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CALENDÁRIO NEGRO – OUTUBRO

1 – Independência da Nigéria (1960)
1 - O geógrafo e pensador Milton Santos recebe o Prêmio Vautrin Lud considerado o “Nobel da Geografia” (1994)
2 – Independência da Guiné-Conacri, também chamada de República da Guiné para se distinguir da vizinha Guiné-Bissau (1958)
3 – Nasce no bairro do Engenho de Dentro, Rio de Janeiro o cantor Orlando Garcia da Silva - Orlando Silva, o "Cantor das Multidões" (1915)
3 – Nasce no bairro do Cachambi, Zona Norte do Rio de Janeiro, o compositor, violonista e arranjador Cláudio Jorge de Barros, Cláudio Jorge (1949)
4 – Nasce em Rua Domingos Lopes, n. 298, Madureira (RJ), o compositor Silas de Oliveira Assumpção. Autor de "Meu Drama" (Silas e J. Ilarindo), "Aquarela Brasileira", "Cinco Bailes da História do Rio" (Silas, D. Ivone Lara e Bacalhau), "Heróis da Liberdade" (Silas e Mano Décio), entre outros (1916)
4 - Independência do Lesoto do Reino Unido (1966)
5 – Nasce Neil deGrasse Tyson, divulgador científico, dramaturgo e astrofísico estadunidense (1958)
5 – Nasce em Chicago (EUA), Bernard Jeffrey "Bernie" McCollough, o ator e comediante Bernie Mac (1957)
6 – Nasce no Rio de Janeiro, o cantor e compositor José Flores de Jesus - Zé Keti (1921)
6 – O Bloco Afro Ilê Aiyê, através da resolução n. 4003/89, torna-se uma entidade de utilidade pública (1989)
6 – Criação do Coletivo de Mulheres Negras de São Paulo (1983)
7 – Nasce nos Estados Unidos, o fundador do movimento "Black Muslims", Elijah Muhammed (1897)
7 – Nasce em Klerksdorp, África do Sul, Desmond Mpilo Tutu, o arcebispo da Igreja Anglicana consagrado com o Prêmio Nobel da Paz em 1984 por sua luta contra o Apartheid em seu país natal, Desmond Tutu. Foi o primeiro negro a ocupar o cargo de Arcebispo da Cidade do Cabo, tendo sido também o Primaz da Igreja Anglicana da África Austral entre 1986 e 1996 (1931)
8 – Nasce em Greenville, Carolina do Sul, (EUA), Jesse Louis Burns, senador, reverendo Jesse L. Jackson (1941)
8 - Toni Morrison torna-se a primeira afro-americana a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura (1993)
9 – Nasce em Nova Orleans (EUA), Ernest "Dutch" Moreal, primeiro prefeito negro de Nova Orleans (1929)
9 – Nasce em São Paulo o poeta, ensaísta e crítico Mário de Andrade (1893)
9 – Independência de Uganda (1962)
9 – Nasce em Campos (RJ), o jornalista, orador, publicista e político, José Carlos do Patrocínio - José do Patrocínio (1853)
10 – Nasce em Irará (BA), o goleiro da Seleção Brasileira de Futebol Nelson de Jesus Silva, Dida (1973)
11 – Inicia-se no Rio de Janeiro, o I Encontro dos Negros do Sul e Sudeste (1987)
11 – Dia Internacional de Solidariedade aos Presos Políticos da África do Sul
11 – Nasce em São Luiz (MA), Maria Firmina dos Reis. Escreveu "Úrsula" em 1859, considerado o primeiro romance escrito por mulher no Brasil e, igualmente, o primeiro romance abolicionista (1825)
11 – Nasce em Salvador/BA, Samuel dos Santos, ator que ficou famoso ao interpretar o Tio Barnabé, do Sítio do Pica Pau Amarelo (1922)
