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CALENDÁRIO NEGRO - JUNHO

1 – Inauguração no município de Volta Redonda (RJ) do Memorial Zumbi dos Palmares (1990)
2 – O pugilista Joe Louis conquista em Chicago (EUA) o título de Campeão Mundial de Boxe na categoria peso-pesado, ao nocautear James J. Bradock (1937)

3 – Nasce em Saint Louis, Missouri/EUA, Freda Josephine McDonald, a cantora e dançarina Josephine Backer (1906)

3 – Nasce em Campos dos Goytacazes (RJ), Ana Cláudia Protásio Monteiro, a Cacau Protásio, atriz e humorista (1975)
4 – Nasce no Rio de Janeiro (RJ), o compositor Anescar Pereira Filho - Anescarzinho do Salgueiro, autor do clássico samba-enredo "Chica da Silva" (1929)
5 – Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Moçambicano
6 – Nasce na cidade de Salvador (BA), o ator, diretor cinematográfico e vereador Antonio Luiz Sampaio, Antonio Pitanga (1939)
7 – Publicação da Lei n. 420, Cap. III, Art. 2, proibindo escravos de aprender ofícios
7 – Nasce em Campos do Rio Real (SE), o filósofo, poeta e jurista Tobias Barreto de Menezes. Entre suas obras destacam-se: "Ensaios e Estudos de Filosofia e Crítica", "Dias e Noites", "Um discurso em mangas de camisa", "Introdução ao Estudo do Direito" (1839)
7 – Nasce no bairro da Saúde, Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Adiléia Silva da Rocha - Dolores Duran (1930)
7 – Nasce em São Paulo (SP), lateral-direito da Seleção Brasileira de Futebol, Marcos Evangelista de Moraes, Cafu (1970)
8 – Nasce no Alabama (EUA),
William "Willie" D. Davenport, atleta estadunidense, especialista em 110 metros com barreiras (1943)

8 – Nasce em Belford Roxo (RJ), Jorge Mário da Silva, o Seu Jorge, cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro (1970)

8 – Nasce em Atlanta (EUA), Kanye Omari West, o Kanye West, produtor musical, estilista e rapper que mais ganhou Grammy, 21 ao todo (1977)

9 – O centro-médio da seleção uruguaia de futebol José Leandro Andrade é o primeiro negro a conquistar uma medalha olímpica, ao derrotar a Seleção Suíça na final dos Jogos de Paris (1924)
10 – Aprovada a Lei Penal do Escravo, de 1835, instituindo: -
Art. 1º Serão punidos com a pena de morte os escravos ou escravas, que matarem por qualquer maneira que seja, propinarem veneno, ferirem gravemente ou fizerem outra qualquer grave offensa physica a seu senhor, a sua mulher, a descendentes ou ascendentes, que em sua companhia morarem, a administrador, feitor e ás suas mulheres, que com elles viverem.

11 – Nelson Mandela, Walter Sisulo, Elias Motsoaledi, Govan Mbeki, Raymond Mhlaba, Achmat Kathrada, Dennis Goldberg, Elias Motsoaledi são condenados a prisão perpétua (1964)
11 – Atendendo as reivindicações feitas pelo Centro de Estudos Afro – Orientais, em 1983, e das entidades negras em 1984, o então Secretário de Educação da Bahia, Prof. Edivaldo Boaventura assina a portaria n. 6068 incluindo nos currículos de 1º e 2º Graus a disciplina Introdução aos Estudos Africanos (1985)
12 – Nasce na Rua Santa Luzia (RJ), o compositor Paulo Benjamin de Oliveira, Paulo da Portela, o primeiro sambista a desempenhar as funções de relações - públicas de escola de samba, um dos fundadores da Escola de Samba Portela. Compôs : "Roleta", "Cidade Mulher", "Desprezo" (1901)
13 – Dia consagrado ao orixá Exu, no Rio de Janeiro, e Ogum, na Bahia. - Orixá mensageiro entre os homens e os deuses, seu elemento é o fogo. É associado à fertilização e a força transformadora das coisas. Espírito justo, porém, vingativo, nada executa sem obter algo em troca e não esquece de cobrar as promessas feitas a ele; a primeira oferenda é sempre sua. Seu dia é a segunda-feira. Cores: preto e vermelho e a saudação é Laroiê!
13 – Nasce em Porto Alegre (RS) Luciana Lealdina de Araújo - Mãe Preta (1870)
13 – Tem início o Congresso Internacional "Escravidão e Abolição" (UFRJ,UFF), em Niterói e no Rio de Janeiro (1988)
14 – Nasce no Rio de Janeiro o instrumentista e compositor Wilson das Neves (1936)
14 – Nasce no bairro de Triagem, Rio de Janeiro, o cantor e percussionista Carlos Negreiros (1942)

14 – Nasce em São Paulo Sueli Carneiro, feminista negra (1950)

14 – Nasce no Rio de Janeiro (RJ), Camila Manhães Sampaio, a Camila Pitanga, atriz e ex-modelo (1977)
15 – Henry O Flipper torna-se o primeiro negro graduado pela Academia Militar de West Point (1877)
15 – Nilo Peçanha assume a Presidência da República, no Brasil (1909)
16 – Dia Internacional de Solidariedade a Luta do Povo da África do Sul
16 – Massacre de Soweto (1976)
16 – Surge em Campinas (SP) o jornal Correio de Ébano (1963)

16 – Nasce em Nova Iorque (EUA), Tupac Amaru Shakur, também conhecido como 2Pac, Makaveli ou Pac, considerado o maior rapper de todos os tempos (1971)
16 – Criação no Rio de Janeiro, do NZINGA - Coletivo de Mulheres Negras (1983)
17 – Chega ao Rio de Janeiro, o pernambucano Hilário Jovino Ferreira - Lalau de Ouro, fundador do Rancho Rei de Ouro, o mais fecundo fundador de ranchos e sujos do carnaval carioca (1872)
17 – O Brasil reconhece a independência da Guiné – Bissau, primeiro país da chamada "África portuguesa" a se tornar independente (1974)
18 – Coreta Scott e Martin Luther King Jr. casam-se no Alabama (EUA) (1953)
18 – Nasce em Atibaia, o jogador de futebol Onofre de Souza, Sabará (1931)
19 – Nasce em
Hertfordshire (Inglaterra), Olajidi Olatunji, o KSI, comentador de games, dono do segundo canal mais acessado do Reino Unido, o KSIOlajideBT (1993)

