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CALENDÁRIO NEGRO - MARÇO

1 – Nasce Ralph (Waldo) Ellison professor e escritor norte-americano, ganhou eminência com seu primeiro romance, “O Homem Invisível”, de 1952 (1913-1994)

2 – Ocorre o primeiro carnaval oficial de escolas de samba do Rio de Janeiro, RJ (1935)
2 – Dia da Mulher Angolana
2 – Aprovada lei proibindo o tráfico de escravos africanos nos Estados Unidos (1807)
2 – Festa Nacional de Marrocos (1956)
3 – O paulista Domingos Jorge Velho assina em Pernambuco, com o governador da capitania, o contrato mediante o qual se dispunha a destruir o Quilombo dos Palmares (1687)
3 – Publicado alvará pelo qual os negros dos quilombos, toda vez que fossem aprisionados, para ser restituídos aos donos deviam ser marcados na espádua com um "F" por meio de ferro em brasa (1741)
3 – Em discurso, o presidente da Bahia, Francisco de Souza Martins afirmou que era necessário "fazer sair do território brasileiro todos os libertos africanos perigosos à nossa tranquilidade" (1835)
3 – Inauguração na cidade do Rio de Janeiro, da Avenida dos Desfiles, popularmente chamada de Sambódromo, hoje por lei denominada Passarela do Samba (1984)
3 – Nasce no Rio de Janeiro o cantor e compositor Jards Anet da Silva - Jards Macalé (1943)

3 – Nasce Jackie Joyner-Kersee, atleta estadunidense, considerada por muitos como a maior atleta feminina da história (1962)

4 – É deferido pela Regência o pedido de deportação dos africanos libertos envolvidos na Revolta dos Africanos ou Revolta dos Malês na noite de 24 e 25 de janeiro (1835).
4 – Nasce em Township, África do Sul, a cantora Mirian Makeba (1934)
5 – Fundação, em Salvador (BA) do Olori Afoxé (1981)

5 – Nasce Chiwoniso Maraire, cantora do Zimbabwe (1976-2013)

6 – Independência de Gana, primeiro país da África Negra a tornar-se independente (1957)
6 – Abolição da escravatura no Equador (1854)
7 – Grande marcha pelos direitos civis, de Selma à Montgomery, liderada por Martin Luther King Jr. (1963)
8 – Nasce no bairro de Periperi, Salvador (BA), o Bloco-Afro Ara Ketu (1980)
8 – Aprovada, na África do Sul a nova Constituição, que aboliu oficialmente o apartheid, regime racista dominado pela minoria branca (1996)

8 – Nasce Neusa Borges, atriz (1941)
9 – Nasce, na cidade de Recife (PE) o cantor e compositor José Bezerra da Silva - Bezerra da Silva (1938)
9 – Nasce, no bairro do Andaraí, Rio de Janeiro, a bailarina Isaura de Assis (1942)
9 – Nasce, em Colina (SP), o poeta Paulo Eduardo de Oliveira, Paulo Colina. Publicou "Fogo Cruzado", "Senta que o Dragão é Manso", participou também da "Antologia Contemporânea da Poesia Negra Brasileira" e "Cadernos Negros" (1950)
9 – Realiza-se, em Petrópolis (RJ), o I Encontro de Franciscanos Negros (1988)
10 – Nasce, em Tubarão (SC), Apolinária Mathias Batista - Mãe Apolinária, fundadora da "Sociedade Caboclos Amigos" em Porto Alegre (RS) (1912)
11 – Nasce, na Praça Mauá (RJ), a atriz Léa Garcia (1933)
12 – Independência das Ilhas Maurício (1968)

13 – Nasce Iziane Castro Marques, jogadora de basquete brasileira (1982)
14 – Nasce na Fazenda Cabaceiras, município de Muritiba (BA), Antônio de Castro Alves, o "poeta dos escravos". É um dos poetas mais populares do país, autor de "Vozes d'África, "Navio Negreiro", "A Cachoeira de Paulo Afonso", "Saudação aos Palmares", "Adormecida" e outros (1847)
14 – Nasce, em Juiz de Fora (MG) o cantor e compositor Sinval Machado da Silva, Sinval Silva, o compositor predileto de Carmem Miranda (1906)
14 – Nasce, em Franca, São Paulo, o artista e político Abdias Nascimento, fundador do TEN – Teatro Experimental do Negro (1914)
14 – Nasce, em Sacramento, Minas Gerais, a escritora Carolina Maria de Jesus, autora de "Quarto de Despejo" (1914)
14 – É lançado em Salvador, Bahia, o jornal O Abolicionista (1871)
14 – Realiza-se, em São Paulo, o I Encontro dos Agentes da Pastoral Negros (1983)

