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CALENDÁRIO NEGRO – NOVEMBRO

1 – Circula no Rio de Janeiro, o primeiro número de "O Abolicionista", órgão da "Sociedade Contra a Escravidão" (1880)

1 – Fundação em Salvador (BA), do Bloco Afro Ilê Ayê, o mais antigo do Brasil (1974)
1 – Independência de Antígua e Barbuda (1985)

1 – Nasce Luís Lázaro Sacramento Ramos ou Lázaro Ramos, ator, apresentador, cineasta, diretor, roteirista e escritor, em Salvador, Bahia (1978)
2 – O presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan sanciona um projeto que torna a terceira segunda-feira de janeiro, feriado nacional em homenagem ao nascimento do líder negro Martin Luther King Jr. (1983)
3 – Nasce no bairro de Cascadura (RJ), o cientista Sebastião José de Oliveira, curador da Coleção Etimológica da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) (1918)
4 – Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Monsueto Campos Menezes - Monsueto de Menezes. (1924)
4 – Assembleia Nacional do MNU - Movimento Negro Unificado - realizada em Salvador (BA) declara 20 de Novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, Dia Nacional da Consciência Negra. (1975)

4 – Nasce em Cuba, o intelectual pan-africanista Carlos Moore (1942).
5 – O Governo sul-africano anuncia a libertação de um dos líderes históricos do Congresso Nacional Africano, Goban Mueke, condenado à prisão perpétua vinte e quatro anos antes. (1987)
6 – Decreto Imperial do Gabinete Zacarias de Góes, autoriza que seja dada gratuitamente liberdade para os escravizados que estiverem em condição de servir ao Exército (1866)
7 – Através de um projeto apresentado ao Senado pelo Marquês de Barbacena, é aprovada a Lei Diogo Feijó, primeira lei proibindo o tráfico de escravos. A Lei "Declara livres todos os escravos vindos de fora do Império, impõe penas aos importadores dos mesmos escravos. (1831)
7 – Carl Stokes de Cleveland e Richard Hatcher de Gary tornam-se os primeiros prefeitos negros das principais cidades dos Estados Unidos. (1967)
8 – São enforcados e esquartejados na cidade de Salvador (BA), os alfaiates João de Deus Nascimento e Manuel Faustino dos Santos Liro e os soldados, Lucas Dantas de Amorim Torres e Luís Gonzaga das Virgens, líderes da Revolta dos Alfaiates ou Conjuração Baiana. (1799)
8 – Nasce em Indianópolis (EUA), Marshall Walter Taylor, Major Taylor, o mais rápido corredor de bicicletas do mundo durante 12 anos. (1878)
8 – Mais de 100 sociólogos, pesquisadores e entidades negras encaminham manifesto ao IBGE exigindo a inclusão do item cor no recenseamento de 1980. (1979)
9 – Nos Estados Unidos, o lutador de boxe Evander Holyfield nocauteia o campeão Mike Tyson e iguala o recorde de Muhammed Ali, ao conquistar por três vezes o título mundial dos pesos pesados (1996)
10 – Início da Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro, com os primeiros confrontos entre o povo e a polícia. (1904)
10 – Tem início a primeira reunião da Convenção do Negro Brasileiro com a presença de vários Estados (1945)
10 – Nasce o cantor e compositor Abimael do Nascimento Álvares - Alvarese. (1917)
10 – O governo Médici proíbe em toda a imprensa notícias sobre índios, esquadrão da morte, guerrilha, movimento negro e discriminação racial / 1969
11 – Em menos de duas semanas após sua captura é executado na Virgínia (EUA) o escravizado Nat Turner, líder da Insurreição de Southampton. (1831)
11 – As forças do Governo, sob o comando de Caxias, conseguem destruir o Quilombo de Manuel Congo. (1838)
11 – Independência de Angola (1975)
11 – Independência do Zimbabwe, declarado Rodésia (1965)
12 – Nasce no Rio de Janeiro, o cantor e compositor Paulo César Batista de Faria - Paulinho da Viola, considerado um dos mais talentos compositores brasileiros. Autor de "Sinal Fechado", "Argumento", "Foi um Rio que Passou em Minha Vida", "Eu Canto um Samba", (1942)
12 – Nasce no bairro do Méier (RJ), o cantor e compositor João Baptista Nogueira Jr. - João Nogueira, autor, entre muitos sucessos de "Nó na Madeira" (João Nogueira e Eugênio Monteiro), "O Homem de um braço só", Sonho de Bamba", "Poder da Criação" ( João Nogueira e Paulo César Pinheiro). (1941)
13 – Madame Lilian Evanti, cantora de ópera, funda a Companhia Nacional de Ópera Negra nos Estados Unidos (1941)
13 – Nasce em Nova Iorque (EUA), a atriz Caryn Johnson - Whoopi Goldberg (1949)
13 – A Corte Suprema dos Estados Unidos decide que a segregação nos ônibus é inconstitucional (1956)