11 – O novo Código Penal da República transforma a capoeira em crime (1890)
11 – Nasce no Catete (RJ), Angenor de Oliveira, o Cartola. Compositor, poeta e fundador da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Compôs sucessos como: "Não quero mais amar ninguém", "Quem me vê sorrir", “Divina Dama", "As rosas não falam", "Camarim" (1908)
11 – Nasce em Pedreiras (MA), o compositor João Batista do Vale - João do Vale (1934)
12 – Explode na África do Sul a Guerra dos Bôeres entre ingleses e "africânderes" que teve profunda influência no destino dos negros sul-africanos (1899)
12 – Com a presença de mais de mil pessoas, é aprovado o Estatuto da Frente Negra Brasileira (1931)
12 – Nasce em Goiás, o cantor, instrumentista, professor e compositor José do Patrocínio Marques Tocantins, autor do "Cântico da Cerimônia do Lava pés" e "Salutaris Hóstia" (1851)
12 – Nasce em Caruaru (PE) o cantor, compositor e radialista Luís Rattes Vieira Filho, Luís Vieira (1928)
12 – Independência de Guiné-Equatorial (1968)
13 – Nos Estados Unidos, o escravo Jo Anderson inventa uma máquina para ceifar o trigo (1831)
13 – Fundação no Rio de Janeiro, do Teatro Experimental do Negro - TEN (1944)
13 – O Tribunal Superior do Trabalho, numa decisão inédita, desferiu um golpe no racismo nas empresas. O técnico da Eletrosul Vicente do Espírito Santo, foi recontratado depois de prover que havia sido vítima de discriminação pelo chefe que queria "branquear o departamento" (1996)
14 – Nasce no Rio de Janeiro, o cantor, instrumentista e compositor Armando Vieira Marçal - Armando Marçal (1902)
14 – Martin Luther King Jr. recebe o Prêmio Nobel da Paz (1964)
15 – O atleta João Carlos de Oliveira, João do Pulo, bate o recorde mundial do salto triplo, nos Jogos Pan-Americanos na Cidade do México com a marca de 17,89m (1975)
16 – O arcebispo Desmond Tutu recebe o Prêmio Nobel da Paz (1984)
16 – Libertação dos escravos em Pelotas (RS) (1884)
16 – Publicação de Lei proibindo o açoite nos castigos aos escravos (1886)
16 – Os atletas americanos Tommie Smith e John Carlos, medalhas de ouro e bronze nos 200 metros rasos nos Jogos Olímpicos do México, tornam-se mundialmente conhecidos ao subirem o pódio e acompanharem a execução do Hino Nacional Americano com os punhos erguidos calçados por luvas pretas, saudação característica do Movimento Black Power (Poder Negro) (1968)
16 – Wole Soyinka, escritor nigeriano, recebe o Prêmio Nobel de Literatura (1986)
17 – Nasce em Monte Azul Paulista (SP), o poeta e contista Abelardo Rodrigues (1952)
18 – Nasce em Uberabinha, atual Uberlândia (MG), Sebastião Bernardes de Souza Prata - Grande Otelo (1915)
18 – Nasce em Cachoeiro do Itapemirim (ES), o líder sindical ferroviário Demisthóclides Batista, Batistinha (1925)
18 – Nasce o cantor e instrumentista Chuck Berry (1926).
19 – É publicado no Jornal do Commercio, Rio de Janeiro, o folhetim triste Fim de Policarpo Quaresma, do escritor Lima Barreto. (1911)
