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CALENDÁRIO NEGRO - JUNHO

1 – Inauguração no município de Volta Redonda (RJ) do Memorial Zumbi dos Palmares (1990)
2 – O pugilista Joe Louis conquista em Chicago (EUA) o título de Campeão Mundial de Boxe na categoria peso-pesado, ao nocautear James J. Bradock (1937)

3 – Nasce em Saint Louis, Missouri/EUA, Freda Josephine McDonald, a cantora e dançarina Josephine Backer (1906)

3 – Nasce em Campos dos Goytacazes (RJ), Ana Cláudia Protásio Monteiro, a Cacau Protásio, atriz e humorista (1975)
4 – Nasce no Rio de Janeiro (RJ), o compositor Anescar Pereira Filho - Anescarzinho do Salgueiro, autor do clássico samba-enredo "Chica da Silva" (1929)
5 – Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Moçambicano
6 – Nasce na cidade de Salvador (BA), o ator, diretor cinematográfico e vereador Antonio Luiz Sampaio, Antonio Pitanga (1939)
7 – Publicação da Lei n. 420, Cap. III, Art. 2, proibindo escravos de aprender ofícios
7 – Nasce em Campos do Rio Real (SE), o filósofo, poeta e jurista Tobias Barreto de Menezes. Entre suas obras destacam-se: "Ensaios e Estudos de Filosofia e Crítica", "Dias e Noites", "Um discurso em mangas de camisa", "Introdução ao Estudo do Direito" (1839)
7 – Nasce no bairro da Saúde, Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Adiléia Silva da Rocha - Dolores Duran (1930)
7 – Nasce em São Paulo (SP), lateral-direito da Seleção Brasileira de Futebol, Marcos Evangelista de Moraes, Cafu (1970)
8 – Nasce no Alabama (EUA),
William "Willie" D. Davenport, atleta estadunidense, especialista em 110 metros com barreiras (1943)

8 – Nasce em Belford Roxo (RJ), Jorge Mário da Silva, o Seu Jorge, cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro (1970)

8 – Nasce em Atlanta (EUA), Kanye Omari West, o Kanye West, produtor musical, estilista e rapper que mais ganhou Grammy, 21 ao todo (1977)

9 – O centro-médio da seleção uruguaia de futebol José Leandro Andrade é o primeiro negro a conquistar uma medalha olímpica, ao derrotar a Seleção Suíça na final dos Jogos de Paris (1924)
10 – Aprovada a Lei Penal do Escravo, de 1835, instituindo: -
Art. 1º Serão punidos com a pena de morte os escravos ou escravas, que matarem por qualquer maneira que seja, propinarem veneno, ferirem gravemente ou fizerem outra qualquer grave offensa physica a seu senhor, a sua mulher, a descendentes ou ascendentes, que em sua companhia morarem, a administrador, feitor e ás suas mulheres, que com elles viverem.

11 – Nelson Mandela, Walter Sisulo, Elias Motsoaledi, Govan Mbeki, Raymond Mhlaba, Achmat Kathrada, Dennis Goldberg, Elias Motsoaledi são condenados a prisão perpétua (1964)
11 – Atendendo as reivindicações feitas pelo Centro de Estudos Afro – Orientais, em 1983, e das entidades negras em 1984, o então Secretário de Educação da Bahia, Prof. Edivaldo Boaventura assina a portaria n. 6068 incluindo nos currículos de 1º e 2º Graus a disciplina Introdução aos Estudos Africanos (1985)
12 – Nasce na Rua Santa Luzia (RJ), o compositor Paulo Benjamin de Oliveira, Paulo da Portela, o primeiro sambista a desempenhar as funções de relações - públicas de escola de samba, um dos fundadores da Escola de Samba Portela. Compôs : "Roleta", "Cidade Mulher", "Desprezo" (1901)
13 – Dia consagrado ao orixá Exu, no Rio de Janeiro, e Ogum, na Bahia. - Orixá mensageiro entre os homens e os deuses, seu elemento é o fogo. É associado à fertilização e a força transformadora das coisas. Espírito justo, porém, vingativo, nada executa sem obter algo em troca e não esquece de cobrar as promessas feitas a ele; a primeira oferenda é sempre sua. Seu dia é a segunda-feira. Cores: preto e vermelho e a saudação é Laroiê!
13 – Nasce em Porto Alegre (RS) Luciana Lealdina de Araújo - Mãe Preta (1870)
13 – Tem início o Congresso Internacional "Escravidão e Abolição" (UFRJ,UFF), em Niterói e no Rio de Janeiro (1988)
14 – Nasce no Rio de Janeiro o instrumentista e compositor Wilson das Neves (1936)
14 – Nasce no bairro de Triagem, Rio de Janeiro, o cantor e percussionista Carlos Negreiros (1942)

14 – Nasce em São Paulo Sueli Carneiro, feminista negra (1950)

14 – Nasce no Rio de Janeiro (RJ), Camila Manhães Sampaio, a Camila Pitanga, atriz e ex-modelo (1977)
15 – Henry O Flipper torna-se o primeiro negro graduado pela Academia Militar de West Point (1877)
15 – Nilo Peçanha assume a Presidência da República, no Brasil (1909)
16 – Dia Internacional de Solidariedade a Luta do Povo da África do Sul
16 – Massacre de Soweto (1976)
16 – Surge em Campinas (SP) o jornal Correio de Ébano (1963)

16 – Nasce em Nova Iorque (EUA), Tupac Amaru Shakur, também conhecido como 2Pac, Makaveli ou Pac, considerado o maior rapper de todos os tempos (1971)
16 – Criação no Rio de Janeiro, do NZINGA - Coletivo de Mulheres Negras (1983)
17 – Chega ao Rio de Janeiro, o pernambucano Hilário Jovino Ferreira - Lalau de Ouro, fundador do Rancho Rei de Ouro, o mais fecundo fundador de ranchos e sujos do carnaval carioca (1872)
17 – O Brasil reconhece a independência da Guiné – Bissau, primeiro país da chamada "África portuguesa" a se tornar independente (1974)
18 – Coreta Scott e Martin Luther King Jr. casam-se no Alabama (EUA) (1953)
18 – Nasce em Atibaia, o jogador de futebol Onofre de Souza, Sabará (1931)
19 – Nasce em
Hertfordshire (Inglaterra), Olajidi Olatunji, o KSI, comentador de games, dono do segundo canal mais acessado do Reino Unido, o KSIOlajideBT (1993)

20 – O líder, sul-africano, Nelson Mandela é aclamado por cerca de 800 mil pessoas nas ruas de Manhattan, Nova Iorque (EUA) (1990)
21 – Nasce na cidade de Salvador (BA), Luiz Gonzaga Pinto da Gama - Luiz Gama, escritor, fundador da imprensa humorística em São Paulo, advogado autodidata, conseguiu libertar nos tribunais, mais de quinhentos escravos fugidos (1830)
21 – Nasce no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, Joaquim Maria Machado de Assis, poeta, romancista, crítico, contista e cronista, primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, autor de "A Mão e a Luva", "Memórias Póstumas de Brás Cubas", "Quincas Borba", "Dom Casmurro", entre outras obras (1839)
21 – É inaugurado no Largo do Aroche (SP), um busto em homenagem a Luís Gama, em homenagem ao seu centenário de nascimento (1930)
22 – Nasce em São Pedro, Caxias do Maranhão (MA), o ator, escritor, bailarino e diretor teatral Ubirajara Fidalgo da Silva - Ubirajara Fidalgo(1949)
23 – Nasce no Rio de Janeiro, a cantora Elza da Conceição Gomes - Elza Soares (1937)
23 – Realiza-se em Quibdó, Colômbia, o V Encontro da Pastoral Afro-americana (1991)
24 – Nasce na Vila São José, Encruzilhada do Sul, distrito de Rio Pardo (RS), João Cândido Felisberto, o "Almirante Negro", líder da Revolta da Chibata". (1880)
24 – Nasce o poeta Lino Guedes (1897)
24 – Nasce na cidade do Rio de Janeiro, o Marechal João Baptista de Mattos (1900)
24 – Nasce na Fazenda da Saudade, Marquês de Valença (RJ), Maria Joanna Monteiro, Vovó Maria Joana Rezadeira (1902)
25 – O presidente dos Estados Unidos Franklin D. Roosevelt assina o Decreto Executivo nº 8.802, em que reafirma a política de plena participação, no Programa de Defesa, de todas as pessoas, independentemente de raça, credo, cor ou origem nacional (1941)
25 – Fundação da FRELIMO - Frente de Libertação de Moçambique (1962)
25 – Independência de Moçambique (1975)
26 – Onze jovens moradores na Favela de Acari, subúrbio do Rio de Janeiro saem de casa e não mais retornam, nascendo então o movimento denominado Mães de Acari (1990)
26 – Independência da Somália (1960)
27 – Independência de Djibuti (1976)
27 – Nasce em Usina Barcelos, município de Campos (RJ), a atriz e cantora Maria José Motta - Zezé Motta (1944)
28 – Nasce em Santo Amaro (BA), Manuel Querino, estudioso das questões etnográficas e sociológicas relativas ao negro no Brasil (1851)
28 – Decreto sobre imigração determina que os asiáticos e africanos somente mediante autorização do Congresso Nacional poderiam ser admitidos nos portos da República (1890)
28 – Uma jovem negra é eleita pela primeira vez Miss Guanabara: Vera Lúcia Couto (1964)
29 – Independência de Sychelles (1976)
29 – Nasce em Salvador (BA) Gilberto Passos Gil Moreira, Gilberto Gil, cantor, compositor, integrante do movimento tropical Tropicália, autor de "Procissão", "Domingo no Parque", "Aquele Abraço", "Refavela", "Super Homem", entre outras músicas de sucesso(1942)
30 – Independência do Zaire (1960)
30 – Estreia no Teatro Rialto (RJ) com o espetáculo "Tudo Preto", a Companhia Negra de Revista (1926)
30 – Nasce nos Estados Unidos, o campeão mundial de boxe, Michael Gerald Tyson - Mike Tyson (1966)