14 – Nasce em Salvador, Riachão, um dos maiores sambistas do país (1921)
15 – Nasce em Porto Alegre o compositor Antônio de Assis Republicano. (1897)
15 – Fundação no bairro de Neves, Niterói (RJ), por Zélio de Moraes, do primeiro Terreiro de Umbanda do Brasil (1908)
16 – A Constituição paraguaia ratifica a suspensão da escravidão (1870)
16 – Nasce nos Estados Unidos, W. C. Handy - "O Pai do Blues" (1873)

17 – Nasce em Pouso Alegre (MG) Mário Lúcio Duarte Costa, o goleiro Aranha (1980)
18 – Publicação no Diário Oficial do despacho de Rui Barbosa de 14/11/1890, ordenando a queima de livros e documentos referentes a escravidão no Brasil (1890)

18 – Nasce em Pelotas/RS, Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento, o repórter Tim Lopes, brutalmente assassinado por traficantes em 2002, na favela Vila Cruzeiro/RJ (1950)
19 – Nasce o ator Charles S. Gilpin. (1878)
19 – Nasce o jogador de futebol Domingos da Guia. (1912)
19 – O jogador de futebol Edson Arantes do Nascimento, Pelé marca o milésimo gol de sua carreira, na partida Vasco da Gama X Santos, realizada no Maracanã (1969)
19 – Nascimento de Paulo Lauro - primeiro prefeito negro de São Paulo, SP (1907)
19 – Lançamento do primeiro volume de Cadernos Negros (1978)
20 – Morre Zumbi dos Palmares. (1695)
20 – Dia Nacional da Consciência Negra
20 – Fundação do Memorial Zumbi, na Serra da Barriga, (AL). (1986)
20 – Realiza-se em Brasília (DF), o primeiro Encontro Nacional das Comunidades Remanescentes de Quilombos. (1995)
20 – O Presidente da República Fernando Henrique Cardoso sanciona a Lei nº 9.315, de autoria da Senadora Benedita da Silva, incluindo Zumbi dos Palmares na galeria dos heróis nacionais. (1996)
20 – O grupo gaúcho Palmares declara o 20 como Dia do Negro / 1975
21 – Nasce em São Luís, Maranhão, a cantora Alcione Nazareth - Alcione (1947)
22 – Ocorre no Rio de Janeiro a Revolta da Chibata tendo como metas a abolição dos castigos corporais, melhoria do soldo e da alimentação para os marinheiros que eram tratados como escravos (1910)
22 – Elijah Muhammed funda em Detroit (EUA) a Nação do Islã (1930)
22 – Dia do Almirante Negro (Marinheiro João Cândido, líder da Revolta da Chibata, 1910), instituído por Lei Municipal (RJ) nº 1.234 de 12/05/88, de autoria do Vereador Jorge Ligeiro
23 – Os marinheiros participantes da Revolta da Chibata entregam um Ultimatum ao governo e às 17h 30min, o Congresso decreta a anistia aos revoltosos (1910)
23 – Nasce na cidade de Salvador (BA), o cantor e compositor Carlinhos Brown (1964)
23 – Nasce na cidade de Salvador (BA), Manoel dos Reis Machados, o capoeirista Mestre Bimba, criador da Capoeira Regional (1900)
23 – O senador americano Jesse Jackson recebe o diploma de Cidadão Benemérito do Rio de Janeiro e a Medalha Tiradentes, durante visita ao Rio de Janeiro. (1996)
24 – Nasce nos Estados Unidos Scott Jopplin, considerado o "Rei dos Compositores de Ragtime". (1868)
24 – Nasce em Desterro, hoje Florianópolis, Santa Catarina, João da Cruz e Sousa, o maior poeta simbolista brasileiro (1861)
24 – Criação, em São Paulo, da Feira Preta (2002)