19 – Nasce em Grange Hill, Westmore Land, Jamaica, Winston Hubert Mc'Intosh, Peter Tosh - "O Furacão da Jamaica" (1944)
19 – Nasce em Cubatão, (SP), o ator e compositor Deoclides José Gouveia - Deoclides Gouvea (1945)
20 – Expedido ofício de Gaspar Antônio da Costa Leal informando sobre um quilombo existente nas cabeceiras do Rio Moquim, que deságua no Itabapoana em Campos dos Goitacazes (1848)
20 – Nasce na cidade de São Pedro do Paraíso (RJ), o quarto-zagueiro Dari Batista (1940)
21 – Nasce em Cheraw, Carolina do Sul, Estados Unidos, o trompetista John Birks Dizzy Gillespie, que se lançou candidato à presidência dos EUA em 1964 tendo com uma das propostas o combate à segregação entre negros e brancos (1917)
22 – Nasce em Aldeia da Pedra, Itaocara (RJ), o flautista, compositor, Patápio Silva, autor de composições como: "Evocação", "Margarida", "Primeiro Amor", "Oriental", "Sonho", considerado um dos maiores flautistas da história (1881)
22 – O Projeto de Lei n.391, de autoria do deputado federal pelo Partido Republicano Mineiro (PRM) Fidélis Gonçalves dos Reis, de Uberaba/MG, proíbe a entrada de colonos da raça preta no Brasil (1923)
23 – Nasce em Três Corações (MG), o jogador de futebol Edson Arantes do Nascimento - Pelé (1940)
24 – Nasce em Bragança Paulista (SP), o poeta Oswaldo de Camargo. Publicou "Um homem tenta ser anjo", "Poemas negros", "O Carro do êxito", "Antologia dos Poetas de Cacimba", "A Descoberta do Frio", entre outros. (1936)
24 – Nascimento de Esmeralda Ribeiro, poeta e uma das coordenadoras do Quilombhoje (1958)
24 – Independência de Zâmbia (1964)
25 – Dia consagrado aos erês Crispim e a Crispiniana
25 – O Clube Militar, em petição à Princesa Isabel, manifestou o desejo de não mais se utilizar o Exército para capturar escravos (1887)
25 – Nos Estados Unidos, o Coronel B. O. Davis torna-se o primeiro negro a ser promovido ao posto de general de brigada (1940)
26 – Nasce em New Orleans (EUA), a "Rainha do Gospell", Mahalia Jackson (1911)
26 – Nasce no Rio de Janeiro, o cantor e compositor Milton Nascimento, autor de "Travessia", "Canção da América", "Nos Bailes da Vida", "Morro Velho", "Roupa Nova", "Coração Civil", entre outras canções de sucesso (1942)
27 – Independência de São Vicente e Granadinas, ex-colônia inglesa do Caribe (1979)
28 – Nasce no bairro carioca de São Cristóvão (RJ), o compositor Nelson Antônio da Silva - Nelson Cavaquinho, autor de sucessos como "A Flor e o Espinho", "Rugas", "Folhas Secas", "Quando eu me chamar Saudade", entre outros (1911)
28 – Nasce em Pau Grande/RJ, Manuel Francisco dos Santos, o Garrincha, famoso jogador de futebol (1933)
29 – Nasce em Gary (EUA) Randy Jackson, músico e dançarino do The Jacksons 5 (1961)
30 – Nasce em Porto Alegre (RS), José Maria Vianna Rodrigues, o primeiro professor negro a lecionar na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1918)
31 – Surge em Esmeralda, Equador, a primeira Comunidade Negra das Américas que não sofreu a escravidão (1553)
31 – Nasce em Ourinhos (SP) Luís Silva – Cuti, poeta, dramaturgo e co-fundador do Quilombhoje (1951)



