Convidados:
1 - Me. ANSELMO JOSÉ DA GAMA SANTOS
“Tradição Banto”
2 - VALDINA O. PINTO
“Educação para Convivência pacífica entre as religiões”
3 - ALDENEIVA CELENE DE ALMEIDA FONSECA
“Por que estudar a História indígena?”
4 - Me. LISA ARRUDA DOURADO
“O Ifá Lexical na obra Tenda dos Milagres de Jorge Amado”
MEDIADORA DA MESA
IÊDA ANTONINA PESSOA DE CASTRO
Entrada gratuita
Dia 10/11/2010 - Horário: 18h30min
Local : Auditória da Fundação Visconde de Cairu
Rua do Salete, 50 Barris
onde faz a inscrição??
ResponderExcluirMais uma vez volto a esse blog por sua proposta, especialmente porque se dispõe ao intercâmbio de práticas sociopedagógicas (nossas utopias mais apaixonantes).
ResponderExcluirBUBUIA (1)
I
Viera do Congo e Guiné
Nossa raiz ancestral
Ê, o mar rei é!
Gritamos de dor no ritual
Em milhas e milhas pelo mar:
“Ê, calunga obá!”
“Ê, o mar rei é!”
II
Aqui, em Pindorama, depois Brasil,
Nossa raiz ancestral
Da mata, à beira do mar e do rio
Gritamos de dor no ritual:
Pataxó, Tupi, Tupinikim
“Aico-xe-ramuya reco bo!”
“Vivo pelos costumes dos nossos avós!”
III
Negro trabalha
Índio guerreia
Foi tanta batalha
Noss’alma ind’anseia
Cabinda Moçambique Rebola
Benguela Mina Quilombola
Tamoio Pankararé Kiriri
Tupinambá Kaaeté Guarani!...
Negro e índio se amaram
De cocares, meias-luas, enfeitados
Luas-cheias e de prata
Índio e negro, enfeitiçados
(cúmplices) na Luta e Fé se misturaram!
IV
De todas favelas/palmares: Galdino/Zumbi!
De todos os oprimidos: Katari/Ajuricaba
De todos os feitiços: Verger/Raoni
De todos ilês e ocas: uma só taba!
V
Moleques malungos maracás
Flautas folias folguedos
Zabumbas bambas bumbos
Guetos: guejyba mo-pu*, ganzás!
Notas: (1) Em Tupi: Deixar levar-se pela corrente. Depois em Yorubá e sua tradução. Depois Tupi e idem. Tribos africanas e de índios no Brasil, elementos, expressões de suas culturas, líderes e personalidades. * “descer e tocar tambor”
* Componente da Poética Poranduba, Eco-Étnica, de Ademario Ribeiro, 2001, Salvador - Bahia, Edição do autor.