratch") Perry, compositor, cantor e DJ jamaicano, um dos nomes mais destacados da música reggae (1936)

30 – Os homens afro-americanos conquistam direito ao voto nos EUA (1870)

30 – Nasce Maria Bibiana do Espírito Santo, Mãe Senhora, ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá (1900)
31 – Fundação, em Campos, Rio de Janeiro, da Sociedade Emancipadora Campista (1870)

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terça-feira, 31 de julho de 2012

Curso "Direito Educacional, Diversidade e Igualdade Racial" - SP

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sábado, 28 de julho de 2012

Unesco disponibiliza download de série sobre institucionalização da Lei 10.639

Os quatro volumes reúnem sistematizações dos seminários de lançamento da coleção História Geral da África

A Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, disponibilizou para download gratuito, em PDF, os quatro volumes da série "Debates e perspectivas para a institucionalização da Lei n° 10.639/2003". Desenvolvida pelo Programa Brasil-África: Histórias Cruzadas, a série tem como objetivo divulgar as contribuições realizadas pela Unesco para implementar e institucionalizar a Lei 10.639, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação com a inclusão da obrigatoriedade do ensino da cultura e da história africana e afro-brasileira nas escolas públicas.

A série se inicia com as discussões desenvolvidas nos eventos de lançamento da edição em português da Coleção História Geral da África (HGA), da Unesco, realizados no primeiro semestre de 2011. Expositores nacionais e internacionais potencializaram trocas de experiências e discutiram temas da história e cultura africana e afro-brasileira e da educação das relações étnico-raciais. Os eventos resultaram da parceria entre a Representação da Unesco no Brasil, o Ministério da Educação e a Universidade Federal de São Carlos.

As discussões possibilitaram um mapeamento de necessidades e perspectivas para a implementação das diretrizes curriculares nacionais para a educação sobre relações étnico-raciais, história e cultura africana e afro-brasileira no sistema da educação básica do país e, ainda, foram apresentadas possibilidades de uso da Coleção HGA como um subsídio para a sua efetivação.

Faça o download nos links:
4 volumes - Download gratuito (PDF):
  1. Brasil-África: importância, reconhecimento e ressignificação; debates do Seminário de Lançamento da Edição em Português da Coleção da UNESCO História Geral da África em Cachoeira, Bahia, 2 de abril de 2011. 10 páginas. (522 Kb).
  2. Brasil-África: herança cultural e interculturalidade; debates do Seminário de Lançamento da Edição em Português da Coleção da UNESCO História Geral da África em Salvador, Bahia, 4 de abril de 2011. 14 páginas (553 Kb).
  3. Brasil-África: história, historiografia e a produção de saberes na África e na Diáspora; debates do Seminário de Lançamento da Edição em Português da Coleção da UNESCO História Geral da África em São Paulo (SP), 6 de abril de 2011. 11 páginas (609 Kb).
  4. Brasil-África: heranças históricas e perspectivas contemporâneas; debates do Seminário de Lançamento da Edição em Português da Coleção da UNESCO História Geral da África em Belo Horizonte, Minas Gerais, 13 de abril de 2011. 26 páginas (674 Kb).

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Sessões públicas de defesa de dissertação do POSAFRO - BA

O Pós-Afro (Programa de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos), da Universidade Federal da Bahia, convida para as sessões públicas de defesa de dissertação no Auditório Milton Santos, Ceao, Largo Dois de Julho.

Confira a programação:

30/07 (segunda-feira) | 10h30


Título:Arte e identidade : adornos corporais Pataxó

Mestranda: Arissana Braz Bomfim de Souza
Banca Examinadora:
Profa. Dra. Maria Rosário Carvalho(Orientadora)
Profa. Dra. América Lúcia Silva Cesar (UFBA)
Profa. Dra. Maria Nazaré Mota de Lima (UNEB)

31/07 (terça-feira) | 14h


Título: Patxohã, língua de guerreiro: um estudo sobre o processo  de

retomada da língua pataxó
Mestranda: Anari Braz Bomfim
Banca Examinadora:
Profa. Dra. América Lúcia Silva Cesar(Orientadora)
Profa. Dra. Maria do Rosário Carvalho(UFBA)
Profa. Dra. Suzane Lima Costa (UFBA)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Comemoração dos 20 Anos de Fundação do Instituto Steve Biko - BA

31/07 e 01/08/2012

PROGRAMAÇÃO:

31/07/2012 (TERÇA-FEIRA):
O QUE? Abrace a Biko
ONDE? Sede do Instituto Steve Biko
HORÁRIO? 17 as 19 horas

O QUE? Palestra: A trajetória de superação das desigualdades raciais na concepção da educação Brasileira: um retrospecto histórico dos embates para a inclusão educacional dos afrobrasileiros.
Palestrante: Profª Drª Petronilha Beatriz Sede do Instituto Steve Biko 19 as 21 horas
ONDE? Sede do Instituto Steve Biko
HORÁRIO? 19 as 21 horas

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01/08/2012 (QUARTA-FEIRA)

Festa em Comemoração aos 20 anos do Instituto Steve Biko
Com: Banda Didá e outros convidados
Praça Pedro Arcanjo (Pelourinho)
19 as 22 horas