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segunda-feira, 30 de junho de 2008

V Colóquio Internacional Trabalho Forçado Africano - BA

V Colóquio Internacional Trabalho Forçado Africano –
Brasil, 120 anos de Abolição,

a ser realizado na Faculdade de Medicina da UFBA.

Data: de 3 a 5 de novembro de 2008

Inscrições de trabalhos - até 20 de agosto de 2008



Em 2008, a Abolição da escravatura no Brasil completa 120 anos. As experiências e trajetórias dos africanos aqui escravizados constituíram a história brasileira e são especialmente marcantes na vida social e cultural dos baianos.
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Com o objetivo de consolidar as redes de investigação e discussão sobre a história da escravidão, a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SECULT), através da Fundação Pedro Calmon, em parceria com a Secretaria de Promoção a Igualdade do Estado da Bahia (SEPROMI), 0 Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP), o Programa de Pós-Graduação em História da UFBA, o Programa de Pós-Graduação em História da UEFS e a Pró Reitoria de Extensão da UNEB realizarão no período de 3 a 5 de novembro de 2008, a primeira edição no país do
Colóquio Trabalho Forçado Africano.
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Em 2008, a realização do
V Colóquio Trabalho Forçado Africano na Bahia, se inscreve dentre as ações da Fundação Pedro Calmon /SECULT para fomentar o debate e propiciar a difusão de conhecimentos sobre cultura, história e memória no Estado da Bahia, tendo como foco os 120 anos da Abolição.

Com a expectativa de alcançar tal objetivo,
convidamos pesquisadores, professores, estudantes e demais interessados a assistir ou expor suas pesquisas ou resultados destas no V Colóquio Internacional Trabalho Forçado Africano – Brasil, 120 anos de Abolição, a ser realizado na Faculdade de Medicina da UFBA.

Informações e normas de participação.
Data
: 3 a 5 de novembro de 2008

Data limite para inscrições de trabalhos e envio de aceite: As inscrições de trabalhos poderão ser feitas até 20 de agosto de 2008. As cartas de aceite dos trabalhos aprovados serão enviadas 20 dias, após o encerramento das inscrições.

Informações completas no arquivo anexo e através do site http://www.fpc.ba.gov.br/coloquio.asp e e-mail: tfa@fpc.ba.gov.br

Evento "Olhares Afro Contemporâneos" - DF

No ECCO – Espaço Cultural Contemporâneo
Exposições individuais: “Cidade Visível”, de Marcelo Reis (Bahia) e “Os Espíritos na Terra”, de Luis Alcalá del Olmo (Espanha)
Abertura, dia 1º de julho, terça-feira, às 20h
Visita guiada com artistas, às 19h30
Encontro Técnico p. Educadores, dia 2 de julho, quarta-feira, às 09h

O EVENTO
Para marcar os 120 anos da Abolição no Brasil, Fundação Palmares e a Fundação Athos Bulcão, em parceria com o ECCO, realizam o evento OLHARES AFROCONTEMPORÂNEOS, que inclui as exposições individuais “Cidade Visível”, de Marcelo Reis (Bahia) e “Os Espíritos na Terra”, de Luis Alcalá del Olmo (Espanha).
As mostras serão inauguradas em 1º de julho de 2008, terça-feira, às 20h, no Espaço Cultural Contemporâneo – ECCO.
Em agosto, serão abertas mais 2 (duas) exposições quais sejam: “Na Roda da Capoeira”, coletiva organizada pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no ECCO, e a individual “Expressões Africanas”, de Leni Vasconcelos, com curadoria de Girafa, no Museu Nacional, que serão detalhadas em release oportunamente.
AS EXPOSIÇÕES
“Cidade Visível”, Marcelo Reis
Trata-se de uma mostra inédita reunindo fotografias de uma das mais importantes manifestações populares do país, cujo início foi antes da abolição em fins do século XIX: a festa da comunidade negra no Recôncavo da Bahia, na cidade de Saubara.
Esta manifestação centenária marca o episódio em que negros já lutavam por alforrias e as origens do movimento popular em prol da independência da Bahia (que se dá no mesmo período), ganhando, o próprio Estado, sua “alforria”. O evento, que foi ímpar no Brasil da pré-abolição, ocorre nos 4 (quatro) domingos de julho (mês da independência da Bahia).
Segundo a jornalista e curadora Silvia Nonata,“...a leitura imagética que Marcelo Reis faz dos “Caretas de Saubara” também o transforma. Como autor, constrói sua narrativa em cima de um acontecimento, mas o faz numa atmosfera onírica. Os ângulos escolhidos nos mostram em muitas imagens uma cidade praticamente vazia, habitada quase somente pelos caretas, que ora aparecem em bandos, ora nos olham sozinhos.Marcelo Reis transcende o caráter factual e nos leva a uma instância simbólica rica de significações. Neste jogo sem fim, ao contemplarmos suas imagens, também acabamos transformados por elas..”
No que se refere à estrutura da exposição, são imagens em que o referente fotográfico salta aos olhos no mais puro naturalismo. Isso pode ser visto na escolha da luz, nos planos abertos, na profundidade de campo, nas cenas tomadas por flagrante. Reis estrutura fotograficamente sua matéria-prima, a realidade do acontecimento.
“Os Espíritos na Terra”, Luis Alcalá del Olmo
As fotografias apresentadas nesta exposição estruturam-se em 6 (seis) séries correspondentes às peregrinações do ano litúrgico: Erzulie Freda, Barón Samedi, Ogoun Ferraillé, Souvenance, Ganthier y Ra Rá, às quais, sinteticamente, são:
Erzulie Freda - Deusa Vodu do amor e da beleza, identificada com Nossa Senhora do Carmo. Reside em Saut d'Eau (Artibonite), onde uma imensa cascata se esconde em plena selva tropical junto à igreja de Nossa Senhora do Carmo construída em 1849, após a aparição da Virgem, na copa de uma palmeira.
Ogoun Ferraillé - Deus Vodu da guerra e se identifica com “Santiago, o Grande”, cuja festa é celebrada na Lagoa de Santiago na região da Planície do Norte, onde se encontra uma igreja com uma grande imagem de Santiago à cavalo, em atitude guerreira.
Souvenance- É um “lakou se encontra perto da vila de Gonalves e é um dos centros de culto ao Vodu mais famosos do Haiti. A peregrinação que ocorre sexta-feira santa, sábado de Aleluia e domingo de Ressurreição.
Ganthier - Vilarejo, perto da capital, onde está o “calvário dos milagres”,montanha com pequena capela e três cruzes. Sexta-feira santa os fiéis se dirigem ao local, rezam com braços levantados, lamentam e gritam de angústia, esperando conseguir o milagres como: achar trabalho, curar doença, espantar azar e outras súplicas.
Ra Rá - Bandas de música e dança que, durante a Quaresma, perambulam, cantando e dançando pelos campos e subúrbio das cidades. Em cada banda, há hierarquia social e na formação, organização tipo militar.
Barón Samedi - Cabeça da grande família dos Gédé, os deuses dos mortos, encarregados de velar pelas tumbas e os cemitérios. Os fiéis vão ao cemitério, além de perambular pelas ruas e mercados vestidos de preto, branco e violeta, com a cara pintada de branco.
Como afirma o crítico Jean Claude Fignolé, “a lente de Alcala objetiva fez mais do que ver. Poetiza a realidade através da magia de uma estranha cumplicidade escalonada em graus de simpatia, que deixa abolida a distância entre curiosidade e conivência. As imagens falam. Contam. Significam. Concretizam-se nos rostos por uma adequação entre a arte e a realidade, emoções sempre próximas ao êxtase. A alegria se veste de voluptuosidade e se sublima com força imaterial. Cada emoção captada, reproduzida em sua essência, se parece curiosamente à expressão dada pela câmera; se objetiva, se torna sensação paralisada em diferentes posturas para a eternidade”.