25 – Dia da Baiana do Acarajé.
25 – Nasce no bairro de Laranjeiras (RJ), o maestro, músico, intérprete, trombonista, Raul Machado de Barros - Raul de Barros, compositor do samba antológico "Na Glória". (1915)
25 – Independência do Suriname. (1975)
25 – A Comunidade de Remanescentes de Quilombos de Boa Vista, município de Oriximirá, (PA), recebe a escritura coletiva da propriedade. É a primeira comunidade no Brasil a receber a titulação. (1995)
26 – Os marinheiros que se revoltaram contra a chibata, utilizada pela Marinha entregam os navios em perfeito estado aos oficiais, terminando a rebelião. (1910)
27 – É registrado no segundo livro de registro de direitos autorais da Biblioteca Nacional, folha 217, com o nº 2 295, a música Pelo Telefone, primeiro samba gravado no Brasil. (1916)
27 – Nasce às 10h e 15m, em Seattle, Washington (EUA), o músico James Marshall Hendrix, Jimi Hendrix, um dos maiores guitarristas do mundo. (1942)
28 – Independência da Mauritânia (1960)
29 – Publicação, nos Estados Unidos do jornal negro "The Chicago Defender" (1905)
29 – Nasce em Belo Horizonte (MG), a escritora Maria da Conceição Evaristo de Brito - Conceição Evaristo (1946)
30 – Criação do Partido da Revolução Popular do Benin - PRPB, pelo Presidente Mathieu Kerekou. (1975)
30 – Nasce em Ilhéus (BA), o zagueiro da Seleção Brasileira de Futebol, Aldair Nascimento dos Santos. (1965)
30 – Independência de Barbados (1966)

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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Universidade do Chile promove curso online "Interculturalidad, migración y racismos"


domingo, 5 de novembro de 2017

O enterro do pai de santo (Rodney William)

Esta história introduz uma questão importante: a morte no Candomblé, sobretudo o direito aos ritos, nem sempre respeitado pelos familiares.