III Pensando Áfricas e Suas Diásporas e I Encontro de Antropologia e Educação - MG

O Grupo de Estudos sobre Linguagens, Culturas e Identidades (GELCI) e o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB) da UFOP realiza nos dias 26, 27 e 28 de setembro de 2012 o III Pensando Áfricas e Suas Diásporas e o I Encontro de Antropologia e Educação, que têm como tema principal Pensando o Patrimônio Cultural Afro-Diaspórico. Os dois eventos concomitantes pretendem promover a discussão sobre o patrimônio afro-diaspórico em suas mais diversas dimensões, tais como, manifestações culturais, linguísticas, literárias, filosóficas, performáticas, dentre outras. O evento vem sendo pensado em conjunto com diversos grupos de pesquisa do país que têm como viés as questões étnico-raciais, de gênero e sexualidade, bem como a reflexão sobre a cultura afro-diaspórica.

As inscrições para propostas Comunicação oral e pôster dentro dos eixos temáticos do evento estão abertas até o dia 10 de agosto.

Para mais informações acesse www.neabufop.blogspot.com ou mande um e-mail para neab.ufop@gmail.com

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Violações de direitos humanos no Quilombo Rio dos Macacos são denunciadas aos Organismos Internacionais

Com as denúncias, a expectativa é que a ONU, OIT e OEA pressionem o Estado brasileiro a reconhecer o território do Quilombo Rio dos Macacos e suspender reintegração de posse marcada para o dia 01 de agosto
Entidades de defesa de direitos humanos apresentaram nesta terça-feira, dia 24/07, às Organizações das Nações Unidas (ONU), à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e à Organização dos Estados Americanos (OEA) o documento que aponta e denuncia diversas violações de direitos humanos cometidas pela Marinha do Brasil contra a Comunidade Quilombola Rio dos Macacos, na Bahia.
O Quilombo Rio dos Macacos, localizado no bairro de São Tomé de Paripe, no limite da cidade de Simões Filho e Salvador, é formado por 70 famílias que vivem tradicionalmente no local há mais 150 anos. A área tornou-se palco de uma disputa judicial e territorial a partir da década de 60, com a doação das terras pela Prefeitura de Salvador à Marinha do Brasil. Atualmente, o território é alvo de uma ação reivindicatória proposta pela Procuradoria da União, na Bahia, que pediu a desocupação do local para atender as necessidades futuras da Marinha.
No início do ano, o conflito se intensificou e assumiu ampla repercussão nacional e internacional por envolver, de um lado, a resistência das famílias para permanecerem em seu território, e do outro, graves violações de direitos em suas dimensões políticas, sociais, culturais, econômicas, ambientais e históricas, todas protagonizadas pelo Estado brasileiro.
Entretanto, a resistência das famílias vem garantindo passos importantes na luta pela permanência em seu território. No último dia 17, a Defensoria Pública da União na Bahia (DPU/BA) entrou com um pedido de suspensão do processo que ordena a retirada das famílias da área. O INCRA também deve enviar à Brasília, nesta semana, o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) que reconhece a região como quilombo,  para publicação em Diário Oficial da União (DOU) e assinatura da presidente Dilma Rousseff.
As famílias quilombolas e entidades de Direitos Humanos acreditam que a entrega do dossiê aos organismos internacionais fortalecerá a luta pelo reconhecimento do território da comunidade. A expectativa é que após as denúncias, os organismos pressionem o Governo Federal, Estadual (BA) e o Poder Judiciário a reconhecerem o território do Quilombo Rio dos Macacos e suspender a reintegração de posse marcada para o dia 01 de agosto.
O documento apresentado contém 17 páginas que trazem um conjunto de informações sobre a história do quilombo, a luta na esfera judicial e diversos relatos dos moradores e moradoras sobre o cotidiano de ameaças e atos de violência praticados por militares da Marinha. O documento reivindica também o cumprimento de um conjunto de direitos básicos e fundamentais que, em consequência do conflito, não são garantidos à comunidade, como acesso à escola, postos médicos, à água potável, saneamento, energia elétrica, moradia digna, liberdade de associação, direito de ir e vir.
Na ONU, o documento será encaminhado em caráter de urgência ao Alto Comissariado para os Direitos Humanos; para a Relatoria Especial sobre moradia adequada; o Grupo de Trabalho sobre pessoas de ascendência africana; a Relatoria Especial em matéria de direitos culturais; Relatoria Especial sobre os direitos à liberdade de reunião pacífica e de associação; para a Perita Independente sobre as questões das minorias; Relatoria  Especial sobre formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlata; Relatoria Especial sobre o direito humano à água potável e ao saneamento e para a Relatoria da Defensores de Direitos Humanos. 
Assinam o documento a Associação Quilombola do Rio dos Macacos; a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados/as Federais; a Associação dos/as Advogados/as dos/as Trabalhadores/as Rurais (AATR); Centro de Assessoria Jurídica Popular Mariana Crioula; Centro de Referência em Direitos Humanos (UFPB); Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN\BA); Dignitatis - Assessoria Técnica Popular, Quilombo Xis - Ação Cultural Comunitária; MPP - Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais; Articulação em Políticas Públicas do Estado da Bahia; Plataforma DHESCA Brasil, Justiça Global e Terra de Direitos.