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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Mulher Negra, poesia de Leopold Sédar Senghor


segunda-feira, 5 de março de 2018

Seminário "Panorama da implementação da Lei 10.639/03" - BA

FÓRUM SOCIAL MUNDIAL 2018
14 de março , às 19 h
16 de março, das 8:30 às 18 h

Durante os dias 14 e 16 de março de 2018, no Fórum Social Mundial (FSM), a “Campanha Fazer Valer as Leis 10.639/03 e 11.645/08” convida todos/as para debatermos, avaliarmos e construirmos ações educativas que contribuam para a efetivação da Lei nº 10.638/03. Apesar do evento ser voltado à Lei nº 10.639/03, será indispensável a presença de irmãs e irmãos indígenas para construirmos ações que também garantam a aplicação da Lei. 11.645/08.
Faça parte da Campanha e fortaleça esta rede de debates e trocas de experiências!


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

domingo, 5 de novembro de 2017

O enterro do pai de santo (Rodney William)

Esta história introduz uma questão importante: a morte no Candomblé, sobretudo o direito aos ritos, nem sempre respeitado pelos familiares.

Ela tinha apenas nove anos quando foi tomada pela força de Iansã. Franzina ainda, corpo de menina. Tornava-se mulher ao som dos atabaques, dançando lindamente, flutuando com as mãos ao vento, espantando as forças nefastas, limpando o terreiro com seus brados de axé. Seu pai, o babalorixá, tinha mais de 40 anos quando a mãe a entregou antes de sair pelo mundo.
Era a filha, a herdeira. Era seu maior orgulho. E cresceu feliz com todas as outras crianças do terreiro. Sob o cuidado das velhas, suas tias, a quem dedicava respeito e obediência. O pai a preparava, era rígido, às vezes até exagerava. Era um amor, um dengo, mas não era fácil, não. E ela não contestava, era uma boa filha, era seu maior orgulho.
Na lida do candomblé ela cresceu. Estudou, se formou, foi trabalhar. O terrebem estruturado e exercer uma profissão lhe dava um grau de liberdade que a rigidez do ritual nem sempre permitia. Como o pai estava envelhecendo, passou a casa para o nome da filha, que nessa altura andava de namoro com um rapaz da vizinhança.
Um dia ela chega para o pai e conta que está grávida. O pai resistiu à ideia de casamento: “Cuido de você e do meu neto”. Mas ela estava apaixonada. Foi uma linda festa, com a certidão do cartório e a bênção dos orixás. Nasceu o neto e vieram os problemas: o marido não queria ouvir falar de candomblé, afastando a esposa e o filho do terreiro.
Para desgosto do velho pai de santo, com quase 70 anos, a família se converteu. A filha tão querida, sua herdeira, regida por Iansã, tornara-se evangélica. Um desgosto. Mesmo com todo o apoio da comunidade, com o carinho dos filhos e filhas de santo e da velha tia, a única que sobrara forte apesar dos mais de 80 anos, o pai de santo não conseguiu suportar. Entregou-se à tristeza, à dor e sucumbiu com um tumor no estômago.
A morte era esperada, mas o terreiro estava em choque. Quando a primeira quartinha foi emborcada, um misto de angústia e dúvida pairou como névoa: “O que será de tudo isso? O que será de nós?” Preocupações necessárias. Com a herdeira e única filha afastada, a continuidade do terreiro estava em xeque.
A velha tia tomou a frente. Reteve o choro, escondeu a dor e delegou a função de cada um: “Vai chorando e vai fazendo”. O corpo chegou e antes mesmo que fosse tirado do carro funerário, a filha cruzou o portão feito um raio, dura, irascível. “Pode parar”, gritou secamente. “Aqui não vai ter velório nenhum”. Os filhos de santo se revoltaram, os orixás se manifestaram, a vizinhança parou. A velha tia se manteve calma, não moveu os olhos, não franziu uma ruga.