20 – O líder, sul-africano, Nelson Mandela é aclamado por cerca de 800 mil pessoas nas ruas de Manhattan, Nova Iorque (EUA) (1990)
21 – Nasce na cidade de Salvador (BA), Luiz Gonzaga Pinto da Gama - Luiz Gama, escritor, fundador da imprensa humorística em São Paulo, advogado autodidata, conseguiu libertar nos tribunais, mais de quinhentos escravos fugidos (1830)
21 – Nasce no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, Joaquim Maria Machado de Assis, poeta, romancista, crítico, contista e cronista, primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, autor de "A Mão e a Luva", "Memórias Póstumas de Brás Cubas", "Quincas Borba", "Dom Casmurro", entre outras obras (1839)
21 – É inaugurado no Largo do Aroche (SP), um busto em homenagem a Luís Gama, em homenagem ao seu centenário de nascimento (1930)
22 – Nasce em São Pedro, Caxias do Maranhão (MA), o ator, escritor, bailarino e diretor teatral Ubirajara Fidalgo da Silva - Ubirajara Fidalgo(1949)
23 – Nasce no Rio de Janeiro, a cantora Elza da Conceição Gomes - Elza Soares (1937)
23 – Realiza-se em Quibdó, Colômbia, o V Encontro da Pastoral Afro-americana (1991)
24 – Nasce na Vila São José, Encruzilhada do Sul, distrito de Rio Pardo (RS), João Cândido Felisberto, o "Almirante Negro", líder da Revolta da Chibata". (1880)
24 – Nasce o poeta Lino Guedes (1897)
24 – Nasce na cidade do Rio de Janeiro, o Marechal João Baptista de Mattos (1900)
24 – Nasce na Fazenda da Saudade, Marquês de Valença (RJ), Maria Joanna Monteiro, Vovó Maria Joana Rezadeira (1902)
25 – O presidente dos Estados Unidos Franklin D. Roosevelt assina o Decreto Executivo nº 8.802, em que reafirma a política de plena participação, no Programa de Defesa, de todas as pessoas, independentemente de raça, credo, cor ou origem nacional (1941)
25 – Fundação da FRELIMO - Frente de Libertação de Moçambique (1962)
25 – Independência de Moçambique (1975)
26 – Onze jovens moradores na Favela de Acari, subúrbio do Rio de Janeiro saem de casa e não mais retornam, nascendo então o movimento denominado Mães de Acari (1990)
26 – Independência da Somália (1960)
27 – Independência de Djibuti (1976)
27 – Nasce em Usina Barcelos, município de Campos (RJ), a atriz e cantora Maria José Motta - Zezé Motta (1944)
28 – Nasce em Santo Amaro (BA), Manuel Querino, estudioso das questões etnográficas e sociológicas relativas ao negro no Brasil (1851)
28 – Decreto sobre imigração determina que os asiáticos e africanos somente mediante autorização do Congresso Nacional poderiam ser admitidos nos portos da República (1890)
28 – Uma jovem negra é eleita pela primeira vez Miss Guanabara: Vera Lúcia Couto (1964)
29 – Independência de Sychelles (1976)
29 – Nasce em Salvador (BA) Gilberto Passos Gil Moreira, Gilberto Gil, cantor, compositor, integrante do movimento tropical Tropicália, autor de "Procissão", "Domingo no Parque", "Aquele Abraço", "Refavela", "Super Homem", entre outras músicas de sucesso(1942)
30 – Independência do Zaire (1960)
30 – Estreia no Teatro Rialto (RJ) com o espetáculo "Tudo Preto", a Companhia Negra de Revista (1926)
30 – Nasce nos Estados Unidos, o campeão mundial de boxe, Michael Gerald Tyson - Mike Tyson (1966)

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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

INSTITUTO ÁFRICA VIVA OFERECE CURSOS - SP

Prezados amigos,

É com grande prazer que o Instituto África Viva inicia seus cursos em 2008.

Curso de Danças da Guiné

Todas as Segundas - 20h30 às 22h

Fanta Konatê retornará ao Brasil no final do mês, mas as aulas de dança serão iniciadas no dia 3 de março, segunda feira, para a recapitulação das danças já realizadas. As alunas "puxarão" a aula, visando a atualização dos passos e ritmos.
A música fica por conta da Troupe Djembedon, liderada por Petit Mamady Keita.

Curso de percussão da Guiné (Djembê e Dununs)

Todas as Segundas - 18h às 19h30 - nível intermediário/avançado
c/ Petit Mamady Keita


Curso de Técnica de Djembê e Dununs + prática de conjunto

Todas as quartas 18h às 19h30 - nível iniciante/intermediário
c/ Luis Kinugawa

O Instituto África Viva fica em Pinheiros, na Rua Eugênio de Medeiros, 288 , próximo ao Sesc.

Maiores informações:

Site: www.fantakonate.com e www.africaviva.org.br
Ouvir faixas do CD: www.myspace.com/fantakonate
Telefone: 11 3368-6049
Skype : djembedon1
Email: institutoafricaviva@gmail.com
MSN: institutoafricaviva@hotmail.com