Outras informações:
Comunidade Quilombo Rio dos Macacos:
Rose Meire dos Santos Silva
Olinda de Souza Oliveira dos Santos
AATR - Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais da BA
Maurício Correia
Fone: (71) 3329.7393/ 8681.1517
Justiça Global
Andressa Caldas
Dignitatis
Eduardo Fernandes
Terra de Direitos
Fernando Prioste

terça-feira, 24 de julho de 2012

2º LiterasampAfro, com Cidinha Silva - SP

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sábado, 21 de julho de 2012

Lançamento e debate sobre o livro "Educação nos terreiros", de Stela Caputo - BA

LANÇAMENTO
Com exposição, debate, bate-papo e afins

Título:
"EDUCAÇÃO NOS TERREIROS: e como a escola se relaciona com crianças do candomblé"
(FAPERJ / PALLAS)

Autora:
Stela Guedes Caputo (UERJ-RJ)

Siga com a gente a o passo dessa demanda...


PROGRAMAÇÃO:

- 29/07/2012 - Sarau Bem Legal - 10h
Biblioteca Infantil Monteiro Lobato - Nazaré

- 31/07/2012 - Universidade Estadual da Bahia (UNEB) - 14h
Campus I - Salvador - Cabula

- 01/08/2012 - Sarau Bem Black - 19h
Sankofa African Bar - Pelourinho

- 02/08/2012 - Centro de Estudo das Populações Afro-Índias (CEPAIA) - 15h
Carmo - Centro Histórico

- 03/08/2012 - Casa de Oxumaré - CONFIRMAR
Federação / ou / Avenida Vasco da Gama

- 04/08/2012 - Casa Branca - 17h
Vasco da Gama

**Em breve, daremos mais detalhes de horários e composição de mesas mesas, mas já confirmaram presença: Anória, Claudia Rocha, Jaime Sodré, Sinha (Casa Branca), Stela Guedes, Nelson Maca (eu rsrs), Valdélio...

Estamos confirmando os demais!

Realização:
Blackitude: Vozes Negras da Bahia:

Parceria:
Biblioteca Infantil Monteiro Lobato
Casa Branca
Casa de Oxumaré
CEPAIA - UNEB
Sankofa African Bar

Apoio:
Fundação Pedro Calmon
SECULT-BA

Contato:
71-9130.4618 / blackitude@gmail.com

O LIVRO

Seguir a religião de seus pais é um dos primeiros caminhos que uma criança toma em sua existência. A integração de uma família em uma religião, no caso, o candomblé, revela a essa criança a razão de sua existência e a auxilia a superar obstáculos.
"Educação nos Terreiros" abre um caminho para analisarmos a herança religiosa familiar e o candomblé como uma religião que marca o encontro de pessoas de vários matizes, adultos e crianças, compondo um núcleo de trabalho social e religioso.
Stela Caputo realizou uma pesquisa cuidadosa e detalhada, produto de vários anos de contato com a realidade do candomblé do Rio de Janeiro. Neste livro, ela discute a inserção dessas crianças na escola pública brasileira e a perspectiva de uma ação pedagógica deseducativa no que refere ao trato da diversidade religiosa nas salas de aula.
Grupos religiosos hegemônicos e de matriz cristã, apoiados no artigo 33 da Lei 9.394/96 de Diretrizes e Bases, têm extrapolado o que diz a própria lei e implantado um clima de opressão à liberdade de expressão para muitas crianças, adolescentes, jovens e adultos negros e brancos, praticantes do candomblé e de outras religiões cuja base não é a judaico-cristã.

(Divulgação - www.pallaseditora.com.br)

A AUTORA

Sou jornalista, trabalhei no Jornal “O Dia” e em jornais sindicais. Mas as questões do jornalismo me levaram para a área da educação e fiz mestrado e doutorado na PUC-Rio e pós-doutorado na UERJ. Hoje sou professora da Faculdade de Educação da UERJ. No jornal “O Dia”, em 1993, recebi com a equipe em que trabalhei, o prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos. Em 2006 publiquei o livro “Sobre entrevistas”, pela Editora Vozes. No mesmo jornal, em 1992, escrevi a matéria “Os netos de Santo” e foi aí que esse livro começou, há 20 anos, bem como minhas preocupações com duas questões basicamente: outros espaços de educação fora da escola que conhecemos como “formal” e as questões da diversidade na escola. Nunca mais saí dos terreiros e me tornei amiga do tempo, porque foi preciso tempo para gestar esse livro. Muita gente maravilhosa escreveu sobre candomblé, mas sobre “crianças em candomblé” eu nunca achei livro algum. As crianças cresceram e tenho orgulho e gratidão por ter estado nessa caminhada. Aqui partilho um pouco do que me ensinaram nas casas de candomblé, tanto as crianças e jovens como suas famílias. Partilho também o que vi de discriminação e racismo nas escolas. Acima de tudo, partilho meu amor por esta pesquisa.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Evento celebra o Dia Internacional da Mulher Afro Latinoamericana e Caribenha - SP

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Troféu Edialeda Salgado homenageia mulheres negras - BA

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Escola Olodum promove Seminário "Búzios - uma história de igualdade" - BA

A Escola Olodum, patrocinada pela Petrobras e com apoio institucional da Universidade do Estado da Bahia - UNEB/Centro de Estudos dos Povos Afro-Indio-Americanos - CEPAIA, realiza em Salvador, no dia 21 de agosto de 2012, o SEMINÁRIO Búzios - uma história de igualdade. Aplicações da Lei 10.639 em sala de aula.