Ela tinha apenas nove anos quando foi tomada pela força de Iansã. Franzina ainda, corpo de menina. Tornava-se mulher ao som dos atabaques, dançando lindamente, flutuando com as mãos ao vento, espantando as forças nefastas, limpando o terreiro com seus brados de axé. Seu pai, o babalorixá, tinha mais de 40 anos quando a mãe a entregou antes de sair pelo mundo.
Era a filha, a herdeira. Era seu maior orgulho. E cresceu feliz com todas as outras crianças do terreiro. Sob o cuidado das velhas, suas tias, a quem dedicava respeito e obediência. O pai a preparava, era rígido, às vezes até exagerava. Era um amor, um dengo, mas não era fácil, não. E ela não contestava, era uma boa filha, era seu maior orgulho.
Na lida do candomblé ela cresceu. Estudou, se formou, foi trabalhar. O terrebem estruturado e exercer uma profissão lhe dava um grau de liberdade que a rigidez do ritual nem sempre permitia. Como o pai estava envelhecendo, passou a casa para o nome da filha, que nessa altura andava de namoro com um rapaz da vizinhança.
Um dia ela chega para o pai e conta que está grávida. O pai resistiu à ideia de casamento: “Cuido de você e do meu neto”. Mas ela estava apaixonada. Foi uma linda festa, com a certidão do cartório e a bênção dos orixás. Nasceu o neto e vieram os problemas: o marido não queria ouvir falar de candomblé, afastando a esposa e o filho do terreiro.
Para desgosto do velho pai de santo, com quase 70 anos, a família se converteu. A filha tão querida, sua herdeira, regida por Iansã, tornara-se evangélica. Um desgosto. Mesmo com todo o apoio da comunidade, com o carinho dos filhos e filhas de santo e da velha tia, a única que sobrara forte apesar dos mais de 80 anos, o pai de santo não conseguiu suportar. Entregou-se à tristeza, à dor e sucumbiu com um tumor no estômago.
A morte era esperada, mas o terreiro estava em choque. Quando a primeira quartinha foi emborcada, um misto de angústia e dúvida pairou como névoa: “O que será de tudo isso? O que será de nós?” Preocupações necessárias. Com a herdeira e única filha afastada, a continuidade do terreiro estava em xeque.
A velha tia tomou a frente. Reteve o choro, escondeu a dor e delegou a função de cada um: “Vai chorando e vai fazendo”. O corpo chegou e antes mesmo que fosse tirado do carro funerário, a filha cruzou o portão feito um raio, dura, irascível. “Pode parar”, gritou secamente. “Aqui não vai ter velório nenhum”. Os filhos de santo se revoltaram, os orixás se manifestaram, a vizinhança parou. A velha tia se manteve calma, não moveu os olhos, não franziu uma ruga.
A filha não vinha só, trazia o marido, o filho, o advogado, o pastor e os irmãos da igreja. Nem eram tantos, o pessoal do terreiro até podia resistir, mas ela tinha a escritura e a lei a seu favor. O velho pai morreu dizendo: “Você pode conhecer sua filha, mas você não sabe com quem ela vai casar”.
Discutiram, negociaram e chegaram a um acordo: a filha não tocaria no corpo e o povo do terreiro entregaria a chave e consentiria o velório no cemitério. Não era o que recomendava a tradição, em se tratando de um babalorixá daquela estatura, mas os atos religiosos estavam feitos e seria uma vergonha ver a filha colocar aquele terno preto no pai que viveu e morreu aos pés do orixá. A velha tia ponderou: “É melhor assim”. Seguiram para o cemitério municipal.
A filha prostrou-se ao lado do féretro e recebia com frieza e certo desdém os cumprimentos do povo do axé. Até os pais e mães de santo que a viram crescer, gente que veio da Bahia, do Rio de Janeiro, para se despedir daquele homem tão querido. Os vizinhos que conheciam bem aquela história e lamentavam a morte de um grande líder que sempre ajudou a todos.
A morte era triste, mas não era nada comparada àquela situação. Um velho amigo tentou fazer uma homenagem. “Aqui não vai ter cantoria”, repreendeu a filha. Meia hora antes do enterro, o padre passou para oferecer seus préstimos, ela o escorraçou. Mesmo depois de horas ao lado do caixão, continuava incólume, sem derramar uma lágrima.
Inconformados, os filhos de santo não acreditavam que depois de tanto esforço e luta para manter uma comunidade, tudo acabaria daquela forma. A velha tia seguia estática, num transe triste, introspectivo.
Chegou a hora do enterro. A filha chamou os irmãos da igreja, mas antes que pudessem pegar nas alças do caixão, as mãos fortes de seis ogans do terreiro o fizeram. A filha pensou em gritar, mas quando a voz da velha tia entoou o cântico, os ogans entenderam seu olhar e ergueram o caixão aos ombros. Um vento se desprendeu do vácuo, a filha rodopiou num giro abrupto e sentiu a força de Iansã. Em um segundo, uma multidão toda de branco tomou cada espaço.
Vieram todos os orixás, mas Iansã seguiu na frente. Sacudindo os braços, tremendo os ombros e abrindo caminho para o cortejo com sua rama de folhas de peregun. As tias da Bahia comentaram entre si:
– Oxê, mas ela não se converteu?
– Ela se converteu, mas Iansã não.
E aquele povo de branco, aquele tapete de paz e consolo, tomou conta das alamedas. Iansã se pôs na beira da sepultura, e quando o caixão bateu na terra, soltou seu brado estridente: “Hei...”, e também suas lágrimas, as lágrimas que sua filha tanto segurou.
O corpo retornou à terra, a multidão deu as costas e a vida seguiu. A filha despertou do transe, mas não conteve a tristeza. A velha tia juntou-se a ela. Choraram juntas.
– Bênção, minha mãe.
– Ô, minha filha, que pai Oxóssi te abençoe.
– Aqui tá a chave e a escritura. Vou em casa me trocar e já lhe vejo no terreiro.
– Vai, minha filha, vai que tem muito trabalho pela frente.
O marido tentou intervir, mas depois daquele olhar só teve coragem para dizer: “Vai, bem, deixa que eu tomo conta do pequeno”.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Mesa Redonda na UFBA aborda a aplicação das leis 10.639/03 e 11.645/08


O evento acontecerá na Faculdade de Educação da UFBA, localizada no Vale do Canela, e faz parte da IX Semana de Integração do Curso de Pedagogia da UFBA (antiga calourada).
Essa mesa será nesta terça-feira, dia 03 de outubro de 2017, nos horários: 9h e 19h. 