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

PROGRAMAÇÃO DO I FÓRUM NACIONAL DE CONSCIÊNCIA NEGRA NA EDUCAÇÃO - AL


28 /02/2008 - Quinta-feira
07h00- Recepção e Credenciamento
09 h00- Inicio da Solenidade
Execução do Hino Nacional e de Alagoas em ritmo afro.
Entrega ao Conselho Estadual de Educação do documento:Diretrizes
Curriculares Alagoanas para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Africana, Afro-Brasileira, Afro-Alagoana.
10h00- Conferência Magna:
A Universalização dos Direitos Humanos e a Política de Promoção da
Igualdade Étnico-Racial na Educação.
Conferencista:
Dr. Félix Ayoh'OMIDIR- Department of Foreign
Languages, Faculty of Arts, HBI 306,Obafemi Awolowo University,Nigeria.
10h30-Ajeum-ayié
11h00- Mesa Redonda
Superando a intolerância racial e o sexismo através da adoção de políticas públicas.Aplicabilidade das Leis: Federal n°10.639/03, Estadual nº 6.814/07.
Ø Renísia Cristina Gárcia,-Licenciada em História pela Universidade Federal de Uberlândia e especialista em Filosofia pela mesma instituição, mestre em História Social e doutoranda do Programa de Políticas Públicas e Gestão da Educação na Universidade de Brasília
Ø Gineide Castro- Licenciada pela Faculdade de Formação de professores de Penedo/Alagoas.
Especialista em Geo-História- Universidade Federal de Alagoas
Professora da rede pública estadual. 9ª Coordenadoria
Moderador: Renildo Ribeiro
Doutorando em Letras ( Estudos Literários)
Professor 14ª Coordenaria de Educação/Alagoas
11h30 – Debate
12h10- Almoço
14h30- Apresentação artística:
Grupo As Baianas de Atalaia
Escola Municipal Jospé Martins de Almeida
Coordenado Professora Magna Valéria.
14h50- Mesa Redonda:
Memória, História e Cidadania - Parque Memorial Quilombos dos
Palmares - Uma Intervenção Qualificada na Construção do Turismo-Étnico
Ø Cláudia Santos - Representante da Coordenação de Turismo Étnico Afro- Secretaria de Turismo do Estado da Bahia.
Ø Patrícia Irazabal Mourão- Idealizadora do Parque Memorial Quilombo dos Palmares- Coordenadora Executiva do Instituto Magna Mater.
Moderador- Helcias Pereira- representante do movimento negro em Alagoas- Centro de Estudos Étnicos -ANAJÔ
15h20- Debate
16h00- Palestras:
Ø 1-A Possibilidade de Construção do Discurso da Resistência em contraposição ao discurso da Exclusão.
Profª Drª Lia Scholze
Coordenadora do Projeto Escola de Gestores e assessora de Relações Institucionais do INEP.

Ø 2- A Consciência Negra e o Debate em Sala de Aula
Profa. Carla Lopes - Professora de História (formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ)/Coordenadora Pedagógica do Colégio Estadual Professor Sousa da Silveira /Co-criadora e Coordenadora Geral do Programa de Reflexões e Debates para a Consciência Negra - Uma experiência de aplicação da Lei no. 10.639 de 2003.
Ø Moderador- Clébio Correia de Araújo- professor mestre- Universidade Estadual de Alagoas
16h30- Debate
17h20-- Café Afro-artístico e lançamentos diversos:
1-Identidade Fragmentada – um estudo sobre o negro na Educação Brasileira (1993 – 2005), Renísia Cristina Gárcia -Licenciada em História pela Universidade Federal de Uberlândia e especialista em Filosofia pela mesma instituição, mestre em História Social e doutoranda do Programa de Políticas Públicas e Gestão da Educação na UnB.
2-Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, nº 220.Dra. Lia Scholze
Lançamentos Outras Editoras:
5-A Cabeça do Brasileiro- Alberto Carlos Almeida- Colunista do Jornal Valor Econômico, professor da Universidade Fluminense.. Editora Record.
6- A Pequena África chamada Alagoas- (relançamento)- Arísia Barros
7- A África está em Nós- Roberto Benjamin. Ensino Médio. Editora Grafset.
19h00- Encerramento - Hino de Alagoas- em ritmo afro
29/02/2008-Sexta-feira

08h00– Apresentação artística
08h30- Mesa Redonda:
Racismo Institucional : Promover a Igualdade ou Eliminar as
Diferenças?
Armênio Bello Schmidit- Diretor de Educação para Diversidade- Secretaria
de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade/Ministério de
Educação.
Luiz Alberto Santos- Secretário de Promoção da Igualdade da Bahia.
Moderadora: Profa. Carla Lopes - Professora de História (formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ)/Coordenadora Pedagógica do Colégio Estadual Professor Sousa da Silveira-Rio de Janeiro.
9h00- Debate
9h45 - Pausa para o cafezinho

10h20 - Mesa Redonda:
Sete Saberes, Sete Sabores, Sete Fazeres das Africanidades Presentes
no contexto escolar.
Ø Jorge Arruda- Assessor Especial do Governador/ Secretário Executivo do Comitê Estadual de Promoção da Igualdade Étnico-Racial- Pernambuco
Ø Carmem Holanda - Yalorixá, Socióloga, Mestranda em Educação, Conselheira da Educação Municipal, Membro do Conselho de Assistência Social -Diretora do Centro de Apoio Social Conceição- Carazinho - Rio Grande do Sul.
Me Moderadora: Cláudia Santos. Mestranda/ Estudos Étnicos e Africanos/Universidade Federal da Bahia –Coordenação de Turismo Étnico-Afro- Salvador
10h50 - Debate
11h45 Palestra.
Dimensões constitutivas dos projetos políticos dos movimentos negros–
que queremos mudar e o que queremos afirmar na educaçãobrasileira?
Ø Débora Santos- Universidade de Brasília
Moderadora: Antonia Vitória Soares Aranha- Diretora da Faculdade de Educação.

12:30 - Almoço
14:00 Palestra
A Cabeça do Brasileiro
Uma Radiografia do Preconceito no Brasil
Ø Alberto Carlos Almeida
Colunista do Jornal Valor Econômico, professor da Universidade
Fluminense, diretor de planejamento do Ipsos Public Affairs.
Editora Record
Moderadora: Flávia Célia dos Santos Souza.
Superintendente de Gerenciamento Institucional.
Secretaria de Estado da Educação e do Esporte de
Alagoas.
14h15 - Debate
14h45- Exibição do Documentário “1912 - O Quebra de Xangô”, roteiro vencedor da primeira edição Doc Tv Alagoas em Cena 2006, do antropólogo e fotógrafo Siloé Amorim.
Ø Moderador- Clébio Correia de Araújo- professor mestre- Universidade Estadual de Alagoas.
16h00- Debate
18h00- Encerramento - Hino de Alagoas- em ritmo afro

01/03/2008 – Sábado
7h30- Ajeum-ayié
8:00 às 11:00- Áreas de Diálogo/Troca de Experiências /Relatos de Experiências na Lei nº 10.639/03
11:00 às 13:00 -Discutindo/propondo e construindo a Carta de Maceió
13h00- Entrega da Carta de Maceió ao Governador de Alagoas
13h00- Conhecendo o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, no município de União dos Palmares- (Passeio étnico opcional)

SEMINÁRIO CADERNOS NEGROS - SP

Seminário Cadernos Negros Três Décadas. Literatura, Escola & Cultura

Dia 15 de março de 2008 - Sábado

Das 8h30 às 17h

na Universidade das Américas – FAM

Este evento é resultado de uma das reivindicações insistentes de professores e estudantes, que incide sobre a carência de textos e estudos que possibilitem ao professor a organização de projetos pedagógicos sobre temas referentes à cultura afro-brasileira, haja vista que o assunto não tem recebido grande atenção por parte dos organizadores de livros didáticos. Dessa forma, o seminário "Cadernos Negros Três Décadas. Literatura, Escola & Cultura" dará a possibilidade de se proporcionar aos professores um maior aprofundamento nessa área. Isso será de extrema importância para o cumprimento da Lei 10.639/03.