A filha não vinha só, trazia o marido, o filho, o advogado, o pastor e os irmãos da igreja. Nem eram tantos, o pessoal do terreiro até podia resistir, mas ela tinha a escritura e a lei a seu favor. O velho pai morreu dizendo: “Você pode conhecer sua filha, mas você não sabe com quem ela vai casar”.
Discutiram, negociaram e chegaram a um acordo: a filha não tocaria no corpo e o povo do terreiro entregaria a chave e consentiria o velório no cemitério. Não era o que recomendava a tradição, em se tratando de um babalorixá daquela estatura, mas os atos religiosos estavam feitos e seria uma vergonha ver a filha colocar aquele terno preto no pai que viveu e morreu aos pés do orixá. A velha tia ponderou: “É melhor assim”. Seguiram para o cemitério municipal.
A filha prostrou-se ao lado do féretro e recebia com frieza e certo desdém os cumprimentos do povo do axé. Até os pais e mães de santo que a viram crescer, gente que veio da Bahia, do Rio de Janeiro, para se despedir daquele homem tão querido. Os vizinhos que conheciam bem aquela história e lamentavam a morte de um grande líder que sempre ajudou a todos.
A morte era triste, mas não era nada comparada àquela situação. Um velho amigo tentou fazer uma homenagem. “Aqui não vai ter cantoria”, repreendeu a filha. Meia hora antes do enterro, o padre passou para oferecer seus préstimos, ela o escorraçou. Mesmo depois de horas ao lado do caixão, continuava incólume, sem derramar uma lágrima.
Inconformados, os filhos de santo não acreditavam que depois de tanto esforço e luta para manter uma comunidade, tudo acabaria daquela forma. A velha tia seguia estática, num transe triste, introspectivo.
Chegou a hora do enterro. A filha chamou os irmãos da igreja, mas antes que pudessem pegar nas alças do caixão, as mãos fortes de seis ogans do terreiro o fizeram. A filha pensou em gritar, mas quando a voz da velha tia entoou o cântico, os ogans entenderam seu olhar e ergueram o caixão aos ombros. Um vento se desprendeu do vácuo, a filha rodopiou num giro abrupto e sentiu a força de Iansã. Em um segundo, uma multidão toda de branco tomou cada espaço.
Vieram todos os orixás, mas Iansã seguiu na frente. Sacudindo os braços, tremendo os ombros e abrindo caminho para o cortejo com sua rama de folhas de peregun. As tias da Bahia comentaram entre si:
– Oxê, mas ela não se converteu?
– Ela se converteu, mas Iansã não.
E aquele povo de branco, aquele tapete de paz e consolo, tomou conta das alamedas. Iansã se pôs na beira da sepultura, e quando o caixão bateu na terra, soltou seu brado estridente: “Hei...”, e também suas lágrimas, as lágrimas que sua filha tanto segurou.
O corpo retornou à terra, a multidão deu as costas e a vida seguiu. A filha despertou do transe, mas não conteve a tristeza. A velha tia juntou-se a ela. Choraram juntas.
– Bênção, minha mãe.
– Ô, minha filha, que pai Oxóssi te abençoe.
– Aqui tá a chave e a escritura. Vou em casa me trocar e já lhe vejo no terreiro.
– Vai, minha filha, vai que tem muito trabalho pela frente.
O marido tentou intervir, mas depois daquele olhar só teve coragem para dizer: “Vai, bem, deixa que eu tomo conta do pequeno”.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Mesa Redonda na UFBA aborda a aplicação das leis 10.639/03 e 11.645/08