SOBRE OS ARTISTAS
Marcelo Reis
Vive e trabalha em Salvador. É fotógrafo, jornalista, professor de fotografia. Coordena a Casa da Photographia desde 1997. Obteve reconhecimento nacional, com o lançamento de vários projetos com o apoio da iniciativa privada que incluem eventos mensais com fotógrafos locais, nacionais e estrangeiros, a exemplo de Mário Cravo Neto e Walter Firmo, o fotógrafo da revista National Geográfico Devis Alan Havey e o curador da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Diógenes Moura.
Como fotógrafo, começou a expor profissionalmente em 97, na Galeria Esteio, na Vila de Sitio Novo, em Catu/ Ba. Já expôs em diversas galerias, museus e salas de artes em Salvador e no Brasil, além dos espaços culturais Caixa Cultural do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Brasília. Desde o ano de 1999, está com o projeto RITOS POPULARES que segue uma linha Estética/ Documental sobre os Movimentos Populares Brasileiros. É membro da Associação de Artes Visuais da Bahia, produtor cultural, professor, curador, diretor do A GOSTO (festival Nacional de Fotografia com uma série de eventos totalizando 30 dias de atividade durante o mês de agosto com mostras debates, leituras de portfólios e oficinas), coordenador do Projeto CAMERALATA, editor da revista NUOLHAR, colunista, escreve textos críticos sobre fotografia para diversas exposições fotográficas.
É produtor cultural desde 1999 e atua em inúmeros projetos como: “Quartas da Casa”, produção do ciclo de palestras sobre fotografia e cinema na Biblioteca Central em Salvador na Bahia; “Feira de Arte Fotográfica” e administração todo 1º domingo do mês no Terreiro de Jesus Pelourinho, Salvador, BA; “Mês Internacional da Fotografia – BAHIA”, organizando exposições que ocorrem no Teatro Jorge Amado, Teatro XVIII, Photo Store e sede da Coelba “Falando de Foto”, etc.
Luis Alcalá del Olmo
Começou sua carreira trabalhando como fotógrafo independente em diversas Agências Internacionais de notícias na América do Sul e Caribe. Antes de começar a trabalhar em tempo integral com fotojornalismo, sua carreira como repórter gráfico começou com vários projetos fotográficos na área de antropologia visual de comunidades na África Sub-sahariana. Em seus quinze anos de carreira como fotojornalista, documentou numerosos acontecimentos políticos, culturais e desportivos, foi responsável pela transmissão de imagens para agências e jornais da América Latina. Foi, ainda, coordenador e produtor de reportagens especiais nos últimos dez anos para o jornal Primera Hora, em San Juan , Porto Rico.

O PROGRAMA EDUCATIVO
Por ocasião do evento e dando prosseguimento ao seu PROGRAMA EDUCATIVO, o Espaço Cultural Contemporâneo – ECCO, em parceria com a Secretaria de Educação do GDF, realiza um evento especial para educadores, professores, Coordenadores Pedagógicos e Diretores de Escolas Públicas e Particulares. Será o XVI Encontro Técnico do Programa Educativo (curso de capacitação para educadores). O tema será DIVERSIDADE E CULTURA NEGRA - ARTE: HISTÓRIA E SOCIOLOGIA, ligado ao conteúdo das exposições e relacionado aos 120 anos da abolição no Brasil. Serão tratados temas transversais tais como: educação cívica e patrimonial, diversidade e abordadas disciplinas como: artes, geografia, filosofia, sociologia, história e literatura, matérias inclusas nos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN’s. Será concebido, ainda, material didático específico para atender aos educadores, oferecendo subsídios para o trabalho em sala de aula, desenvolvido pelo professor Nelson Inocêncio, do IDA/UnB.
Os textos para análise e reflexão serão complementados por documentos iconográficos e históricos, além de exercícios que promovam a aprendizagem e favoreçam a interdisciplinaridade proposta para os currículos oficiais. O programa educacional conta também com visitas guiadas e trabalhos em oficina educativa para alunos. É dirigido para escolas de ensino médio e fundamental, públicas e privadas, e estudantes universitários.
O evento acontece quarta-feira, dia 02 de julho de 2008, com opções de horário matutino ou vespertino (9h à 12h30 e das 14h às 17h30). As inscrições são gratuitas, bem como material impresso aos participantes. Vagas limitadas e possibilidade de certificação!

SERVIÇO:
Exposições:
“Cidade Visível” (Galeria I)
“Os Espíritos na Terra” (Galeria II)
Abertura para convidados – terça-feira, 1º de julho de 2008, às 20h - Visita guiada, às 19h30
Programa Educativo - Encontro Técnico para educadores, na quarta-feira, 2 de julho, a partir das 9h.
Inscrições e agendamento de visitas: 61.33272027 ramais 29 ou 31.
Visitação : Até 24 de agosto de 2008, terça a domingo das 9h às 19h

LOCAL
Espaço Cultural Contemporâneo - ECCO
SCN Quadra 3 Lote 5 (ao lado da concessionária JORLAN, entre o Liberty Mall e o Edifício VARIG)
Site: HYPERLINK "http://www.eccobrasilia.com.br" www.eccobrasilia.com.br

MAIS INFORMAÇÕES
Direção Geral do ECCO
Karla Osorio Netto: 33676303 / 99412103 HYPERLINK "mailto:karla.osorio@arte21brasilia.com.br" karla.osorio@arte21brasilia.com.br
Produção ECCO:
Gisele Peixoto 33272027 r. 22 / 61. 81154839 / HYPERLINK "mailto:prod.3@arte21brasilia.com.br" prod.3@arte21brasilia.com.br
Juana Miranda:33272027 r.25 / 61. 84289999 / HYPERLINK "mailto:ecco@eccobrasilia.com.br" ecco@eccobrasilia.com.br
Curadoria
Cidade Visível, Silvia Nonatas: 71. 9177 6339 / 71. 3495 8901/ HYPERLINK "mailto:nonatas@uol.com.br" nonatas@uol.com.br
Os Espíritos na Terra, Jean Claude Fignolé

PROGRAMA EDUCACIONAL
Agendamento de visitas guiadas e trabalhos em oficina.
Luciana Borges HYPERLINK "mailto:educativo@eccobrasilia.com.br" educativo@ECCObrasilia.com.br Tel:. 33272027 ou 2025 r. 29 ou 31 99642103

FICHA TÉCNICA
REALIZAÇÃO Fundação Athos Bulcão e ECCO
APOIO INSTITUCIONAL Lei de Incentivo à Cultura-Minc, GDF, Secretaria de Estado de Educação do D, Casa da Photographia, Studio Digital, ABDV, Agência Click e UNICEF
APOIO Fundação Cultural Palmares, Minc e Gov. Federal
PRODUÇÃO ARTE 21

SCN Quadra 03 Bloco C Loja 05
70713 000 Brasília – DF Tel. 61 33272027
www.eccobrasilia.com.br

domingo, 29 de junho de 2008

Seminário sobre responsabilidade ética e social da universidade e a população negra - PB



(Clique nas imagens para ampliá-las)

Seminário "Do dia 14 de maio à atualidade, onde está a nossa liberdade?" - BA

Este evento pretende promover discussões sobre a liberdade conferida no século XIX aos africanos e afro-brasileiros escravizados no Brasil, a fim de ressignificá-la.