O Seminário ocorrerá no Auditório da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) - Estrada das Barreiras s/n - Salvador, das 14 às 18 horas e é voltado para profissionais da área da educação formal e não-formal, diretores e coordenadores da rede estadual e municipal de ensino, de escolas particulares e do movimento negro organizado.

O seminário tem o objetivo de fundamentar a Lei 10.639 como instrumento da luta pelos direitos civis dos afrodescentes, mostrando o legado da Inconfidência Baiana para a sociedade e apresentando os ideais libertadores da Revolta dos Búzios, sua importância na atualidade como movimento de referência para promoção de políticas de ações afirmativas e o que vem sendo produzido de materiais didáticos para se trabalhar a Conjuração Baiana em sala de aula.

Para se inscrever no Seminário, envie um e-mail para escolaolodum@uol.com.br com seu nome completo, instituição que trabalha, CPF, filiação, data de nascimento e escolaridade até o dia 16 de ogosto. Só serão aceitas inscrições com os dados completos solicitados. A atividade será certificada.

As inscrições são gratuitas, somente por e-mail e com vagas limitadas.

“Animai-vos, povo bahiense, que está por chegar o tempo feliz da nossa liberdade, o tempo em que seremos todos irmãos, o tempo em que seremos todos iguais” (lema da Revolta dos Búzios)

Encontro discute mulheres afroameríndias e ecofeminismo - AM

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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Fórum de Entidade Negras da Bahia promove o ciclo de debates “Negritude, cultura e cidadania”

Evento gratuito dia 23/07-segunda, na Associação Baiana de Imprensa 

O Fórum de Entidades Negras da Bahia realiza no dia 23 de julho (segunda feira), às 18h, o ciclo de debates “Negritude, cultura e cidadania”, com o tema:  CANDIDATOS E CANDIDATAS ANTI RACISTAS
À CÂMARA DE VEREADORES E O PACTO COM A NEGRITUDE.

O evento será realizado na sede da Associação Baiana de Imprensa, localizada na Rua Guedes de Brito, nº 01, 8º andar, Edf. Ranulfo de Oliveira, Praça da Sé - Salvador/BA.
Atuais representantes da Bancada Municipal de Vereadores de Salvador e representantes de Entidades relacionadas ao tema, são alguns dos convidados que participarão do debate neste dia.
O debate é gratuito e as inscrições para a participação serão realizadas através do e-mail forum20@terra.com.br ou pelo telefone 71 3266-5914.

 SERVIÇO
 O quê: Ciclo de Debates: Negritude Cultura e Cidadania. 
Tema: CANDIDATOS E CANDIDATAS ANTI RACISTAS À CÂMARA DE VEREADORES E O PACTO COM A NEGRITUDE.
Quando: - 23 de julho (segunda- feira), as 18h

FÓRUM DE ENTIDADES NEGRAS DA BAHIA
Rua Chile, nº 25 - 6º andar - Sala 608
Contatos: (71) 3266-5914
Emails: forum20@terra.com.br
MSN: forum_de_entidades_negras_da_bahia@hotmail.com
Facebook: http://www.facebook.com/ForumEntidades

Debate sobre o Dia Internacional da Mulher Afro Latinoamericana e Caribenha" - RJ

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

I Colóquio de Culturas Africanas, Afro-brasileiras e Indígenas - RJ

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

MNU: 34 anos de luta contra o preconceito racial

Em 07 de julho de 1978 as escadarias do Teatro Municipal de São Paulo foram palco do ato público que convocava homens e mulheres negros a reagir à violência racial a qual eram submetidos. Naquele momento, a sociedade brasileira era apresentada ao Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial (MNU).
O MNU nasceu quando representantes de várias entidades se reuniram em resposta à discriminação racial sofrida por quatro garotos do time infantil de voleibol do Clube de Regatas Tietê, e à prisão tortura e morte de Robison Silveira da Luz, acusado de roubar frutas numa feira.
Para o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, o MNU foi um marco para a esperança de negros e negras brasileiros na luta contra o racismo e o preconceito. “O Movimento Negro Unificado sempre deu uma grande contribuição na busca pela igualdade de oportunidades entre negros e não negros”, afirma. “Muitas das organizações de combate à discriminação racial no Brasil inspiraram-se neste movimento, o qual ainda é hoje uma referência de força e resistência para a população negra”, finaliza.
Após o ato no Teatro Municipal, o MNU lutou para fazer a população negra sair das salas de debates e das atividades lúdicas e esportivas, para ações de confronto aos atos de racismo e discriminação racial, elaborando panfletos e jornais, realizando atos públicos e criando núcleos organizados em associações recreativas, de moradores, categorias de trabalhadores, nas universidades públicas e privadas.
A luta do MNU foi aos poucos ganhando força e se refletiu na atitude do Estado em relação aos debates sobre a discriminação racial, culminando com a criação, em 1984, do primeiro órgão público voltado para o apoio dos movimentos sociais afro-brasileiros: o Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra no governo Franco Montoro, então governador de São Paulo. 