O seminário abordará temas relativos à história da literatura afro-brasileira, visando a sensibilização e enriquecimento do conhecimento sobre cultura afro. Contará com palestrantes do Brasil e um professor dos Estados Unidos que vêm pensando a diversidade racial e cultural brasileira.

O objetivo deste seminário é promover a difusão de conhecimentos e informações, assim como desenvolver e incentivar estudos, pesquisas e diagnósticos sobre literatura e cultura negra; tornar visível a literatura produzida por afro-descendentes, sensibilizando educadores e alunos em relação a essa produção, além de incentivar outras iniciativas que colaborem com a existência de cada vez mais produções de autores afro-brasileiros na indústria cultural do país, colaborando com o cumprimento da Lei 10.639/03, levando aos professores subsídios para tratar temas que fazem parte de nosso cotidiano.

O público alvo são educadores, estudantes, pesquisadores e interessados.

Todas as pessoas que participarem do evento receberão um certificado e uma edição especial comemorativa das três décadas dos Cadernos Negros.

Para as pessoas que trabalham na área da educação, formal ou informalmente, esse evento funcionará como um momento de formação.

Programação:

8h30 – 9h30

Credenciamento e café

9h30 – 10h

Abertura

10h – 11h

Conferência: O que é Literatura Negra? – origem e trajetória .

Conferencistas:

Prof. Dr. Eduardo Duarte (UFMG)

Profª. Dra. Nazaré Fonseca (PUC MINAS)

Mediação

: Prof. Dr. Fausto Antônio (UNICAMP).

11h – 11h30

Debate

11h30 – 11h45

Espetáculo

: "A Poesia Negra"

Glau Barros e Vera Lopes

Música ao Vivo: Abi Axé.

11h45 – 12h30

Mesa-redonda: Literatura e Cultura Afro-Brasileira do Ensino Fundamental à Universidade – Experiências Nacionais e Internacionais e a Lei 10.639/03.

Conferencistas: Profª Dra. Florentina Souza (UFBA),

Dra. Petronilha B. Gonçalves e Silva (UFSCAR)

Prof Dr. PhD Omoniyi Afolabi (EUA – Universidade de Massachusetts).

Mediação

: Profª Dra. Maria Cândida de Almeida (CULT-UFBA).

12h30 – 12h50

Debate

12h50 – 13h10

Intervalo e café

13h10 – 13h25

Espetáculo

: "A Poesia Negra"

Glau Barros e Vera Lopes

Música ao Vivo: Abi Axé.

13h25 – 14h25

Autores & Leitores – Para quem escrevo?

Participantes:

Cristiane Sobral

Cuti

Esmeralda Ortiz

Sacolinha.

Mediação:

Prof. Dr. Elio Ferreira (UFPI)

14h25 – 14h45

Debate

14h45 – 15h

Lançamento Oficial da Edição Comemorativa "Cadernos Negros Três Décadas"

15h – 15h30

Entrega do Certificado e do Livro

15h30 – 16h

Espetáculo:

Omo-Ayê - Dança e Teatro

17h

Encerramento.

Inscrições gratuitas:

de 1º a 12 de março somente no site: www.quilombhoje.com.br

Vagas limitadas!

Credenciamento no dia do evento:

Das 8h30 às 9h30, na Faculdades das Américas (FAM).


Como chegar

Rua Augusta, 973

Consolação – SP

Faculdades das Américas (FAM).

Realização e Organização:

Quilombhoje Literatura

Parceria

SEPPIR – Secretaria Especial para a Promoção da Igualdade Racial.

Apoios:

Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo.

Secretaria Municipal de Educação - Projetos Especiais - Grupo de Educação para a Diversidade Étnico-Cultural.

CONE – Coordenadoria do Negro.

SINPEEM - Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo.

AESP- Associação das Escolas Particulares do Grande ABC.

Universidade Cidade de São Paulo (UNICID).

APEOESP – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo.

SINPRO/SP – Sindicatos dos Professores de São Paulo.

Quilombhoje Literatura

R. Duarte de Azevedo, 543

São Paulo – SP

02036-020

Fone: 6959 1647

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

V SIMPÓSIO INTERNACIONAL "FRONTEIRAS E CULTURA EM MOVIMENTO" - BA

V Simpósio Internacional do Centro de Estudos do Caribe no Brasil - CECAB

“Fronteiras e Culturas em movimento: África, Brasil Caribe”
Salvador, Bahia, Brasil

30 de setembro a 03 de outubro de 2008.

CONVOCATÓRIA

O Centro de Estudos do Caribe no Brasil (CECAB) é um centro de pesquisa integrante dos grupos de pesquisa do CNPq, vinculado à Universidade Federal de Goiás e, simultaneamente, uma sociedade civil e científica, sem fins lucrativos. Fundado em 1999, ele se constitui como o único centro científico brasileiro voltado para os estudos das culturas afro-descendentes do Caribe mantendo-se atuante em nível nacional e internacional. A maioria de seus membros é composta por historiadores, antropólogos, educadores, filólogos e outros, de diferentes níveis de graduação acadêmica e instituições (UFF, UFBA, UFM, UNB e outras), contribuindo para o debate interdisciplinar. O CECAB edita a cada semestre a Revista Brasileira do Caribe, publicação científica que reúne artigos em espanhol, francês, inglês e português de pesquisadores interessados nas culturas caribenhas e suas relações com outras regiões.