De acordo com os estudos realizados pelo NEAFROUNEBSSA, pudemos concluir que as Leis do Ventre Livre, Sexagenário, Áurea, entre outras, não concederam de fato, a liberdade dos povos escravizados, uma vez que os deixava a margem da sociedade, sem condições psicológicas e econômicas para se desenvolver como cidadãos. Traçando pesquisas a cerca das conquistas dos africanos e afro-brasileiros na sociedade ao longo dos séculos XX e XXI, foi possível constatar inúmeras realizações, as quais denominamos de pratica de liberdade.

Diante disso criamos “Do dia 14 de maio a atualidade, onde está nossa liberdade? – Discussões sobre a abolição da escravatura” que vai problematizar a suposta liberdade conferida e apesar das adversidades as práticas que promoveram a real liberdade destes povos e achamos fundamental realizá-lo na UNEB, universidade pioneira na implantação do sistema de cotas para estudantes afro-brasileiros.

12.07.2008 (Sábado)

- 8:00 – 8:20 – Credenciamento

-8:20 – 8:30 – Abertura do evento com Coordenador do Programa AFROUNEB Prof. Dr. Wilson Mattos

- 8:30 – Religião – Zezé Olukemi

“A importância das religiões de Matriz Africana para a formação da identidade e resistência do povo negro no Brasil.”

- 9:10 – Política – Dyane Reis

"Políticas de Ações Afirmativas e Estratégias de Permanência no Ensino Superior"

- 9:50 - Ciências Exatas Edcarlos Costa

“A importância da construção ética e étnica na formação de profissionais de Engenharia como difusão da lei 11.645/08”

-10:30- Discussões

- 12:00 - Almoço

- 14:00 – Literatura – Ana Célia Silva

- 14:40 – Educação – Otto

Trajetória educacional do negro pós-abolição: "nós estamos por nossa própria conta"

- 15:20 - Artes – Marcos Costa

“O graffiti soteropolitano na contemporaneidade”

-16:00- Discussões

- 17:30Evento Cultural

Sarau de Poesia

RBF (Rapaziada da Baixa Fria)

Opanijé

Conceito Negro

Entrega de Certificados


INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES

- TELEFONES:

88250897 / 88754413 / 87419786

- E-MAIL:

neafrouneb@gmail.com

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Luiz Gama : 178 anos do nascimento do precursor do abolicionismo no Brasil

No dia 21 de junho de 1830 nascia Luiz Gama, intelectual autodidata, cuja vida foi quase que integralmente dedicada à luta pela emancipação do povo negro

23 de junho de 2008

Copista, advogado, jornalista, poeta, abolicionista e revolucionário Luiz Gonzaga Pinto da Gama foi uma das personalidades brasileiras mais ativas de nossa história. Intelectual autodidata foi um fervoroso abolicionista e um efêmero poeta que ainda continua injustamente banido dos círculos acadêmicos reacionários.


Luiz Gama nasceu na capital baiana em 21 de junho de 1830. A mãe foi a negra livre revolucionária abolicionista, Luíza Mahin, que participou do levante dos escravos baianos, conhecido como Revolta dos Malês, em 1935, e também da Sabinada em 1937. O pai, fidalgo de família tradicional baiana, o vendeu a troco de uma dívida de jogo aos dez anos de idade, quando foi comprado em um leilão por Antônio Pereira Cardoso, segundo-tenente do exército imperial, e foi viver em um cativeiro em Lorena, interior de São Paulo. Em 1847, o hóspede do seu senhor, Antônio Rodrigues do Prado Júnior o alfabetizou. Aos dezoito anos fugiu do cativeiro e foi para São Paulo.

Autodidata

No mesmo ano se alistou na Força Pública da Província ou Corpo de Força da Linha de São Paulo, criada em 1820 e composta do Corpo de Pedestres e da Companhia de Caçadores que reuniam os praças da guarda policial que tinham como objetivo dar suporte para a Província de São Paulo evitando as rebeliões, muito freqüentes na época, que se dirigiam contra as Cortes Portuguesas.

À época ainda fazia trabalhos de copista para o escritório do escrivão major Benedito Antônio Coelho Neto e também como ordenança (soldado particular) do gabinete do Conselheiro Furtado de Mendonça, o contato com a biblioteca do escritório do Conselheiro despertou o interesse pela carreira jurídica no poeta.

Em 1850 casou-se com Claudina Sampaio e começou a freqüentar, como ouvinte, as aulas do Curso de Direito da Faculdade Largo São Francisco, mas foi estimulado pela indolência dos professores e colegas a abandonar o curso antes de concluí-lo.

Foi expulso da Força Pública, em 1856, por má conduta e rebeldia, pois não acatava as ordens de seus superiores, por isso ficou preso trinta e nove dias e depois foi trabalhar como amanuense da Secretaria de Polícia, onde era o responsável pela correspondência e por copiar e registrar documentos.

Em 1869 foi demitido do cargo por apresentar uma posição de defesa dos direitos dos escravos.

Imprensa progressista

Dispensado do serviço público Luiz Gama passou a se dedicar com maior afinco a colaborar com diversos jornais periódicos. Ele havia fundado em 1864 o jornal satírico “Diabo Coxo”, que tinha as ilustrações do italiano Ângelo Agostini, considerado um marco no segmento da imprensa humorística de São Paulo. Colaborou ainda com os jornais “Ipiranga”, “Coroaci”, ”O Polichinelo” e “Cabrião”. Seu maior feito no campo jornalístico foi a fundação, juntamente com o republicano Rui Barbosa, do jornal “Radical Paulistano”, em 1869.

De afiliação partidária republicana, Luiz Gama, que chegou a ser um dos fundadores do Partido Republicano Paulista na cidade de Itu, em 1873, defendia, em todos esses jornais, uma posição claramente a favor da causa dos escravos, dizendo que a escravidão era um fator de degradação da sociedade e do ser humano,.tornando-se assim um importante precursor do movimento abolicionista no Brasil.

Advogado abolicionista

O que aprendeu no Largo São Francisco fez com que o autor trabalhasse como rábula do fórum de São Paulo, destacando-se na defesa de causas a favor dos negros escravizados. A sua defesa pelos escravos foi excepcional, através da sua condição de rábula tentava provar que os negros estavam sendo escravizados contra a lei, pois tinham entrado no Brasil após a proibição do tráfico negreiro, promulgada em 1850. Causou grande polêmica ao defender que o assassinato dos proprietários pelos escravos era um ato de legítima defesa.

Financiou alforrias condicionais e também ajudou os escravos que mesmo podendo pagar pela carta de alforria eram impedidos, por seus senhores, de se libertarem. Ajudou na libertação legal de mais de 500 escravos foragidos. Foi também líder da Mocidade Abolicionista e Republicana em 1880.

Revolucionário

Não foi apenas através de medidas legais, imprensa e judiciário, que Luiz Gama lutou pelos negros. Ele foi o inspirador de um dos movimentos revolucionários mais importantes do século XIX; a luta dos Caifazes, negros organizados por Antônio Bento que sublevaram-se contra o regime imperial obrigando-o a emancipar os negros.
Os Caifazes foram seguidores diretos de Luiz Gama que fundou, a partir de 1880, sociedades secretas que auxiliavam os negros a se organizarem para fugirem das fazendas.

Poeta banido da literatura

Luiz Gama apesar de ter publicado um único livro de poesias em toda a sua vida é considerado um dos grandes poetas brasileiros que recebeu a influência de escritores como Faustino Xavier de Novaes e Gregório de Matos. No livro “Trovas Burlescas” que pode ser considerado da segunda geração romântica de poetas brasileiros, apesar de sua poesia ser antagônica a dessa geração. Nesse livro é possível constatar um poeta que não se dedicou a descrever a si próprio, mas que tinha uma visão crítica e satírica da sociedade de sua época.

Sua morte se deu em 24 de agosto de 1882, e o que era para ser um simples sepultamento transformou-se, segundo a descrição do escritor Raul Pompéia, em “um ato público que celebrou a importância de Luiz Gama no movimento abolicionista brasileiro”.