Constituição de 1988 – Foi ainda durante o mandato de Montoro que um representante da população afrodescendente compôs a Comissão Arinos, que criminalizou a discriminação racial na Constituição Brasileira de 1988. A tipificação do racismo como crime foi estabelecida pela Lei Caó, de autoria do deputado Carlos Alberto de Oliveira, promulgada em 1989.
A luta contra o racismo também entrou para a pauta de discussão das centrais sindicais a partir da década de 1990. O V Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) reconheceu a importância da temática racial para a organização dos trabalhadores, e, a Central Geral dos Trabalhadores (CGT) foi responsável pela organização do Seminário Nacional de Sindicalistas Anti-Racistas em 1990, no Rio de Janeiro, o qual resultou numa Comissão Nacional Contra a Discriminação Racial.
Iedo Ferreira, um dos fundadores do Movimento Negro Unificado, espera que a luta dos próximos anos seja pela reparação aos negros e negras do Brasil. “É preciso resgatar a nossa identidade e nos dedicar pela reparação para o povo negro do Brasil, que foi escravizado e tanto sofreu, afinal, sem identidade ninguém luta e a nossa luta precisa continuar”. 

Por Drielly Jardim
Fonte: Fundação Cultural Palmares

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Movimento negro de luto: morre o Prof. Eduardo de Oliveira


Morre o Prof. Eduardo de Oliveira, primeiro vereador negro eleito pela cidade de São Paulo



O velório do Professor Eduardo de Oliveira será na Câmara Municipal de São Paulo sito Viaduto Jacareí nº 100 a partir das 21h.

VII Festival Alagoano das Palavras Pretas - AL

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terça-feira, 10 de julho de 2012

I Encontro do PRÓ-REDE: Rede de Pesquisador@s Negr@s e da Temática Racial da UFRB - BA


PROGRAMAÇÃO



Dia 12 de julho de 2012
Local: Auditório do CAHL-UFRB/Cachoeira
Horário: das 08 às 17 hs

8hs - Mesa de Abertura:"As Políticas Afirmativas e as Pesquisas na UFRB"
Profº Ronaldo Crispim de Sena Barros - PROPAAE
Profª Ana Rita Santiago - PROEXT
Profª Ana Fermino Soares - PRPPG
Profª Georgina Gonçalves dos Santos - Diretora do CAHL
Profª Rosangela Souza Silva – APNB

8:30hs: Apresentação da proposta do  Pró-Rede-UFRB
Profª Dyane Brito

9:00hs: Apresentação dos Pesquisadores e Núcleos de Pesquisas da Temática
Racial na UFRB

10:00hs: Agenda de Trabalho - Propostas, sugestões e encaminhamentos

12hs: Intervalo para o almoço

13:30: Tecendo a Rede:  "I Encontro com Pesquisadores Afro-americanos"

Reitor da UFRB - Profº Paulo Gabriel Soledad Nacif
Pró-reitor de Ações Afirmativas da UFRB - Profº Ronaldo Crispim de Sena Barros
Coordenadora de Políticas Afirmativas da UFRB – Profª Denize Ribeiro
Representante da Spelman College – Profª Cynthia Spence
Representante do Mellon Program - Profª Keisha-Khan Y. Perry
Debate - (Abrir para perguntas e colocações da plenária)

14:30hs: "As Políticas Afirmativas e os Estudos e Pesquisas com Recorte Racial e
de Gênero"
Profª Beverly Guy-Sheftal : “O Pensamento Feminista Negro”
Profº Osmundo Pinho : “Interrogando a Masculinidade Negra”
Profª Angela Figueredo : “Interseccionando Gênero e Raça nas Pesquisas”
Profª: Denize Ribeiro: "Encruzilhando: Pesquisa, Raça, Militância e Feminismo Negro no Candomblé da Bahia"

Debate - (Abrir para perguntas e colocações da plenária)

16:30hs -  Encerramento

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Coletivo Beiru promove mostra de curtas - BA

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Nove curtas em formato de documentário com temáticas educativa, histórica, cultural, de combate a violência e promoção dos direitos humanos serão exibidos em espaço aberto na Rua Guanabara no bairro de Beiru dia 07 de julho de 2012, às 17h e também Sala Walter da Silveira dia 08 de julho de 2012 às 15h.

Em parceria com o Coletivo Beiru em Movimento - CBM (movimento popular de Beiru) o Projeto Cine Art’s.doc estará realizando a I Mostra Cine Art’s.Doc que será exibida em espaço aberto sendo iniciada com performances e instalações de artistas do Beiru e comunidades próximas. Os artistas estarão realizando um manifesto em prol da construção de um Centro Cultural para atender necessidades da população local. Será colocada uma placa simbólica na Rua Guanabara em Beiru, no local onde se espera a construção do supracitado equipamento cultural. O evento será finalizado com a apresentação de Dj’s e Vd’s.