CONVIDADOS:
Mesa de Abertura (9h):
- Profª. Drª. Ana Kátia Alves (FACED-UFBA);
- Prof. Me. Eduardo Miranda (FACED-UFBA);
- Taquari Pataxó (Liderança Indígena).

Mesa da Noite (19h):
- Prof. Dr. Gabriel Swahili (FACED-UFBA);
- Profª. Lorena Cerqueira (Educadora Social do Quilombo do Orobu);
- Profª. Tricia Calmon (Coordenadora Político-Pedagógica do Programa Corra pro Abraço).

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Lançamento do ebook "Da senzala ao palco: canções escravas e racismo nas Américas", de Martha Abreu - SP

As expressões musicais criadas por descendentes de africanos escravizados no Brasil e nos Estados Unidos, entre o final do século XIX e o início do século XX, são o tema do ebook Da senzala ao palco: canções escravas e racismo nas Américas, 1870-1930, de Martha Abreu. O livro é o terceiro volume da coleção Históri@ Illustrada, vinculada ao Centro de Pesquisa em História Social da Cultura (Cecult) e publicada pela Editora da Unicamp. O lançamento do ebook será no dia 18 de outubro (quarta-feira) na Livraria do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), às 16h30, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Assista ao vídeo de apresentação do livro Da senzala ao palco.
No livro, a historiadora coloca em evidência a variedade da produção desses músicos negros, bem como o protagonismo alcançado por alguns deles ao participarem nos circuitos musicais e artísticos do período, em meio à construção de estereótipos racistas. Ao mesmo tempo em que a chegada das canções dos descendentes de africanos a esses ambientes musicais acarretava a reprodução de estereótipos sobre a população negra e os descendentes de africanos nas Américas, a presença e a visibilidade alcançada por certos músicos negros à cena musical e artística possibilitava a transformação dessas marcas racistas.
Ao mostrar a circulação dessa produção musical e, em especial, a trajetória de dois músicos, Eduardo das Neves (1874-1919) e Bert Williams (1874-1922), o livro contribui para a compreensão da história do racismo no campo musical.
História em livros digitais
A coleção Históri@ Illustrada tem como objetivo divulgar, em formato ebook, pesquisas nas áreas da História Social e da Cultura que utilizam documentos textuais, iconográficos e sonoros. O volume inaugural da coleção é Não tá sopa: sambas e sambistas no Rio de Janeiro, de 1890 a 1930, de Maria Clementina Pereira Cunha, e Estilo moderno: humor, literatura e publicidade em Bastos Tigre, de Marcelo Balaban.
Os livros da coleção são apresentados em dois formatos, adaptados a diferentes tipos de leitores de livros digitais – epub3 (om links internos para acesso a imagens, áudio e vídeo) ou e-pub2 (com links internos para acesso a imagens e externos para áudio e vídeo).
Diferentemente dos livros convencionais, os ebooks possibilitam a combinação de texto, imagem e som na análise historiográfica, assegurando ao leitor acesso direto, livre de mediações ou interferências, a fontes não textuais (como músicas, obras de arte, fotografias etc.), essenciais para esta área de estudos. A leitura, enriquecida com ilustrações capazes de dialogar com a narrativa, aumenta o envolvimento do leitor e torna-se mais acessível para o público não especializado.
Uma nova maneira de ler, ensinar e aprender
Cada livro da coleção Históri@ Illustrada é acompanhado por um vídeo disponível no YouTube, que condensa aspecto importante da obra e que pode ser utilizado por professores em sala de aula e outras ocasiões de discussão sobre o tema. Já estão disponíveis os vídeos dos livros Não tá sopa, intitulado Sambas e sambistas, e Estilo Moderno, cujo título éHumor, literatura e publicidade.

domingo, 3 de setembro de 2017

sábado, 5 de agosto de 2017

Fundação Joaquim Nabuco inscreve para cursos de História da África


A Fundação Joaquim Nabuco abriu inscrições para novas turmas de 3 novos cursos com a temática da história africana. Os cursos são História da África Contemporânea I: a África Negra do final do século XIX às primeiras décadas do século XX; História da África Contemporânea II: da crise do colonialismo aos dias atuais e História da África Contemporânea e Educação. 