A vida de Luiz Gama, um intelectual autodidata, foi quase que integralmente dedicada à luta pela emancipação do povo negro, o que de imediato já mereceria um reconhecimento público, mas o que a historiografia e a história da literatura burguesa fizeram foi desprezar e ignorar a grande figura do revolucionário abolicionista e poeta, imagem que jamais poderia passar despercebida.

fonte: www.pco.org.br

quarta-feira, 18 de junho de 2008

I Oficina de Trabalho para participação Social, Ouvidoria e População Negra no Estado de São Paulo - SP

Nos próximos dia 03 e 04 de julho, 2008 a Secretaria de Estado da Saúde, realizará a
"I Oficina de Trabalho para participação Social, Ouvidoria e População Negra no Estado de São Paulo".
Esta oficina contará com a presença de 460 pessoas sendo 70 representantes do movimento negro, e terá como objeto principal a qualificação da participação social na gestão do Sistema Único de Saúde-SUS, a partir da avaliação de diferentes mecanismos de participação popular nos processos de gestão do SUS, garantindo sua consolidação enquanto conquista, para possibilitar resultados expressivos e duradouros.

A oficina "Saúde da População Negra" terá como objetivo discutir com a sociedade civil (mov. mulheres negras, juventude negra, ONGs negras, lideranças religiosas, mov. negro, dentre outros), a Lei 8080; a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População Negra; a Saúde da População Negra no Plano Estadual de Saúde, no Termo de Compromisso e no Plano Operativo Anual; Estratégias de implantação da PNSPN em nível municipal e regional.

A idéia é que você representante da Sociedade Civil (mov. mulheres negras, juventude negra, ONGs negras, lideranças religiosas, mov. negro, dentre outros), tenha informações dos princípios do SUS, de como a Política de Atenção Integral à Saúde da População Negra se insere no SUS. Desejamos que futuramente você seja um Conselheiro de Saúde de seu bairro, município, região de saúde ou do estado de São Paulo.

Como se inscrever - você pode se inscrever no Departamento Regional de Saúde (DRS) de sua região.
Veja na planilha em anexo, qual é o seu município e o telefone para se inscrever. As inscrições serão realizadas pelos articuladores dos Departamentos Regionais de Saúde.

Salientamos que está indicação deverá ser formalizada junto ao Conselho Estadual de Saúde de São Paulo até dia 20/06/2008.


IV Encontro Nacional de Técnicos Administrativos em Educação Negras e Negros Militantes Anti-racismo das Universidades Brasileiras - DF



19 a 21 de Junho de 2008
Auditório do Aracoara Hotel – SHN Q. 5 – Brasília/DF

Programação

ü DIA 19/06

08h30min - Ato Ecumênico

09h - Abertura

Convidados: FASUBRA, MEC, SEPPIR, ANDIFES, CNCDR/CUT, ANDES, UNE

10h30min

11h às 12h30min Intervalo

Conferência Magna “Brasil Mostra sua Cara”

Ministro Edson Santos SEPPIR ou André Lazaro SECAD-MEC (a confirmar)

12h30min às 14h Almoço

ü DIA 19/06

14h - Política de Ações Afirmativa no Brasil e no Mundo

Prof. Jose Jorge - UnB

16h as16h15mim Intervalo

16h15min às 18h Debate

19h Atividades Culturais

ü DIA 20/06/08

09h - “Movimento Negro e o Movimento Sindical” “Aliado ou Parceiro”

Debatedores: UNEGRO, MNU, CNCDR/CUT

10h30min às 10h45min Intervalo

10h45min às 12h30min Debate

12h30min às 14h Almoço

ü DIA 20/06/08

14h - Estratégias de implementação das Cotas (acesso e permanência) nas Universidades Brasileiras

FASUBRA, ANDES, UNE, ANDIFES, MEC

16h às 16h15min intervalo

16h15min às 18h Debate

19h Atividades Culturais

ü 21/06/08

09h - Grupos de Trabalho Tema “Táticas e Ações da Fasubra Sindical no combate a Discriminação na IES”

Objetivo: Socialização e troca de experiências nos sindicatos, propostas de ações política para Fasubra e seus sindicatos de base.

12h30min às 14h Almoço

ü 21/06/08

14h - Plenária Final

Encaminhamentos do Encontro

18h - Ato de Encerramento

19h - Confraternização Final

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Biblioteca Abdias do Nascimento promove cursos - BA

Biblioteca Abdias do Nascimento – Espaço BNB de Incentivo à Cultura

Promovem os seguintes Cursos:
Língua Yorubá;
Toques de Atabaques (Ketu, Jeje e Angola);
Violão;
Português e Matemática (para concursos/vestibula r);
Dança Afro;
Dança de Rua;
Percussão.

Investimento:
Matrícula: R$ 15,00
Mensalidade: R$ 15,00
(exceto para o curso de Língua Yorubá, cuja mensalidade é de R$ 20,00.)As inscrições serão realizadas na sede da biblioteca
no período de 02 à 30 de junho de 2008 ou mediante preenchimento de ficha de inscrição em anexo e envio por e-mail para
iya_ccan@yahoo. com.br. As aulas terão início no mês de julho de 2008.

Biblioteca Abdias do Nascimento
Espaço BNB de Incentivo à Cultura
Av. Suburbana, s/n, 1º andar, Escada
(ao lado do extinto almoxarifado do BANEB)
Tel.:(71)8764- 7967 / 8742-1045
iya_ccan@yahoo. com.br

IX Congresso da Associação Latino-Americana de Estudos Africanos e Asiáticos do Brasil - RJ

Tema:

"Sociedade Civil Global: Encontros e Confrontos"

Rio de Janeiro - 25, 26 e 27 de setembro de 2008

www.aladaab.com.br

Estão abertas as inscrições, até 30 de junho, para participação no Congresso.

Gostaríamos de convidar para que se inscrevam em Nosso GT:

PENSAMENTO AFRO-LATINO AMERICANO DE LIDERANÇAS EM DIÁSPORA

Coordenação: Joselina da Silva (Joselinajo@yahoo.com.br)

- Professora Adjunta da Universidade Federal do Ceará/ Campus Cariri (UFC)

- Coordenadora do N’BLAC (Núcleo Brasileiro, Latino Americano e Caribenho de Estudos em Relações Raciais, Gênero e Movimentos Sociais).

Resumo: Buscamos articular pesquisas acerca do legado produzido dentro e fora dos espaços acadêmicos, em diferentes momentos sócio-históricos, por figuras e/ou grupos exponenciais, da constituição do pensamento afro-latino americano, demarcadoras de um fazer sócio - político e cultural. Desejamos promover a reflexão acadêmica sobre o Pensamento afro-latino americano e suas Representações e ressignificações identitárias de lideranças em diáspora.

Inscrição de trabalhos:

Período de inscrição de 27/05 a 30/06 de 2008. Nesse período o(a) pesquisador(a) deverá encaminhar sua colaboração científica individual (ou em co-autoria), com título do trabalho, resumo (até 900 caracteres, com aproximadamente 10 linhas) e resumo expandido (de até 8.400 caracteres, com espaço de aproximadamente duas páginas), ao coordenador do GT em questão (Joselinajo@yahoo.com.br) . Ao coordenador caberá a seleção dos trabalhos que irão compor cada GT.

Os resumos devem conter: nomes completos dos autores, título, identificação institucional (universidade, instituto de pesquisa) e e-mail dos autores.

Caso a proposta seja aprovada, o(a) pesquisador(a) deverá concluir sua inscrição, efetuando o pagamento até 30/06, e compromete-se a encaminhar para a ALADAA-B (ceaa@candidomendes.edu.br), até o dia 10/08, a íntegra de seu trabalho.