Programação completa: http://cineartsbahia.wordpress.com/

Palestra “Olhares norte-americanos sobre a escravidão e a abolição no Brasil ” - BA

Universidade do Estado da Bahia – UNEB
 
Palestra
Olhares norte-americanos sobre a escravidão e a abolição no Brasil
 
Profa. Ma. Luciana da Cruz Brito - Palestrante
Graduada em História (UFBA), Mestra em História Social (UNICAMP), Doutoranda em História Social (USP)
Prof. Me. Robério S. Souza- Mediador
Doutorando em História Social da Cultura (UNICAMP) - Professor da UNEB 
 
Data: 07/07/2012
Horário: 08h 00min
Local: Auditório do Departamento de Educação/UNEB, Campus II, Alagoinhas.
Realização: Colegiado de História e Departamento de Educação / UNEB - Campus II.
Informações: aldrin.castellucci@hotmail.com / Colegiado de História/DEDC/UNEB-CAMPUS II
 
Colegiado de História
DEDC/UNEB-CAMPUS II
Rodovia Alagoinhas – Salvador
BR 110, KM 03 / 48040-210
Alagoinhas, BA - Brasil - Caixa-Postal 59.
Telefone: (75) 3422-1139/2102 Ramal 227/3422-1536

terça-feira, 3 de julho de 2012

Colóquio sobre culturas afro-brasileiras e indígenas, no Rio - RJ

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A Bahia e a implementação da lei n. 10.639/03

Ao mapear os municípios brasileiros que promovem formação de professoras/es na temática raça/etnia em 2009, o Laboratório de Análises Estatísticas Econômicas e Sociais das Relações Raciais (LAESER) identificou este tipo de iniciativa em apenas 35,1% do total de 5.565 municípios brasileiros. Considerando as ações por região, observou-se que as regiões com maiores índices foram: Sul, com 39,4% do municípios; Nordeste, com 38%; Centro-Oeste, com 32,8%; Sudeste, 31,4% e Norte, 32,8%. Nos dados apresentados, destaca-se a ausência da Bahia entre os cinco primeiros Estados brasileiros com maior proporção de localidades a adotar medidas de capacitação na área: Pernambuco, liderando com 66,5% dos municípios; Ceará, com 64,1%; Espírito Santo, com 61,5%; Rio de Janeiro, com 59,8% e Acre, com 59,1% (LAESER, 2010, p. 3-4).

De 2009 até cá, algo mudou?

Debate “Negritude, cultura e cidadania” - BA

Fórumde Entidades Negras da Bahia.
 FENACAB/ ILÊAIYÊ/ MALÊ DEBALÊ/   MUZENZA/ OS NEGÕES/ ÓKAMBÍ/ CORTEJO AFRO/ ANAAD/ CEMAG/ AGANJU/ ABADFAL.

Fórum de Entidade Negras da Bahia promove o ciclo de debates “Negritude, cultura ecidadania”
Eventogratuito dia 09/07-segunda, na Associação Baiana de Imprensa

 O Fórum de Entidades Negras da Bahia realiza no dia 09 de julho(segunda feira), às 18h, o ciclo de debates “Negritude, cultura e cidadania”,com o tema:  EDUCAÇÃO E NEGRITUDE.
O evento será realizado na sede da Associação Baiana deImprensa, localizada na Rua Guedes de Brito, nº 01, 8º andar, Edf. Ranulfo deOliveira, Praça da Sé - Salvador/BA.
Estudiosos, pesquisadores e representantes de Entidadesrelacionadas ao tema são alguns dos convidados que participarão do debate nestedia.
O debate é gratuito e as inscrições para a participação serãorealizadas através do e-mail forum20@terra.com.br ou pelo telefone 71 3266-5914.

 SERVIÇO

O quê: Ciclo de Debates: Negritude Cultura e Cidadania.
Tema: EDUCAÇÃO E NEGRITUDE.
Quando: - 09 de julho(segunda- feira),as 18h

FÓRUM DE ENTIDADES NEGRAS DA BAHIA
Rua Chile, nº 25 - 6º andar - Sala 608
Contatos: (71) 3266-5914
Emails: forum20@terra.com.br
MSN: forum_de_entidades_negras_da_bahia@hotmail.com
Facebook: http://www.facebook.com/ForumEntidades

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Pesquisador da UnB produz mapeamento inédito da diáspora africana

Educadores passam a contar com nova representação dos deslocamentos africanos. Obra é resultado de 15 anos de pesquisa do professor do Departamento de Geografia Rafael Sanzio
 
Luciana Barreto (Da Secretaria de Comunicação)
 