O evento acontecerá na Faculdade de Educação da UFBA, localizada no Vale do Canela, e faz parte da IX Semana de Integração do Curso de Pedagogia da UFBA (antiga calourada).
Essa mesa será nesta terça-feira, dia 03 de outubro de 2017, nos horários: 9h e 19h. 

CONVIDADOS:
Mesa de Abertura (9h):
- Profª. Drª. Ana Kátia Alves (FACED-UFBA);
- Prof. Me. Eduardo Miranda (FACED-UFBA);
- Taquari Pataxó (Liderança Indígena).

Mesa da Noite (19h):
- Prof. Dr. Gabriel Swahili (FACED-UFBA);
- Profª. Lorena Cerqueira (Educadora Social do Quilombo do Orobu);
- Profª. Tricia Calmon (Coordenadora Político-Pedagógica do Programa Corra pro Abraço).

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Lançamento do ebook "Da senzala ao palco: canções escravas e racismo nas Américas", de Martha Abreu - SP

As expressões musicais criadas por descendentes de africanos escravizados no Brasil e nos Estados Unidos, entre o final do século XIX e o início do século XX, são o tema do ebook Da senzala ao palco: canções escravas e racismo nas Américas, 1870-1930, de Martha Abreu. O livro é o terceiro volume da coleção Históri@ Illustrada, vinculada ao Centro de Pesquisa em História Social da Cultura (Cecult) e publicada pela Editora da Unicamp. O lançamento do ebook será no dia 18 de outubro (quarta-feira) na Livraria do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), às 16h30, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Assista ao vídeo de apresentação do livro Da senzala ao palco.
No livro, a historiadora coloca em evidência a variedade da produção desses músicos negros, bem como o protagonismo alcançado por alguns deles ao participarem nos circuitos musicais e artísticos do período, em meio à construção de estereótipos racistas. Ao mesmo tempo em que a chegada das canções dos descendentes de africanos a esses ambientes musicais acarretava a reprodução de estereótipos sobre a população negra e os descendentes de africanos nas Américas, a presença e a visibilidade alcançada por certos músicos negros à cena musical e artística possibilitava a transformação dessas marcas racistas.
Ao mostrar a circulação dessa produção musical e, em especial, a trajetória de dois músicos, Eduardo das Neves (1874-1919) e Bert Williams (1874-1922), o livro contribui para a compreensão da história do racismo no campo musical.
História em livros digitais
A coleção Históri@ Illustrada tem como objetivo divulgar, em formato ebook, pesquisas nas áreas da História Social e da Cultura que utilizam documentos textuais, iconográficos e sonoros. O volume inaugural da coleção é Não tá sopa: sambas e sambistas no Rio de Janeiro, de 1890 a 1930, de Maria Clementina Pereira Cunha, e Estilo moderno: humor, literatura e publicidade em Bastos Tigre, de Marcelo Balaban.
Os livros da coleção são apresentados em dois formatos, adaptados a diferentes tipos de leitores de livros digitais – epub3 (om links internos para acesso a imagens, áudio e vídeo) ou e-pub2 (com links internos para acesso a imagens e externos para áudio e vídeo).
Diferentemente dos livros convencionais, os ebooks possibilitam a combinação de texto, imagem e som na análise historiográfica, assegurando ao leitor acesso direto, livre de mediações ou interferências, a fontes não textuais (como músicas, obras de arte, fotografias etc.), essenciais para esta área de estudos. A leitura, enriquecida com ilustrações capazes de dialogar com a narrativa, aumenta o envolvimento do leitor e torna-se mais acessível para o público não especializado.
Uma nova maneira de ler, ensinar e aprender
Cada livro da coleção Históri@ Illustrada é acompanhado por um vídeo disponível no YouTube, que condensa aspecto importante da obra e que pode ser utilizado por professores em sala de aula e outras ocasiões de discussão sobre o tema. Já estão disponíveis os vídeos dos livros Não tá sopa, intitulado Sambas e sambistas, e Estilo Moderno, cujo título éHumor, literatura e publicidade.

domingo, 3 de setembro de 2017

sábado, 5 de agosto de 2017

Fundação Joaquim Nabuco inscreve para cursos de História da África


A Fundação Joaquim Nabuco abriu inscrições para novas turmas de 3 novos cursos com a temática da história africana. Os cursos são História da África Contemporânea I: a África Negra do final do século XIX às primeiras décadas do século XX; História da África Contemporânea II: da crise do colonialismo aos dias atuais e História da África Contemporânea e Educação. 