Maiores informações : www.aladaab.com.br

A coordenação do congresso informa que somente serão aceitas colaborações de pesquisadores que tenham preenchido a ficha de inscrição pelo site do evento (www.aladaab.com.br)

I Encontro de Educação Básica sobre a Aplicação da Lei 10.639/03 - SP

(Clique na imagem para ampliá-la)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Juliano Moreira: um psiquiatra negro frente ao racismo científico (Ana Maria Galdini Raimundo Oda e Paulo Dalgalarrondo)

(Artigo retirado da Revista Brasileira de Psiquiatria, vol.22, n.4, São Paulo, Dec. 2000)
Juliano Moreira (1873-1933), baiano de Salvador, é freqüentemente designado como fundador da disciplina psiquiátrica no Brasil. Sua biografia justifica tal eleição: mestiço (mulato), de família pobre, extremamente precoce, ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia aos 13 anos, graduando-se aos 18 anos (1891), com a tese 'Sífilis maligna precoce'. Cinco anos depois, era professor substituto da seção de doenças nervosas e mentais da mesma escola. De 1895 a 1902, freqüentou cursos sobre doenças mentais e visitou muitos asilos na Europa (Alemanha, Inglaterra, França, Itália e Escócia).(1)
De 1903 a 1930, no Rio de Janeiro, dirigiu o Hospício Nacional de Alienados. Neste, embora não fosse professor da Faculdade de Medicina do Rio, recebia internos para o ensino de psiquiatria. Aglutinou ao seu redor médicos que viriam a ser, eles também, organizadores ou fundadores na medicina brasileira, de diversas especialidades: neurologia, psiquiatria, clínica médica, patologia clínica, anatomia patológica, pediatria e medicina legal, tais como Afrânio Peixoto, Antonio Austragésilo, Franco da Rocha, Ulisses Viana, Henrique Roxo, Fernandes Figueira, Miguel Pereira, Gustavo Riedel e Heitor Carrilho, entre outros.(2)
Um aspecto marcante na obra de Juliano Moreira foi sua explícita discordância quanto à atribuição da degeneração do povo brasileiro à mestiçagem, especialmente a uma suposta contribuição negativa dos negros na miscigenação. A posição de Moreira era minoritária entre os médicos, na primeira década do século XX, época em que ele mais diretamente se referiu a esta divergência, polemizando com o médico maranhense Raimundo Nina Rodrigues (1862-1906). Também desafiava outro pressuposto comum à época, de que existiriam doenças mentais próprias dos climas tropicais.(3)(4)
Convém ressaltar que a teoria da degenerescência nunca seria colocada em questão por Moreira, mas apenas os seus fatores causais. Para ele, na luta contra as degenerações nervosas e mentais, os inimigos a combater seriam o alcoolismo, a sífilis, as verminoses, as condições sanitárias e educacionais adversas, enfim; o trabalho de higienização mental dos povos, disse ele, não deveria ser afetado por 'ridículos preconceitos de cores ou castas (...)'.(4)
Em seu discurso de posse, ao ser aprovado no concurso para professor da Faculdade de Medicina da Bahia, em maio de 1896, Moreira descreveu de forma tão elegante quanto contundente o que parece ser sua experiência pessoal com relação ao marcante preconceito de cor na sociedade brasileira de então. Endereçando-se '(...) a quem se arreceie de que a pigmentação seja nuvem capaz de marear o brilho desta faculdade (...)', disse: 'Subir sem outro bordão que não seja a abnegação ao trabalho, eis o que há de mais escabroso. (...) Em dias de mais luz e hombridade o embaçamento externo deixará de vir à linha de conta. Ver-se-á, então que só o vício, a subserviência e a ignorância são que tisnam a pasta humana quando a ela se misturam (...). A incúria e o desmazelo que petrificam (...) dão àquela massa humana aquele outro negror (...)(2) (págs.17-18).
Resumidamente, pode-se dizer que, de meados do século XIX até cerca de 1910, o país se definia prioritariamente pela raça, isto é, as discussões sobre o caráter nacional e o futuro da nação passavam pela solução dos problemas atribuídos à miscigenação do povo brasileiro. A partir da década de 1910, e especialmente após o fim da Primeira Guerra Mundial, o movimento pelo saneamento rural do Brasil ganhou força, e se deslocou o foco para a doença ou as doenças dos brasileiros. Um Brasil desconhecido seria revelado a partir de expedições de órgãos do governo, como as de Cândido Rondon, do Mato Grosso ao Amazonas, em 1907 e 1908, e as expedições científicas de Oswaldo Cruz. A famosíssima frase do médico Miguel Pereira, 'O Brasil é um imenso hospital', dita em 1916, marcou o início deste movimento. A exprobração à mestiçagem e ao nosso clima tropical cedeu lugar à condenação ao governo por abandonar as populações interioranas; seu atraso passou a ser atribuído ao isolamento geográfico e às infestações por doenças parasitárias, especialmente ancilostomose e doença de Chagas. Ao mesmo tempo, intensas campanhas sanitárias eram coordenadas por Oswaldo Cruz, contra a febre amarela e contra a varíola, doenças que espantavam muitos visitantes e imigrantes do Brasil. A doença tornou-se a chave para a identificação do Brasil, a higienização sua possibilidade de redenção.(5) A ciência, mais especificamente a medicina, tendeu, então, a se auto-representar como norteadora do processo de definição da nacionalidade e da modernização do país.(6) O contexto político e cultural de sua época deve ser considerado quando se analisa a obra e a atuação de Juliano Moreira. Ele alinhou-se às correntes que então representavam a modernização teórica da psiquiatria e da prática asilar. Demonstrou isto em sua filiação à escola psicopatológica alemã ¾ foi divulgador da obra de Kraepelin ¾ e nas mudanças que introduziu quando assumiu o Hospício Nacional de Alienados.
Como ele mesmo descreveu, foram estas as mudanças: instalação de laboratórios de anatomia patológica e de bioquímica no hospital; remodelação do corpo clínico, com entrada de psiquiatras/neurologistas e outros especialistas (de clínica médica, pediatria, oftalmologia, ginecologia e odontologia); a abolição do uso de coletes e camisas de força; a retirada de grades de ferro das janelas; a preocupação com a formação dos enfermeiros; o grande cuidado com os registros administrativos, estatísticos e clínicos, entre outros. Sua atuação institucional incluiu a organização da 'Assistência aos Alienados', mais tarde Serviço Nacional de Assistência aos Psicopatas, tendo redigido, em 1903, uma proposta de reforma do Hospício Nacional e insistido junto ao governo para a aprovação da legislação federal de assistência aos alienados, promulgada em 22/12/1903.(7)(8)
Sua extensa obra escrita abrangeu várias áreas de interesse; inicialmente, publicou estudos nas áreas de sifiligrafia, dermatologia, infectologia e anatomia patológica. A seguir, concentrou-se cada vez mais nas doenças nervosas e mentais, em descrições clínicas e terapêuticas, escreveu sobre modelos assistenciais e sobre a legislação referente aos alienados, discutiu a nosografia psiquiátrica e estudou as histórias da medicina e da assistência psiquiátrica no Brasil. Tinha especial interesse pela então chamada 'psiquiatria comparada', ou seja, as manifestações das doenças mentais em culturas diversas, como atesta a sua correspondência com Emil Kraepelin.(9)
Seu espírito aberto e inquieto não ignorou a psicanálise; tendo domínio do alemão, conhecia as obras de Freud e tinha uma avaliação crítica delas. Numa resenha em que elogiou o livro de Franco da Rocha, 'O pansexualismo na doutrina de Freud' (1920), referiu que a Sociedade Brasileira de Neurologia vinha promovendo palestras de divulgação da psicanálise e comentou, com sua ironia peculiar, que esta era pouco conhecida no país porque 'No Brasil, em geral os colegas, em obediência à lei do menor esforço, aguardam que as idéias e as doutrinas passem primeiro pelo filtro francês para que nos dignemos a olhá-las contra a luz (...)'.(10)
Ao longo de toda sua vida, participou de muitos congressos médicos e representou o Brasil no exterior, na Europa e no Japão. Foi membro de diversas sociedades médicas e antropológicas internacionais; fundou, em colaboração com outros médicos, os periódicos Arquivos Brasileiros de Psiquiatria, Neurologia e Medicina Legal (1905), Arquivos Brasileiros de Medicina (1911) e Arquivos do Manicômio Judiciário do Rio de Janeiro (1930) e a Sociedade Brasileira de Psiquiatria, Neurologia e Medicina Legal (1907). Finalizando, para melhor entender a atuação de Juliano Moreira deve-se recordar que, nas primeiras décadas do século XX, a medicina brasileira acreditava ser capaz de dirigir o processo de modernização e sanitarização do país. Assim também cria Juliano Moreira e sua atuação foi coerente com esta visão; para ele, o principal papel da psiquiatria estava na profilaxia, na promoção da higiene mental e da eugenia. Em que pese o caráter francamente intervencionista deste projeto médico, não se pode negar o brilhantismo, a coragem e a originalidade deste fundador da psiquiatria brasileira.