Os simpósios do CECAB são bienais e congregam pesquisadores do mundo inteiro e dos mais diversos campos do saber como Antropologia, Artes, Educação, Economia, Filosofia, Geografia, História, Lingüística, Sociologia etc.

Os simpósios anteriores se realizaram no Estado de Goiás, em três diferentes cidades: o primeiro e o terceiro em Goiânia (2000 e 2004), o segundo na Cidade de Goiás (2002) e o quarto em Caldas Novas (2006). Nesses simpósios foram estabelecidos debates, intercâmbios e projetos de cooperação e pesquisa entre o CECAB e outros centros de estudos, bem como faculdades e universidades nacionais e estrangeiras. A participação do CECAB no 32º Congresso da Caribbean Studies Association (2007) marcou também um momento importante na trajetória do Centro não apenas pela movimentação de muitos estudiosos do Caribe, mas pela expressiva presença das publicações do CECAB. A realização do V Simpósio em Salvador representa a consolidação desses vários projetos de cooperação interinstitucional tanto no Brasil quanto no estrangeiro.

O V Simpósio Internacional do CECAB foi planejado para agregar seis Grupos de Trabalhos (GT’s), debatedores dos seguintes temas:
GT 1 - Análises comparadas;
GT 2 - Artes visuais, literatura e música;
GT 3 - Gênero, sexualidade e geração;
GT 4 - Patrimônio e representação;
GT 5 - Política e identidades nacionais;
GT 6 - Religião e religiosidade.

Assim, a exemplo dos simpósios anteriores, o CECAB e a UFBA estão confiantes que o V Simpósio será uma profícua oportunidade de congregar pesquisadores de diversas áreas interessados em culturas caribenhas e suas relações com outras regiões; em ampliar o debate acadêmico e interdisciplinar; em fomentar ações culturais, econômicas, políticas e sociais; bem como em estreitar relações de cooperação acadêmica em nível nacional e internacional.

INFORMAÇÕES SOBRE O V SIMPÓSIO INTERNACIONAL DO CECAB

  • O Simpósio se realizará em Salvador, Bahia, entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro de 2008, com comunicações coordenadas e mesas redondas de duas horas de duração cada e conferências por professores convidados com uma hora de duração.
  • Os coordenadores das sessões assumirão a organização das apresentações e das comunicações.
  • Os participantes podem propor comunicações individuais e coletivas.
  • Os resumos dos trabalhos deverão ser enviados até o dia 15 de março de 2008 para v.symposium.cecab@yahoo.
    com.br
  • A seleção dos trabalhos será publicada em www.fchf. ufg.
    br/caribebrasil
    a partir do dia 31 de março de 2008. Os trabalhos completos deverão ser enviados antes de 30 de junho de 2008 para ser publicado em CD-Rom.
  • O pagamento das inscrições poderá ser realizado até o dia de início do simpósio.

Valor das Inscrições:

Apresentadores Residentes no Brasil: R$ 150,00 (cento e cinqüenta reais).
Apresentadores Estrangeiros: US$ 100,00 (cem dólares).
Estudantes de Pós-Graduação residentes no Brasil: R$ 100,00 (cem reais).
Ouvintes: R$ 50,00 (cinqüenta reais).
Estudantes de Graduação: R$ 25,00 (vinte e cinco reais).

Comitê Organizador Nacional:
Dra. Olga Cabrera. Presidenta (UFG)
Dr. Danilo Rabelo Vice Presidente (UFG)
Dra. Isabel Ibarra (UFG)
Dra. Antonieta Antonacci (PUC/SP)
Dra. Maria Bernadette Velloso Porto (UFF/RJ)
Dr. Jaime de Almeida (UNB)
Dra. Maria Tereza Negrão de Melo (UNB)
Dr. Carlos Benedito Rodrigues da Silva (UFM)

Comitê Organizador - Comitê Local (UFBA)
Dr. Antonio Luigi Negro
Dra.Cássia Maria Muniz Carletto
Dra.Florentina da Silva Souza
Dr. George Evergton
Dra. Joseania Miranda Freitas
Dra. Lina Maria Brandão de Aras
Dr. Marcelo Nascimento Bernardo da Cunha
Dra. Maria das Graças de Souza Teixeira
Dr. Muniz Gonçalves Ferreira

Comitê Executivo
Rivaldene Rodrigues Natal - Divulgação
Leonardo de Melo - Técnico de Informática

Equipe de Logística Local
Empresa Júnior de Museologia
Ms. José Antônio Carneiro Leão (UNEB/UFBA)
Luzia Gomes Ferreira

[Texto enviado por: Professor José Antônio Carneiro Leão (UNEB/Ufba) - Integrante da Equipe de Logística Local do evento]

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

CURSO DE LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA (USP)

Curso de Extensão em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa (USP)– capacitação de professores para o cumprimento da lei Nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003.
Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa (Atualização, Com Nota, 96h)

PERÍODO: 08 de março a 01 de novembro de 2008, aos sábados, das 09 às 13 hs.
PÚBLICO-ALVO: Licenciados em Letras.
VAGAS: 70 (mínimo de 40 inscritos)

PERÍODO DE INSCRIÇÃO:
Para o sorteio das vagas gratuitas: de 11 a 13.02.2008
Resultado do sorteio: dia 15.02.2008
Matrícula definitiva: de 20.02 a 06.03.2008
Observações:
1) Inscrição do sorteio será feita apenas pela Internet;
2) Não efetuaremos matrículas fora do prazo estipulado;
3) As matrículas serão feitas por ordem de chegada.

DOCUMENTAÇÃO EXIGIDA PARA A MATRÍCULA: O candidato deve apresentar no ato da inscrição documento atualizado que comprove pertencer ao público-alvo - RG e CPF.
TAXA:
R$ 90,00: Interessados em geral
R$ 81,00: Alunos da FFLCH
R$ 45,00: Profs. Ativos da Rede Pública, maiores de 60 anos, monitores bolsistas e estagiários da FFLCH
Gratuita: Docentes e Funcionários da FFLCH
Observações:
4) Não haverá devolução da taxa após o início do curso;
5) Os descontos serão concedidos mediante solicitação do interessado e comprovação da categoria a que pertence (apresentação da carteirinha USP ou holerite);
6) A FFLCH oferece as seguintes isenções para a Comunidade USP e 3ª idade, que possuam o perfil do público-alvo: docentes: 01; discentes: 01; funcionários: 02 e 3ª idade: 03, através de sorteio.