Brasil, o país com a maior costa voltada para a África e a parte da América mais influenciada pela presença africana, passa a contar agora com um amplo e inédito mapeamento dos deslocamentos desses povos durante quatro séculos de escravagismo e colonialismo. Quinze anos de pesquisa do professor do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília, Rafael Sanzio dos Anjos, resultaram no Mapa temático educacional: geopolítica da diáspora África – América – Brasil – séculos XV – XVI – XVII – XVIII – XIX: cartografia para educação. Seu grande objetivo é instrumentalizar o educador brasileiro para a compreensão do papel do tráfico negreiro, da escravidão e da diáspora africana na configuração do mundo contemporâneo. O mapa foi lançado nesta semana, por ocasião do colóquio de geopolítica ocorrido na Universidade.
O propósito desse mapeamento, segundo explica Rafael, é colaborar efetivamente no processo de valorização do continente africano e de explicação da formação territorial e populacional brasileira a partir desses grandes deslocamentos, que atravessaram quatro séculos. “O preconceito do brasileiro em relação aos africanos deriva, em grande parte, do desconhecimento de sua própria matriz geradora”, avalia. “Os brasileiros têm de conhecer – e reconhecer - a sua verdadeira origem. As matrizes africanas em nosso país carecem de bases informacionais diversas e variadas”, complementa.
 
EIXOS – O mapa temático, produto decorrente de estudos e levantamentos realizados no Centro de Cartografia Aplicada e Informação (CIGA) na UnB, traz a representação gráfica dos fluxos migratórios, apontando as direções e rotas dos movimentos territoriais que compreenderam diversos grupos humanos. “A cartografia reconstitui espacialmente os principais componentes da dinâmica do sistema escravista que provocou deslocamentos africanos seculares para várias partes do mundo, principalmente a América, o chamado Novo Mundo”, explica.
Os principais eixos que compõem o produto são os seguintes: as grandes unidades étnicas dos povos africanos, os sentidos desses deslocamentos para várias partes do mundo, referências dos principais portos e cidades que se estruturaram e enriqueceram com o tráfico negreiro. Integram ainda o mapa as representações dos movimentos de produtos tropicais e mercadorias envolvidas no que chama de “capitalismo brutal e primitivo”, as extensões dos espaços de importação forçada das populações africanas e, por fim, as organizações quilombolas e localidades com registro de resistência social ao sistema opressor.
 
TRÁFICO NEGREIRO - O tráfico de seres humanos para o outro lado do Atlântico foi, por séculos, uma das mais rentáveis atividades do mundo mercantilista, a ponto de se tornar impossível precisar o número exato de africanos que foram arrancados de seu habitat natural para servir de mão de obra forçada em outros continentes. Com essa reflexão, Sanzio reitera a necessidade de se compreender a realidade econômica, territorial e social brasileira a partir da matriz africana, que trouxe inegáveis contribuições nos mais diversos campos, como medicina, culinária, moda, arquitetura. “Por exemplo, de onde vem a tecnologia do tijolo de adobe, recurso tão usado em todo país?”, indaga.
O regresso de parcelas populacionais ao continente africano, após a abolição da escravatura, também é registrado no mapa.  Para o pesquisador, “compor essa cartografia é importante para revelar aos educadores e formadores de opinião, especialmente professores de Geografia e História, a importância das nações africanas na formação do Brasil”. 
“Não podemos perder de vista que, entre os séculos 15 e 19, a África foi o centro do mundo nas articulações territoriais, econômicas e demográficas, e o Brasil, pela sua posição privilegiada no oceano Atlântico, detém os registros mais significativos em quase quatro séculos de dinâmica escravagista e colonial”, explica o professor.
 
 
 
O pesquisador acredita que seu trabalho, apoiado pela equipe do Centro de Cartografia Aplicada e Informação Geográfica da UnB, irá colaborar para “reverter a inferiorização que os africanos e afrodescentes sofrem em praticamente todos os espaços de convívio social”. Para ele, “é fundamental para a recomposição da identidade nacional brasileira”.
“Não precisamos ir longe, basta olharmos nossos livros didáticos para atestar como a representação do negro é falha e equivocada. Os afrobrasileiros e os povos africanos são ignorados sob a progressiva política de ocultamento e silenciamento da verdadeira história de nosso país”, afirma o pesquisador. “É uma negação sistemática de nossas origens e ancestralidades. Nosso trabalho cartográfico pretende justamente reverter isso. Esquecimento e invisibilidade só serão combatidos com valorização”.
 
OFICINAS – E para capacitar quem está na ponta do ensino, ou seja, instrumentalizar esses multiplicadores para a correta leitura e apreensão dos conteúdos no mapa, o CIGA promoveu dois dias de oficina. Participaram do treinamento professores, educadores e gestores que atuam na promoção da igualdade racional.
Para Vânia Souza, da secretaria de Educação do DF, “o próprio nome diáspora é interessante, não só por trazer um estranhamento inicial, mas por provocar reflexões. Esse mapa certamente dará suporte a muitas aulas na rede de ensino”.  Segundo Rosivaldo Gomes, educador do Pará “em geral diáspora é algo associado apenas a judeus. Temos de desconstruir e deslocar também esse conceito. O mapeamento se somará ao esforço trazido pela lei 10.639, de 2003, que obriga o ensino da história e cultura da África, a qual não vem sendo cumprida”. A diretora do Museu da Abolição, em Recife, também destacou a importância estratégica da iniciativa em seu potencial de mudança cultural. De acordo com Cleison, professor de geografia e aluno de pós-graduação da UnB, “o mapa é o elemento que faltava. Até então só tínhamos contato com as temáticas de diásporas ligadas a judeus e europeus. Os materiais didáticos privilegiam a Europa centralizada e vêem a África apenas como oferta de mão de obra, ignorando as contribuições culturais verdadeiras”, avalia.
 