Ana Maria Galdini, Raimundo Oda e Paulo Dalgalarrondo
Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp

Referências:
1. Carvalhal LA. Loucura e Sociedade: o pensamento de Juliano Moreira (1903-1930) [monografia de bacharelado em História]. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro; 1997.
2. Passos A. Juliano Moreira (vida e obra). Rio de Janeiro: Livraria São José; 1975.
3. Moreira J, Peixoto A. Les maladies mentales dans le climats tropicaux. Arq Bras Psiquiatr Neurol Ciênc Afins 1906;II(1):222-41.
4. Moreira J. A luta contra as degenerações nervosas e mentais no Brasil (comunicação apresentada no Congresso Nacional dos Práticos). Brasil Médico 1922;II:225-6.
5. Lima NT, Hochman G. Condenado pela raça, absolvido pela medicina: o Brasil descoberto pelo movimento sanitarista da primeira república. In: Maio MC, Santos RV, organizadores. Raça, Ciência e Sociedade. Rio de Janeiro: Fiocruz; 1996. p.23-40.
6. Schwarcz LM. O espetáculo da miscigenação. In: O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil, 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras; 1993. p.11-22.
7. Moreira J. Notícia sobre a evolução da assistência a alienados no Brasil (1905b). Arq Bras Neuri Psiquiatr 1955; edição especial.
8. Arquivos do Manicômio Judiciário do Rio De Janeiro ¾ Professor Juliano Moreira. Arq do Manicômio Judiciário do Rio de Janeiro 1933;IV(1-2):3-20.
9. Dalgalarrondo P. Cartas de Juliano Moreira a Emil Kraepelin. In: Civilização e Loucura: Uma Introdução à História da Etnopsiquiatria. São Paulo: Lemos; 1996. p.117-24.
10. Moreira J. Resenha de O pansexualismo na doutrina de Freud, de Franco da Rocha. Brasil Médico 1920;XXIII (6):365-6.

© 2008 Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP)Rua Pedro de Toledo, 967 - casa 104039-032 São Paulo SP BrazilTel.: +55 11 5081-6799Fax: +55 11 5579-6210

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Peça "Um caso de língua" - BA

Evento: Um Caso de Língua
Data: 5/6/2008 a 15/6/2008
Local: Theatro XVIII
Endereço: R. Frei Vicente, 18
Horário: 20h
Valor: R$ 4,00
Mais Informações: bilheteria do Theatro: tel: 33220018

A reinvenção da língua: A peça Um Caso de Língua promete muito humor para falar do português usado no Brasil, onde a população fala cerca de 10 mil palavras de origem indígena diariamente sem se dar conta. O espetáculo que esteve em cartaz até 1º de Junho, no Teatro do SESI, reestréia, a partir de 05 de Junho no, Teatro XVIII, em curtíssima temporada: dias 5,6,7,8,12,13,14 e 15 de junho (quinta a domingo), às 20 horas, ingressos a R$ 4,00.

Um Caso de Língua é um espetáculo que, sem didatismos, alia divertimento e informação, mostrando um desenho dos diversos aspectos que forjaram o idioma nacional. É através da criação de tipos pitorescos e seus falares que o ator Urias Lima se colocou sob a direção de Carmem Paternostro para trazer ao público esse seu segundo trabalho solo. Sem perder o tom observador-mordaz sobre a diversidade da língua nacional, o ator faz desfilar diante do espectador inúmeros aspectos da riqueza prosódica do português falado no País. "Nossa língua é pluralista, vai além da comunicação, porque informa, agrega, identifica e socializa, sem equivalente em nenhum outro país de língua portuguesa", diz Urias que, também é autor do projeto ganhador do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2007.

O trabalho é fruto de mais de quatro anos de anotações, leituras e também de cuidadosa pesquisa sobre a origem da língua falada no País. O espetáculo faz um mosaico da formação do Português Brasileiro, a partir das influências de três matrizes lingüísticas: africana, portuguesa e tupi.

A peça usa como suporte a música "Língua", de Caetano Veloso, para ressaltar a importância deste valioso patrimônio cultural brasileiro que – segundo o ator – nos amalgama como Nação. A construção do discurso do espetáculo também se utiliza de textos de Luis de Camões e lingüistas brasileiros, a exemplo de Marcos Bagno, como também de fragmentos de artigos de Gero Camilo e Fabrício Carpinejar, colhidos em revistas de grande circulação. Com poemas de Vinicius de Morais e Carlos Drummond de Andrade, os textos são costurados por uma trilha sonora que vai de Aldir Blanc a Arnaldo Antunes e Racionais MCs.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Simpósio “Educação, Diversidade Cultural e Tolerância” (Anos Darwin 2008-2009) - BA

Data: 16/06/2008 de 08:30 a 19:00
Local: Salão Nobre da Reitoria da UFBA
Nome: Charbel Niño El-Hani
E-mail de contato: charbel.elhani@gmail.com
O simpósio está incluído na programação dos eventos comemorativos dos anos Darwin (2008-2009) no estado da Bahia, promovidos pelo Governo do Estado da Bahia, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), e pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), através dos Programas de Pós-Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA-UEFS) e em Ecologia e Biomonitoramento (UFBA). Nos anos de 2008 e 2009, serão comemorados os anos Darwin, com o intuito tanto de celebrar as contribuições deste importante naturalista inglês para o conhecimento científico e, em termos gerais, para a humanidade, quanto de divulgar idéias evolucionistas em face do crescente movimento anti-evolucionista em diversas partes do mundo. Em 2008, comemoram-se 150 anos da primeira divulgação da teoria da seleção natural, de Darwin e Wallace, que ocorreu em sessão da Sociedade Lineana, no ano de 1858. Em 2009, são comemorados 150 anos da publicação do trabalho seminal de Darwin, A Origem das Espécies (1859), e 200 anos do nascimento de Darwin, que ocorreu em 1809. Trata-se de uma excelente oportunidade para a melhoria da educação científica, tanto formal quanto não-formal, no que diz respeito ao pensamento evolutivo. Nosso país teve um papel importante na vida de Darwin, quando aportou o Beagle, por duas vezes, durante a circunavegação realizada pelo brigue inglês, nos anos de 1832 e 1836. Assim, os anos Darwin têm um significado especial para o Brasil, que teve papel relevante no processo formativo deste naturalista de importância fundamental na história da humanidade. É surpreendente como, diante deste rico legado, a passagem de Darwin pelo Brasil está pouco presente no ensino de Biologia em nosso país. Desse modo, os anos de 2008 e 2009 oferecem uma excelente oportunidade para mudar este estado de coisas, através de atividades de popularização e difusão da ciência que estejam voltados para estes episódios históricos, em particular, para aqueles que tiveram lugar no estado da Bahia. As iniciativas que ocorrerão ao longo dos anos Darwin incluem palestras, conferências, simpósios, encontros, atividades no contexto da educação básica e atividades de divulgação científica em conexão com pontos turísticos da cidade de Salvador.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Encontros Preliminares de Cultura Negra e Psicanálise - RJ

Dessa vez: Folclore, Mitos, Lendas e Identidade Nacional
Expositores:
Lara Pamplona (Professora do Instituto Luso-Brasileiro da Universidade de Colônia/Alemanha)
Januário Garcia (Fotógrafo, autor do livro 1980-2005: 25 anos de Movimento Negro);
Rodrigo Lyra (Psicanalista/Digaí-Maré)

Dia: 13 de junho, sexta-feira, às 19:00 horas
Local: IPDH, Av. Mem de Sá, nº 39, Arcos da Lapa (Espaço Abdias Nascimento)

Desde janeiro desse ano o Instituto Palmares de Direitos Humanos – IPDH, em parceria com o Instituto OCA e com o apoio da Associação DIGAÍ-MARE, vem realizando uma série de encontros preliminares para o I Seminário de Cultura Negra e Psicanálise: das caravelas e tumbeiros ao Hip-Hop, que se realizará do dia 31 de agosto ao dia 4 de setembro de 2008, no Espaço Abdias Nascimento, sede do IPDH, na Lapa.