DISCIPLINAS/RESPONSÁVEIS:
1 - Introdução aos estudos comparados de literaturas de língua portuguesa Prof. Dr. Emerson da Cruz Inácio (de 08 a 15.03.2008)
2 - Literaturas Africanas de Língua Portuguesa Profªs. Drªs. Maria Aparecida de Campos Brando Santilli e Rosangela Sarteschi . (de 29.03 a 10.05.08, não haverá aula dias 19.04 e 03.05.08)
3 - Relações Literárias entre Brasil, Portugal e África Profs. Drs. Maria Aparecida de Campos Brando Santilli e Hélder Garmes (de 17.05 a 21.06.08, não haverá aula dia 24.05.08)
4 - Literatura e cultura afro-brasileira Profs. Drs. Vima Lia de Rossi Martin e Emerson da Cruz Inácio. (de 02.08 a 16.08.08)
5 - Diversidade cultural: literaturas de língua portuguesa e educação Profª Drª Vima Lia de Rossi Martin (23.08 a 20.09.08, não haverá aula dia 13.09.08)
6 - Literatura Infantil e Juvenil em Língua Portuguesa Profs. Drs. Maria Zilda da Cunha e Jose Nicolau Gregorin Filho (de 27.09 a 11.10.08)
7 - Literaturas de Língua Portuguesa, Cinema e outras mídias Profª Drª Fabiana Buitor Carelli Marquezini (de 18.10 a 01.11.08)

LOCAL DAS INSCRIÇÕES:
Universidade de São Paulo
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Serviço de Cultura e Extensão Universitária
Prédio da Diretoria e Administração da FFLCH, sala 126
Rua do Lago nº 717 - em frente a Faculdade de Arquitetura - FAU
Acesso também pela Rua do Matão S/N - em frente ao Clube dos
Professores
Cidade Universitária - São Paulo, SP - Tel.: (11) 3091-4645, CEP:
05508-080
Atendimento: de 2ª a 6ª feira, das 9 às 11h30 e das 13 às 16h30
Contato: 55 - 11 – 3091-4645 – e-mail: agenda@usp.br

CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES LEI 10.639/03 EM VALENÇA - BA

Desde 2003 está em vigor a Lei federal 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Africanas e Afro-brasileiras no currículo oficial das escolas do Brasil. Nesses cinco anos, uma pauta surgiu nas principais mesas de debates sobre a temática: há profissionais capacitados no ramo para atender o que está previsto na lei?

A capacitação de profissionais de educação é o principal objetivo do curso de extensãoFormação de Professores - relações étnico-raciais e Lei 10.639, formatado pelo Departamento de Educação (DEDC) do Campus XV da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

Localizado em Valença, o departamento está oferecendo 50 vagas para profissionais de educação de Valença e dos municípios vizinhos. As inscrições são gratuitas e ficam abertas até 28 de fevereiro.

Para concorrer às vagas, os interessados devem comparecer ao setor de protocolo do departamento, das 14h às 22h, de segunda a sexta-feira, portando cópia do RG, comprovante de atuação na rede pública de ensino ou de formação em licenciatura, além de carta de interesse - expondo brevemente a razão pela qual deseja freqüentar o curso.

Os candidatos selecionados serão conhecidos no dia 29 de fevereiro. A lista com os 50 nomes estará disponível no próprio departamento.

Conteúdo programático

Ministrado pela professora-visitante da UNEB, Surya Pombo, a metodologia do curso contempla a realização de aulas expositivas, leituras prévias individuais de textos indicados, discussão dos textos em formato de seminários, debates e análise de materiais didáticos e audiovisuais.

Nosso objetivo é preencher uma lacuna que ainda existe mesmo depois de cinco anos de aprovação da lei: profissionais da educação que não tiveram contato com a história e cultura africanas e afro-brasileiras”, explica Surya, que, desde 2007, ministra aulas sobre essa temática no curso de Pedagogia do Campus XV.

O curso tem carga-horária de 90h, sendo 60h presenciais e 30h concentradas em atividades extra. As aulas acontecem nas instalações do campus, de 4 de março a 11 de junho, das 8h10 às 11h40, sempre às terças-feiras. O conteúdo programático está disponível no Núcleo de Pesquisa e Extensão (Nupex) para consulta dos interessados.

Informações: DEDC/Campus XV- Tel.: (75) 3641-0599.

VALE A PENA LER

Lei 10.639/03 – No meio do caminho temos avanços, possibilidades e desafios
Ana Lúcia Silva Souza
Educadora e coordenadora do 4º Concurso Negro e Educação - Ação Educativa

Radical
1 relativo ou pertencente à raiz ou à origem; original
1.1 que parte ou provém da raiz
1.2 derivação: sentido figurado - relativo ou relacionado com o fundamento, a origem; fundamental, básico
1.3 derivação: sentido figurado - essencial; completo, profundo
1.4 que constitui uma base ou fundamento
Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa

Início do século XXI. Final do ano de 2006
Em tempos de discussões sobre o processo de implementação de políticas públicas de promoção da igualdade racial no Brasil, a área de educação ganha cada vez mais evidência.
Grande parte do destaque do tema deve-se ao sancionamento da Lei n°10.639/03 de janeiro de 2003, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas.
Para continuar a conversa é fundamental salientar dois aspectos que imprimem à 10.639 – como tem sido chamada a referida Lei – importância considerável. Primeiramente destaca-se que a Lei foi regulamentada pelo parecer 003/2004 que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana no sistema educacional do país. Destaca-se também que a Lei 10.639 altera a Lei de Diretrizes de Bases da Educação – LDB n° 9.394/96 em seus artigos artigo 26 e 79 e, desta forma, todas as unidades escolares de educação básica, por meio de seus projetos políticos pedagógicos e currículos, devem buscar a nova medida. Diante disso, no meio do caminho temos avanços, possibilidades e desafios - desafios que exigem radicalidades.