15 – Nasce Cecil Taylor, músico e compositor estadunidense, foi o pianista mais importante do free-jazz (1929)

16 – Surge nos Estados Unidos o Freedom's Journal, o primeiro jornal com temática negra da América (1827)
16 – Nasce em Japaratuba (SE), o artista plástico, Arthur Bispo do Rosário (1911)
16 – Nasce em Montgomery, Alabama, (EUA), o cantor e pianista Nahaniel Adams Coles - Nat King Cole (1919)

17 – Nasce Nathaniel Adams Coles, Nat “King” Cole, um dos mais importantes pianistas de jazz, cantor e compositor do século XX (1919-1965)

18 – Nasce Queen Latifah, cantora, rapper, atriz, compositora, modelo, produtora musical, comediante e apresentadora estadunidense (1970)

18 – Nasce Vanessa Lyn Williams, cantora, atriz e compositora estadunidense, famosa por ter sido a primeira Miss America Negra, em 1983 (1963)

19 – Nasce, em Pateoba (BA), o cantor e compositor José de Assis Valente, autor de inúmeros sucessos como: "Camisa Listada", "Boas Festas" e do samba antológico "Brasil Pandeiro" (1908)
19 – Inicia-se o I Encontro Estadual de Conscientização e Cidadania Negra, no Estado do Rio de Janeiro (1988)
20 – Nasce, no Rio de Janeiro, o ator e cantor lírico, Manuel Claudiano Filho - Claudiano Zani (1926)
21 – Nasce, no Rio de Janeiro (RJ), o radialista, humorista, cronista e compositor Haroldo Barbosa (1915)
21 – Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial
21 – Independência da Etiópia (1975)
21 – A polícia sul-africana atira contra um cortejo fúnebre de quinhentas pessoas no bairro negro de Langa, na periferia da cidade de Uitenhage, matando 21 manifestantes. O dia ficou conhecido como "Quinta-feira Sangrenta" (1985)
21 – Independência da Namíbia (1990)
21 – Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, em memória das vítimas do massacre de Shapeville, na África do Sul (1960)
21 – Zumbi dos Palmares é incluído na galeria dos heróis nacionais (1997)
22 – O explorador negro Alonso Pietro se incorpora à expedição de Cristóvão Colombo (1492)
22 – Nasce em Madureira (RJ), o cantor e compositor Jorge Duílio Lima Menezes - Jorge Benjor, autor de "Chove Chuva", "Cadê Teresa", "África-Brasil (Zumbi)", "País Tropical", "Que Maravilha", entre outros sucessos (1944)
23 – Abolição da escravidão em Porto Rico (1873)

24 - É oficializada a abolição da escravatura na Venezuela (1854)
25 – Proclamação nesta data da libertação final de todos os escravos existentes na Província do Ceará (1884)
25 – Nasce, em Detroit, Michigan Estados Unidos, a cantora Aretha Franklin (1942)
25 – Criação, no Rio de Janeiro do jornal A Voz do Morro (1935)
25 – Nasce Aristides Barbosa, jornalista, educador e ex-militante da Frente Negra (1920)

26 – Nasce Diana Ross, cantora e atriz estadunidense, foi a líder do grupo musical "The Supremes” (1944)

27 – Nasce, numa família de músicos e artistas de Newark, Nova Jersey (EUA), a cantora de jazz, Sarah Louis Vaughan - Sarah Vaughan (1924)

27 – Nasce Luiza Helena de Bairros, socióloga, ativista do do Movimento Negro Unificado e feminista negra (1953)
28 – Nasce, em Cabo Frio (RJ), Antônio Gonçalves Teixeira e Souza, considerado um dos precursores do romantismo e autor do primeiro romance brasileiro: "O Filho do Pescador" (1843)
28 – Fundação, em Pelotas (RS) do Clube Abolicionista (1884)