Sob o enfoque de cultura negra e psicanálise, os temas tratados nos encontros preliminares anteriores foram: Tornar-se Negro (como referência, o pioneirismo da Dra. Neuza Santos Souza); Madame Satã (como referência de ícone da malandragem carioca, homossexual e negro); Cidadania e Singularidade (sobre as bases, os conflitos e as particularidades individuais e coletivas na cultura e na psicanálise); Hip- Hop, cidadania e cultura (sobre a experiência de jovens negros com o Hip-Hop, seu modo de intervenção social e seus ideais).

ERRATA - CEAO seleciona estudantes cotistas

No edital de seleção de estudantes cotistas, onde está escrito

"Os(as) estudantes receberão uma bolsa-auxílio no valor de R$ 200,00(duzentos reais) durante os 3(três) meses de vinculação ao projeto."

leia-se

"Os(as) estudantes receberão uma bolsa-auxílio no valor de R$ 300,00(trezentos reais) durante os 4(quatro) meses de vinculação ao projeto."

quinta-feira, 5 de junho de 2008

CEAO seleciona estudantes cotistas - BA

O CENTRO DE ESTUDOS AFRO-ORIENTAIS (CEAO-UFBA)

Seleciona estudantes de graduação para

PROJETO DE INCENTIVO À PERMANÊNCIA DE ESTUDANTES COTISTAS

Perfil requerido:
Estudantes de quaisquer cursos da UFBA que:
- ingressaram no 1º semestre de 2008;
- cursaram todo o nível médio e, pelo menos, 1(um) ano do nível fundamental em escola pública;
- possuem renda familiar, comprovada, de até 3(três) salários mínimos;
- tenham horário disponível para freqüentar os cursos à noite e aos sábados (manhã);

O Projeto:
Integrando o Programa de Ações Afirmativas da Universidade Federal da Bahia, este projeto visa apoiar a permanência de alunos(as) cotistas e de baixa renda na universidade através da oferta de cursos básicos de Inglês, Informática e Produção de Textos. Os(as) estudantes receberão uma bolsa-auxílio no valor de R$ 200,00 (duzentos reais) durante os 3(três) meses de vinculação ao projeto.

Inscrições:
- 04 a 13 de junho de 2008, das 9 às 12 horas (a partir de 09/06/08, também das 13 às 17 horas)

Documentos exigidos (cópias e originais):
- Histórico Escolar dos níveis médio e fundamental
- Comprovante de Matrícula na UFBA
- Comprovantes da renda familiar
- Boletim de Desempenho no Vestibular
- RG e CPF, do comprovante de residência
- Declaração de disponibilidade integral ao projeto
Seleção:
- Análise da documentação: 16 a 20 de junho de 2008
- Entrevista: 23 a 27 de junho de 2008

Resultado:
- 30 de junho de 2008

Início das Atividades:
- 1 de julho de 2008

CENTRO DE ESTUDOS AFRO-ORIENTAIS/CEAO
Praça General Inocêncio Galvão, 42, Largo 2 de Julho, Salvador/BA
Tel: 3322-8070 / 3322-6742
e-mail: permanencia.ceao@gmail.com

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Disque Racismo promove Seminário “Discriminação Racial no Mercado de Trabalho” - BA

Disque Racismo – Serviço de Assistência a Vítimas de Discriminação Racial

Convida você para o seminário

“Discriminação Racial no Mercado de Trabalho”

Local: Centro de Promoção da Igualdade Racial (sede do CDCN) – Rua Ribeiro dos Santos, nº. 42 (Rua do Paço – Pelourinho)
Data/ Hora: dia 06 de junho (sexta-feira), às 14 horas

A partir deste seminário, será reestruturada a campanha contra a Discriminação Racial no Mercado de Trabalho.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Lançamento de livro e oficina com Cidinha Silva - BA

Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor!

Entre crônicas e mini-contos, o novo livro de Cidinha da Silva nos leva para o conflituoso mundo humano que gira em torno da sexualidade, do amor e do corpo.

O lançamento do livro Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor! acontece no dia 12 de junho, quinta-feira, às 18hs na Fundação Pedro Calmon. Composto por 25 histórias curtas centradas em dois temas: o amor e a solidão, o livro é uma boa pedida de leitura ou presente para o Dia dos Namorados.
Pequenas histórias contadas por personagens femininas, que divagam sobre os relacionamentos amorosos, com uma acidez peculiar, mas também com gotas de lirismo e, em um ou outro texto, com humor. Relações aplacadas, inacabadas, conflituosas, são esquadrinhadas por Cidinha, que mais uma vez nos oferece a possibilidade de nos (re)visitar a partir da arquitetura que construímos nas moradias efêmeras do outro.
O lançamento em Salvador contará também com a realização da oficina “Literatura negra, caminhos de escritura e editoriais”. O objetivo desse trabalho é discutir a produção contemporânea de escritoras negras brasileiras, principais temas abordados nas obras, processo criativo e possibilidades editoriais adotadas por elas.

Prefaciado pela professora doutora Maria Nazareth Soares Fonseca, professora de Literatura da PUC Minas, apresentado, na orelha, pelo cineasta Jeferson De, e ilustrado sob a pena da artista Lia Maria, Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor! (Mazza Edições, Belo Horizonte, 2008) é timbrado pela ironia requintada, leveza e sonoridade, fazendo-nos nos lembrar, vez por outra, a sonoridade de alguns poetas africanos.

Com lançamento nacional iniciado em março, a escritora, Cidinha da Silva, já percorreu as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre..


Sobre a escritora
Nascida em Belo Horizonte, Cidinha da Silva é historiadora, diretora do Instituto Kuanza, escreve ensaios e histórias curtas. Publicou artigos relacionados à temática das relações de gênero e raciais e é autora dos livros Cada tridente em seu lugar (2006, 2ª edição), Ações afirmativas em educação: experiências brasileiras (2003, 3ª edição), entre outros.


O que: Coquetel de Lançamento do livro Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor!
Quando: 12 de junho – quinta-feira
18 horas
Onde: Fundação Pedro Calmon - Praça Thomé de Souza, Palácio Rio Branco,
Salvador-Ba
Contatos: ligiavillas@gmail.com ; janja.araujo@uol.com.br
(71)3241-4291 / (71) 9124-6771 / (71) 9609-0106
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O que: Oficina “Literatura negra, caminhos de escritura e editoriais”
Quando: 13 de junho – sexta-feira
10 horas
Onde: Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN) - Rua Ribeiro dos Santos, nº42, Carmo, Pelourinho.
Contatos: ligiavillas@gmail.com ; cidinha.tridente@ gmail.com
(71)3241-4291 / (71) 9124-6771 / (71) 9609-0106

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Lançamento do XVI Caderno de Educação do Ilê Aiyê - BA

ILÊ AIYÊ, O MAIS BELO DOS BELOS

A Associação Cultural Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê, tem o prazer de convidar V.Sa. para o lançamento do XVI Caderno de Educação do Ilê Aiyê – Candaces, Rainhas do Império Méroe, a ser realizado no dia 11/06/2008(quarta-feira), às 18:30h, na Senzala do Barro Preto - Rua do Curuzu, 228, Liberdade, Salvador-Ba.

domingo, 1 de junho de 2008

IX Congresso da Associação Latino Americana de Estudos Africanos e Asiáticos do Brasil - RJ


Objetivos:

Estimular a reflexão sobre a produção de conhecimento sistematizado de questões relacionadas com os estudos africanos, asiáticos e afro-brasileiros, além das relações internacionais do Brasil com a África, Ásia e América Latina, e demais partes do mundo globalizado; refletir sobre questões pedagógicas e processos deação de professores para o ensino de História da África no Brasil; Realizar um profícuo diálogo entre os diversos campos de saber, espaços, lugares e culturas.

Congresso tem ainda como objetivo, refletir sobre o conhecimento adquirido a respeito dos estudos africanos, asiáticos e afro-brasileiros no âmbito das ciências sociais e humanas; Aprofundar as análises sobre a didática e pedagogia dos estudos africanos no Brasil; Ampliar a compreensão das histórias, sociedades, culturas, economias, literaturas e relações internacionais do Brasil, da América Latina, da África e da Ásia entre os brasileiros.

Local:
Universidade Candido Mendes. Praça Pio X, 7. Candelária - Centro – Rio de Janeiro – RJ, CEP:20040-020
Abertura do evento será no Teatro João Theotônio
Rua da Assembléia, 10 Centro, Rio de Janeiro.