A lei fora do papel

“Esta Lei tem de pegar”. É esse o anseio dos movimentos sociais negros, e de outros comprometidos com a promoção da igualdade das relações raciais na escola. Para isso foram, e estão sendo desenvolvidos esforços, negociações e diálogos, por vezes tensos, entre diversos setores governamentais e não governamentais para que sejam estabelecidas políticas públicas capazes de fazer “a lei sair do papel”.
Registra-se que os últimos três anos trouxeram avanços significativos, considerando-se, em especial, um certo tipo de avanço que qualifica e fortalece o volume das discussões. Para citar alguns: foram criadas secretarias e órgãos governamentais de planejamento e de orientação; aumentou o número de pessoas e instituições envolvidas em discussões coletivas; detectou-se o incremento de pesquisas acadêmicas e a organização de uma série de publicações de apoio que subsidiam o debate e as ações nas escolas.
Em especial no que se refere à formação de educadores, os avanços – ainda que insuficientes – são significativos. Basta ver a quantidade de projetos e cursos existentes, com maior ou menor duração, dentro ou fora das universidades, nas secretarias de educação, em ONGs, presenciais ou à distância, coordenados em grande parte por grupos de militantes e pesquisadores, já envolvidos com a produção de conhecimento na área de relações raciais.
Como conteúdo programático, as formações trazem a sócio-história da questão racial no Brasil, que necessariamente envolve a História da África Pré-Colonial e Contemporânea; a longa história do Atlântico e da travessia dos povos para serem escravizados no Brasil e outras informações – básicas para que as pessoas possam relacionar tais questões com aspectos da educação no Brasil.
São cursos e mais cursos, palestras, e seminários e oficinas, com a presença de educadores que, quase sempre, ficam literalmente perplexos diante das informações, inéditas para a maioria. Geralmente são feitas pelo menos duas perguntas: Onde estavam essas informações que eu não tinha? E depois: Como eu vou trabalhar isso na minha escola? Do universo dos participantes, alguns saem com informações, mas sem saber como levar para a escola. Outros buscam a continuidade, envolvem-se na organização de grupos de estudos, pesquisam, ousam, experimentam.
O acesso às informações dos cursos deveria ser o suporte para reflexão e entendimento voltados para a ação cotidiana na escola. Para dar suporte às práticas pedagógicas que caminhem no sentido de analisar, problematizar, interferir, alterar os obstáculos que cerceiam o direito à educação para uma parte da população. O que nem sempre acontece.
Não raramente os participantes são pessoas que estão atrás de informações não como representantes da escola, legitimados pelo coletivo. São pessoas autônomas – educadores e educadoras – que individualmente ou em pequenos grupos buscam fortalecimento para si e para ações que já realizam ou têm desejo de realizar. Mesmo quando os cursos contam com envolvimento das Secretarias de Educação, os professores se sentem sozinhos e sem o apoio de outros que sejam parceiros no enfrentamento das exigências próprias da escola.

Formação de educadores: das atividades aos Projetos Políticos Pedagógicos
Ainda assim, temos avanços. Nas salas de aula nota-se a ampliação de atividades e eventos centrados na confecção de livros de tecido, de máscaras, de bonecas negras, na mediação de leitura com o uso de recursos diversos tais como vídeos, imagens, os contos e mitos, significado de palavras de origem africana e em uso no Brasil, organização de mural com personagens negros de ontem e de hoje, análise de material da mídia impressa. Serão válidas e pertinentes desde que não soltas e sem organicidade, regidas pela lógica das datas comemorativas ou ainda das ocasiões nas quais se busca “incluir a matriz africana nos currículos”.
Também temos possibilidades, e necessidades. Por exemplo, problematizar em que medida tais atividades dialogam com os projetos da escola e com os currículos. Quais são os princípios e objetivos educativos que sustentam tais atividades? Em que instâncias são negociadas e explicitadas as intenções de modo que o processo de gestação e desenvolvimento das atividades e projetos sejam oportunidade de aprofundamento do entendimento de aspectos importantes para a reeducação das relações raciais.
Temos desafios no meio do caminho. Ainda que sem o respaldo institucional, as atividades são realizadas por iniciativa de educadores que já atuavam e aprimoram o seu fazer, por outros que começam e com garra insistem no trabalho, ou ainda pelos que a realizam pontualmente. A mudança na postura de um significativo grupo de educadores não corresponde necessariamente às mudanças nas escolas, nos projetos político pedagógicos e na organização dos currículos.
Sem a institucionalização do trabalho, a materialização do intenso processo de formação continuada tende a acomodar-se no rol das atividades pontuais que pouco alteram o intrincado jogo de poder no qual estamos todos envolvidos, querendo ou não, assumindo ou não, independentemente do pertencimento étnico-racial.
Ao lado dos avanços estão também as possibilidades e os desafios, o que requer pensar porque, como e quais princípios e questões organizarão o currículo das unidades escolares, de acordo com um projeto político pedagógico que, contrariando o que tradicionalmente acontece, deixe de lado o silêncio em torno das questões referentes a negros e indígenas e valorize da mesma forma tais matrizes junto às asiáticas e européias.
A inserção curricular das relações raciais, da cultura afro-brasileira e africanas, não se esgota com a abordagem dos temas afins. Antes disso, diz respeito ao incremento da formação inicial e programas de formação continuada e também ao fazer pedagógico cotidiano que contemple esta questão juntamente com outras relações de gênero e a homofobia, entre outras diferenças certamente presentes nas escolas.

Finalizando, não seria demais afirmar que é impossível inaugurar um novo espaço de cultura e de critica com vistas a uma educação comprometida com o reconhecimento e valorização das diversidades sem sermos radicais - ao menos no sentido em que aparece no Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa. Sejamos radicais. Pensemos a complexidade e profundidade da discussão sobre relações raciais.
FONTE: http://www.controlesocial.org.br/boletim/ebul21/fai_amarelo4.html

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

I FORUM NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA NA EDUCAÇÃO - AL

A Secretaria da Educação e do Esporte do Estado de Alagoas promove o I Fórum Nacional da Consciência Negra na Educação: ‘Iká Kô Dogbá”: Os Dedos não São Iguais


PROGRAMAÇÃO

28 /02/2008 - Quinta-feira

07h00- Recepção e Credenciamento
09 h00- Inicio da Solenidade

Apresentação artística

Apresentação do vídeo documentário:

Ações de Promoção da Igualdade Racial da Educação em Alagoas.