Confira outras informações sobre cada um deles:http://ow.ly/LpNA30eaukU

FONTE: Fundação Joaquim Nabuco

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

segunda-feira, 31 de julho de 2017

UFU promove Curso de Formação "A Cor da Cultura" - MG

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de Uberlândia(NEAB/UFU) considerando a aprovação no EDITAL 90 PROEXC/UFU/COMFOR/REDEUFU torna pública, pelo presente Edital, a realizaçãodo processo seletivo de profissionais da educação pública e membros do movimento negro para o Curso de Formação A Cor da Cultura, observadas as disposições contidas neste Edital e em seus Anexos.
4. DAS INSCRIÇÕES

4.1 Poderão se inscrever para o Curso de Formação a Cor da Cultura:
a) Educadores/as, profissionais da rede pública de educação básica, incluídos/as os/as
professores/as, educadores/as infantis, coordenadores/as pedagógicos, orientadores/as e
supervisores/as educacionais e diretores/as de escola;
b) Demais profissionais de apoio a educação das escolas, ativistas do movimento negro
e da luta anti-racista.

4.2 As inscrições ocorrerão do dia 26 de julho a 08 de agosto de 2017 com entrega
presencial dos documentos abaixo, em envelope lacrado, no Núcleo de Estudos AfroBrasileiros
da Universidade Federal de Uberlândia (NEAB), localizado no Campus
Santa Mônica (Bloco B - Sala 101) desegunda a quarta-feira das 08:00 às 11:00 horas,
segunda e quarta-feira das 14:00 às 17:00 horas, na sexta-feira das 08:00 às 11:00 horas
e das 14:00 às 17:00 horas.

1 - Formulário de inscrição. (Anexo 01);
2 - Cópia do RG;
3 - Cópia do CPF;
4 – Carta de motivação. (Conforme detalhado no item 2.4 deste Edital);
5 – Comprovação de vínculo com a escola da rede pública. (Conforme detalhado no
item 2.4, alínea b, deste Edital) – Anexo 02.

5º Seminário de Religiões Afro-brasileiras, Cultura, Arte e Saúde - BA


Inscrições abertas, mande mensagem solicitando a confirmação da inscrição.
Se for apresentar trabalho de pesquisa ou extensão mande um Resumo de 1 lauda e confirme.
Não percam!



domingo, 9 de julho de 2017

25 de julho: Marcha pela Vida das Mulheres Negras em Salvador - BA



Chegamos ao “Julho das Pretas”! Continuamos firmes em nosso propósito de nos fortalecermos cada vez mais para lutarmos contra o racismo, o machismo e a misoginia. 

Reverenciando o 25 de Julho - Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha, a Marcha das Mulheres Negras 2017 traz como tema “Pela Vida das Mulheres Negras”, destacando a necessidade de mais ações coletivas e políticas públicas que visem ao enfrentamento da violência recorrente e sistemática contra mulheres e meninas negras. 


Esta data, estabelecida durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, realizado em 1992, em Santo Domingo (República Dominicana), celebra as contribuições políticas, intelectuais, econômicas e socioculturais das mulheres negras para o desenvolvimento histórico do continente e reafirma a nossa luta contra a violação de direitos. Ao mesmo tempo, essa conexão entre mulheres negras dá força às vozes femininas na luta pela garantia de direitos.



Segundo o Mapa da Violência - 2015, em apenas 10(dez) anos, o número de casos de feminicídios envolvendo mulheres negras aumentou 54%, o que mostra o quadro dramático vivido por nós, mulheres negras, no Brasil. Essa situação de violência racista e misógina que se expressa de múltiplas formas: via extermínio, epistemicídio, racismo institucional, lesbofobia, etc. Dia 25 é dia de marcharmos, e é PELA VIDA DAS MULHERES NEGRAS que iremos às ruas.



Juntem-se a nós!



eBook Brincadeiras Africanas disponível para download

O e-book Brincadeiras Africanas para a Educação Cultural é uma obra vinculada ao Projeto de extensão LAAB, da UFPA.Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida desde que citada a fonte.
É proibida a venda por terceiros.

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