Confira outras informações sobre cada um deles:http://ow.ly/LpNA30eaukU

FONTE: Fundação Joaquim Nabuco

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

segunda-feira, 31 de julho de 2017

UFU promove Curso de Formação "A Cor da Cultura" - MG

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de Uberlândia(NEAB/UFU) considerando a aprovação no EDITAL 90 PROEXC/UFU/COMFOR/REDEUFU torna pública, pelo presente Edital, a realizaçãodo processo seletivo de profissionais da educação pública e membros do movimento negro para o Curso de Formação A Cor da Cultura, observadas as disposições contidas neste Edital e em seus Anexos.
4. DAS INSCRIÇÕES

4.1 Poderão se inscrever para o Curso de Formação a Cor da Cultura:
a) Educadores/as, profissionais da rede pública de educação básica, incluídos/as os/as
professores/as, educadores/as infantis, coordenadores/as pedagógicos, orientadores/as e
supervisores/as educacionais e diretores/as de escola;
b) Demais profissionais de apoio a educação das escolas, ativistas do movimento negro
e da luta anti-racista.

4.2 As inscrições ocorrerão do dia 26 de julho a 08 de agosto de 2017 com entrega
presencial dos documentos abaixo, em envelope lacrado, no Núcleo de Estudos AfroBrasileiros
da Universidade Federal de Uberlândia (NEAB), localizado no Campus
Santa Mônica (Bloco B - Sala 101) desegunda a quarta-feira das 08:00 às 11:00 horas,
segunda e quarta-feira das 14:00 às 17:00 horas, na sexta-feira das 08:00 às 11:00 horas
e das 14:00 às 17:00 horas.

1 - Formulário de inscrição. (Anexo 01);
2 - Cópia do RG;
3 - Cópia do CPF;
4 – Carta de motivação. (Conforme detalhado no item 2.4 deste Edital);
5 – Comprovação de vínculo com a escola da rede pública. (Conforme detalhado no
item 2.4, alínea b, deste Edital) – Anexo 02.

5º Seminário de Religiões Afro-brasileiras, Cultura, Arte e Saúde - BA


Inscrições abertas, mande mensagem solicitando a confirmação da inscrição.
Se for apresentar trabalho de pesquisa ou extensão mande um Resumo de 1 lauda e confirme.
Não percam!



domingo, 9 de julho de 2017

25 de julho: Marcha pela Vida das Mulheres Negras em Salvador - BA



Chegamos ao “Julho das Pretas”! Continuamos firmes em nosso propósito de nos fortalecermos cada vez mais para lutarmos contra o racismo, o machismo e a misoginia. 

Reverenciando o 25 de Julho - Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha, a Marcha das Mulheres Negras 2017 traz como tema “Pela Vida das Mulheres Negras”, destacando a necessidade de mais ações coletivas e políticas públicas que visem ao enfrentamento da violência recorrente e sistemática contra mulheres e meninas negras. 


Esta data, estabelecida durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, realizado em 1992, em Santo Domingo (República Dominicana), celebra as contribuições políticas, intelectuais, econômicas e socioculturais das mulheres negras para o desenvolvimento histórico do continente e reafirma a nossa luta contra a violação de direitos. Ao mesmo tempo, essa conexão entre mulheres negras dá força às vozes femininas na luta pela garantia de direitos.



Segundo o Mapa da Violência - 2015, em apenas 10(dez) anos, o número de casos de feminicídios envolvendo mulheres negras aumentou 54%, o que mostra o quadro dramático vivido por nós, mulheres negras, no Brasil. Essa situação de violência racista e misógina que se expressa de múltiplas formas: via extermínio, epistemicídio, racismo institucional, lesbofobia, etc. Dia 25 é dia de marcharmos, e é PELA VIDA DAS MULHERES NEGRAS que iremos às ruas.



Juntem-se a nós!



eBook Brincadeiras Africanas disponível para download

O e-book Brincadeiras Africanas para a Educação Cultural é uma obra vinculada ao Projeto de extensão LAAB, da UFPA.Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida desde que citada a fonte.
É proibida a venda por terceiros.

Clique AQUI para fazer o download

sábado, 8 de julho de 2017

sexta-feira, 7 de julho de 2017

quarta-feira, 5 de julho de 2017