29 – Nasce Lee ("Scratch") Perry, compositor, cantor e DJ jamaicano, um dos nomes mais destacados da música reggae (1936)

30 – Os homens afro-americanos conquistam direito ao voto nos EUA (1870)

30 – Nasce Maria Bibiana do Espírito Santo, Mãe Senhora, ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá (1900)
31 – Fundação, em Campos, Rio de Janeiro, da Sociedade Emancipadora Campista (1870)

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Chamada para publicação na Revista África e Africanidades

A Revista África e Africanidades, periódico on-line com publicação trimestral  (ISBN 1983-2354) recebe até o proximo dia 10 de janeiro artigos, resenhas, relatórios de pesquisa para avaliação e publicação em sua 8ª Edição (fevereiro/ 2010).
Tendo como missão a divulgação de estudos relativos às temáticas africanas, afro-brasileiras e afro-latinas e o subsídio de práticas pedagógicas e formação continuada de professores da educação básica a Revista África e Africanidades tem como principais linhas de estudo:

  • Estudos africanos: pesquisa e divulgação
  • A cultura afro-brasileira em seus diversos desdobramentos;
  • Literatura, mito e memória;
  • Educação, formação de professores e relações étnico-raciais;
  • Desenvolvimento econômico social e discriminação;
  • Corpo, gênero e sexualidade;
  • Teoria social e estudos raciais;
  • Questões negras na educação;
  • Comunicação, mídia e representações: produção, sentidos e veiculação da imagem do negro;
  • Os movimentos sociais negros brasileiros: do pós-abolição à  contemporaneidade;
  • Relações raciais em discursos midiáticos e literários;
  • Trajetórias e estratégias de ascensão social de afro-descendentes;
  • Territórios e o patrimônio material e imaterial;
  • Territórios, religiões e culturas negras;
  • A África na sala de aula: questionamentos e estratégias;
  • A literatura africana para jovens e crianças;
  • Ritmos da Identidade: música, territorialidade e corporalidade
  • Literatura, história e artes: entrelaçamentos possíveis;
  • Estudos de narrativa: tendências contemporâneas;
  • Afrodescendências e africanidades nas artes no Brasil;Direitos Humanos e população negra;
  • O comparativismo literário: interdisciplinaridade e hibridismo;
  • Tradições orais;
  • Religiosidade;
  • Juventude e identidades
  • Luta e resistência em espaços urbanos e rurais;
  • Saúde da população negra;
  • Preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural;
  • Políticas de ação afirmativas no Brasil e no exterior: avaliações e perspectivas;
  • Participação e representação política;
  • Identidades e trajetórias socais;
  • Educação: mudanças, desafios e novas perspectivas;
  • Mercado de trabalho;
  • Racismo institucional
Veja as normas para envio de trabalhos em www.africaeafricanidades.com/normas
 
Cabe ressaltar que todos os trabalhos publicados em nosso periódico passam a participar da seleção para composição da Coletânea Cadernos África e Africanidades, versão impressa orgaziada por temáticas diversas, atualmente distribuída em 7 volumes, a saber:
 
Cadernos África e Africanidades 1: Literaturas Africanas e Afro-Brasileiras;
Cadernos África e Africanidades 2: Mulheres Negras;
Cadernos África e Africanidades 3: Memória, Tradição e  Oralidade;
Cadernos África e Africanidades 4: Educação e Relações Étnicorraciais;
Cadernos África e Africanidades 5: História
Cadernos África e Africanidades 6: Religiosidade, Identidade e Resistência
Cadernos África e Africanidades 7: Política Educacional
 
Os volumes acima podem ser adquiridos em nossa livraria virtual - https://www.gg3.com.br/africaeafricanidades
 
Conheça mais o nosso trabalho em www.africaeafricanidades.com
 
Att.
Nágila Oliveira dos Santos
Diretora / Editora
 

INDEC promove oficinas culturais gratuitas - RJ

O Indec - Instituto de Desenvolvimento Cultural do Ilé Omiojúaro - através do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, apresenta OríRe Oficinas culturais GRATUITAS.