O produto cartográfico colorido em grande formato (1,20m x 1,74 m) está sendo vendido por R$ 100. Informações adicionais podem ser encontradas no site http://www.ciga.unb.br/

Falando sobre gente que se mata

Porque é preciso falar buscando estabelecer espaços de discussão, sem desvios, vírgulas ou parágrafos conservadores. Porque quem aborta prematuramente a vida deixa muitas outras vidas vulneráveis à tristeza e ao eterno sentimento de culpa, por não ter conseguido evitar.
Quem decide interromper a própria vida está doente. A tristeza, depressão são doenças que matam. A doença do suicidio  pede políticas de  Saúde Pública.
Faz uns vinte anos perdi alguém muitíssimo especial dessa forma e mesmo passado tanto tempo a dor da impotência vive guardada em um cantinho da alma e a saudade é explosiva.
O livro “Trocando seis por meia dúzia – Suicídio como emergência do Rio de Janeiro”,
organizado por Carlos Eduardo Estellita-Lins, coordenador do Grupo de Pesquisa de Prevenção do Suicídio – PesqueSui, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), da Fiocruz e como lançamento para esta terça-feira, 3 de julho é um boa leitura. O lançamento acontece no Espaço Multifoco – Rua Mem de Sá, 126, Lapa, Rio de Janeiro.

Falando sobre gente que se mata
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Suicídio: tema complicado de se falar em nossa sociedade, não é? Então, será que ele é pecado? É covardia? É fraqueza? É loucura? Pode ser tudo isso e mais outras tantas coisas. Mas, você sabia que no Brasil este tema vem se tornando cada vez mais um problema de saúde pública? Pois é. É nessa perspectiva que ele é abordado no livro “Trocando seis por meia dúzia – Suicídio como emergência do Rio de Janeiro”, que será lançado nesta terça-feira, 3 de julho.
Organizado por Carlos Eduardo Estellita-Lins, coordenador do Grupo de Pesquisa de Prevenção do Suicídio – PesqueSui, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), da Fiocruz, o livro é resultado de três anos de pesquisa realizada nos pólos de emergência psiquiátrica do Rio de Janeiro. Ele relata o atendimento aos pacientes que atentam contra a sua própria vida nas emergências dos hospitais da cidade, enfocando também as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde, desde a recepção ao atendimento pelo psiquiatra, e a constatação da inexistência de serviços preparados para atender a esta demanda.
Na ocasião, será feita uma homenagem à psicanalista Neuza Santos Souza, autora do livro "Tornar-se Negro: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social", primeira publicação brasileira - lançado em 1983 e ainda atual - que analisa as consequências do racismo na construção identitária do negro. Neusa Souza Santos se suicidou em dezembro de 2008, uma perda inestimável para a humanidade e para quem combate o racismo.
“Trocando seis por meia dúzia: suicídio como emergência do Rio de Janeiro” traz também dados da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde, que aponta que no Brasil, entre 1998 e 2008, o número oficial de suicídios no país pulou de 6.985 para 9.328 casos, um aumento de 33,5%, superior ao crescimento da população (17,8%), ao número de homicídios (19,5%) e o de óbitos por acidentes de transporte (26,5%), todos no mesmo período.
Um dos pontos interessantes do livro, que tem apoio da Faperj, é que ele apresenta não só depoimentos de profissionais que trabalham na saúde e dos sobreviventes do suicídio, mas também de camelôs que comercializam o “chumbinho”, agrotóxico que não possui registro na Anvisa e é vendido livremente, que é um dos venenos mais procurados por quem quer se matar.
A pesquisa transforma em leitura agradável um tema delicado sem banalizá-lo, mas mostrando que é possível repensar a estratégia de divulgação de informação em saúde mental, como um caminho para reduzir o estigma, levando a reflexão e o debate sobre as políticas de saúde mental adotadas no país.
O lançamento será no dia 3 de julho, terça-feira, a partir das 18 horas, no Espaço Multifoco, na Rua Mem de Sá, 126, Lapa. Obs.: Quem quiser assistir o documentário feito pelos pesquisadores, pode acessar o vídeo “Suicídio no Brasil” - http://vimeo.com/36487179
 
Serviço:
Evento: Lançamento do livro “Trocando seis por meia dúzia: suicídio como emergência do Rio de Janeiro”
Homenagem à Neusa Santos Souza, psicanalista e autora do livro “Tornar-se Negro: ou as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social”, que se suicidou em 2008.
Data e horário: 03/07 – Terça-feira, das 18h às 23h, entrada gratuita.
Local: Espaço Multifoco – Rua Mem de Sá, 126, Lapa, Rio de Janeiro.

Fonte: www.ensp.fiocruz.br/participacaocidada
Publicado no site Raízes da África