10h00- Conferência Magna:

A Universalização dos Direitos Humanos e a Política de Promoção da

Igualdade Étnico-Racial na Educação.

Conferencista:

Dr. Félix Ayoh'OMIDIR- Department of Foreign

Languages, Faculty of Arts, HBI 306,Obafemi Awolowo University,Nigeria


10h30- Parada para o cafezinho

10h50 - Apresentação e leitura do regimento interno do Fórum


11h40- Mesa Redonda

Superando a intolerância racial e o sexismo através da adoção de políticas

públicas.Aplicabilidade das Leis: Federal n°10.639/03, Estadual nº 6.814/07.

  • Renísia Cristina Gárcia,-Licenciada em História pela Universidade Federal de Uberlâmbia e especialista em Filosofia pela mesma instituição, mestre em História Social e doutoranda do Programa de Políticas Públicas e Gestão da Educação na UnB.

PS: Programação em construção

Arísia Barros

Presidente da Comissão de Trabalho e Execução do Fórum

(82)8815-5794/3315-1268/9444-4370

domingo, 17 de fevereiro de 2008

CURSO DE HISTÓRIA DAS CULTURAS AFRICANAS E AFRO-BRASILEIRAS

INTRODUÇÃO
O curso de formação permanente de Agentes Educativo-Culturais HISTÓRIA DAS CULTURAS AFRICANAS E AFRO-BRASILEIRAS - têm como intuito propiciar a formação sistemática, à difusão de conhecimentos científicos e técnicos acerca das culturas e histórias das populações africanas e afro-brasileiras.
Essa iniciativa pretende não ser uma ação isolada que se encerra em si mesma, mas ser algo permanente de modo que se estabeleçam a partir das Oficinas exposições, performances e a produção de publicações (materiais didáticos, paradidáticos e acadêmicos) entre outras possibilidades.

SINOPSE
A oficina de formação permanente de Agentes Educativo-Culturais vem atender as proposituras Lei Federal n.10.639 de 09/01/2003, que alterou a Lei de Diretrizes Básicas da Educação Nacional e torna obrigatória a. temática da “História das culturas africanas e afro-brasileiras” . E do que determina o Decreto Estadual n° 48.328 de 15/12/2003 publicado no D.O. de 16/12/2003 que institui no âmbito da administração pública do Estado de São Paulo a Políticas de Ações Afirmativas para Afrodescendentes e dá providências correlatas.

OBJETIVOS

* Inserir conhecimentos sobre a História e a realidade da África, da relação entre África-Brasil e da cultura produzida pelos afro-brasileiros na sociedade nacional;

* Dialogar e debater sobre a implementação da lei 10.639 e a presença das culturas de matrizes africana e afro-brasileira na cultura brasileira;

* Entender e interpretar as práticas sociais e culturais relativas à questão étnico-racial e as questões atinentes à África no Brasil;

* Estimular a democratização da informação e conhecimento no intuito de contribuir com a valorização, fortalecimento e afirmação da identidade étnico-racial paulista.

PÚBLICO ALVO
Agentes de atividades culturais da Secretaria Estadual e Municipal de Cultura;
Profissionais da área da educação, lideranças, multiplicadores e ativistas dos movimentos sociais;
Técnicos e funcionários das Oficinas Culturais;
Público em geral.

VAGAS E SELEÇÃO
60 (sessenta) primeiros inscritos.

CORDENADOR
Christian Fernando dos Santos Moura
Possui graduação em História pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2003). Atualmente é professor titular - Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Mestrando em Artes no Programa de Pós-graduação em Artes do Instituto de Artes IA UNESP. É pesquisador do grupo de extensão e pesquisa universitária da UNESP, NUPE (Núcleo Negro da UNESP para Pesquisa e Extensão) e Professor de História do Brasil Colônia e República da UNIBAN Universidade Bandeirantes. Tem experiência na área de História, com ênfase em História, atuando principalmente nos seguintes temas: História da África, negro, preconceito, teatro, racismo e educação.

CONVIDADOS
Oluemi Aparecido dos Santos.
Francisco Sandro da Silveira Vieira.
Lílian Santiago Solá

CARGA HORÁRIA
39 (trinta e nove) horas, 13 (treze) encontros de 3 (quatro horas).

DATAS E HORÁRIOS
Aos sábados, de 05/abril a 28/junho, das 14h00 horas às 17h00.

LOCAL
Oficina Cultural Oswald de Andrade
Rua Três Rios, 363, Bom Retiro
Telefones (11) 3221-5558 / 3222-2662
oswalddeandrade@ assoc.org. br
Inscrições: segunda a sexta-feira, 10h às 20h.

TEXTOS DE LITERATURA AFRO-BRASILEIRA

CAMARGO, Oswaldo. In: www.portalafro.com.br/literatura/oswaldo/oswaldo.htm

DUARTE, Eduardo de Assis. “Literatura e Afro-descendencia”. In: http://www.acaocomunitaria.org.br/discussoes_tematicas/literatura_e_afro_descendencia.pdf

EVARISTO, Conceição. “Da representação à auto representação da mulher negra na literatura brasileira” In: Revista Palmares: cultura afro-brasileira. Ano 1 n. 1 agosto, 2005. p. 52-57.

FONSECA, Maria Nazaré. “Corpo e voz em poemas brasileiros e africanos escrito por mulher” In: Site da Organização de Escritores Africanos (http://www.uea-angola.org).

FONSECA, Nazaré (et. ali) "Autores afro-brasileiros contemporâneos". In: Literatura Afro-brasileira. Salvador: CEAO; Brasília: Fundação Palmares, 2006. p. 113-178.

SOUZA, Florentina. “Literatura Afro-brasileira: algumas considerações”. In: Revista Palmares: cultura afro-brasileira. Brasília, ano 1 n. 2 dezembro, 2005. p. 64-72

TEATRO EXPERIMENTAL DO NEGRO. In: www.abdias.com.br/teatro_experimental/teatro_experimental.htm


LEI N. 10.639/03

LEI No 10.639, DE 9 DE JANEIRO DE 2003.

Mensagem de veto Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 26-A, 79-A e 79-B:

"Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.

§ 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.

§ 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.

§ 3o (VETADO)"

"Art. 79-A. (VETADO)"

"Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’."

Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 9 de janeiro de 2003; 182o da Independência e 115o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque

Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 10.1.2003