Teatro - Dança - Samba de Roda
Quando: de 16 de janeiro a 13 de março de 2010, sempre aos sábados.
Onde: Indec. Rua Francisco Antônio Nascimento, 42, bairro de Miguel Couto, Nova Iguaçu/RJ
Informações: pelos telefones (21) 2564 7246 / (21) 9347 8045/ (21) 8767 0666

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Teatro - Da narração à ação
(Oficineiros: Gustavo Mello, Marcos Serra e Rodrigo dos Santos)

A oralidade é uma importante forma de transmissão de conhecimento utilizada pelo povo afrobrasileiro. Esse modo próprio de contar histórias revela traços de teatralidade que serão pesquisados e desenvolvidos nessa oficina de modo que o ator/atriz - profissional ou amador, veterano ou inicinante - descubra formas de desenvolvimento de dramaticidade que envolvam sua potencialidade gestual, vocal e facial para o desenvolvimento de sua capacidade narrativa e para um outro método de construção de personagens.

Dança Afrocontemporânea
(Oficineiras: Ágatha Oliveira e Valéria Monã)

Nessa oficina serão trabalhados elementos da dança e da gestualidade de matriz africana, com especial ênfase para o samba de roda, em diálogo com técnicas e elementos da dança contemporânea. O objetivo é dar aos participantes novos elementos para se compreender a dança e a gestualidade do povo brasileiro e estimular no ator/atriz, dançarino/dançarina um corpo livre de imposições ideológicas, capaz de romper com a lógica usual da movimentação de cena.


Samba de roda - Entendendo o samba de roda
(Oficineiros: Adailton Moreira e Noan Moreira Gomes)

A proposta dessa oficina é reconhecer os elementos e a estruturação dessa expressão artística, de modo a possibilitar aos participantes a utilização de seus signos para novas construções discursivas e como maneira de contribuir à pesquisa de uma linguagem teatral. Serão trabalhados cantos, toques, dança e estudos das letras dos sambas de roda e seu significado sócio-cultural.

Paim considera 'humilhantes' alterações propostas ao Estatuto da Igualdade Racial

15/12/2009 - Fonte: Agência Senado

O senador Paulo Paim (PT-RS) condenou nesta terça-feira (15) as alterações propostas pela Câmara dos Deputados ao projeto de lei de sua autoria (PLS 213/03) que institui o Estatuto da Igualdade Racial. Entre as alterações está a retirada das cotas para negros nas universidades, meios de comunicação social e a supressão de incentivos fiscais para que empresários contratem mais trabalhadores negros.


- Se o estatuto for aprovado como está será uma humilhação - protestou Paulo Paim ao pedir ao presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que será o relator da matéria no colegiado, que rejeite as alterações da Câmara dos Deputados e adote a proposta aprovada por unanimidade no Senado.


As afirmações foram feitas durante audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) que discutiu as oportunidades de empregos em supermercados para negros e mulheres no que tange acesso, ascensão e remuneração.


Texto original


O texto original do projeto aprovado pelo Senado prevê garantias de inclusão social nas áreas de saúde, trabalho, educação, cultura e lazer, além de combater todo tipo de discriminação. Prevê também e a criação do Fundo de Promoção da Igualdade Racial para garantir a aplicação dos direitos estabelecidos no estatuto.


O projeto original, além de garantir vagas na educação, estende as cotas ao serviço público e à iniciativa privada, em especial aos meios de comunicação. O projeto do Estatuto da Igualdade Racial estabelece ainda a criação de ouvidorias para recebimento de denúncias e aperfeiçoamento dos mecanismos de punição dos crimes discriminatórios. O texto também reconhece a capoeira como esporte.


Cláudio Bernardo / Agência Senado

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Mensagem da Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, sobre Luta contra a Discriminação

http://www.unifem.org.br/
(10/12/2009 - 11:35)

A Luta contra a Discriminação no Dia Internacional dos Direitos Humanos Mensagem de Navi Pillay - Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos

Antigas e novas formas de discriminação e intolerância continuam  dividindo comunidades no mundo inteiro. Os sentimentos de xenofobia estão aumentando. Muitas vezes são manipulados para fins demagógicos ou mesmo em defesa de objetivos políticos sinistros. Dia após dia, os seus efeitos corrosivos põem em causa os direitos de inúmeras vítimas.
É por esta razão que hoje, Dia dos Direitos Humanos, a ONU está pedindo a todas as pessoas, em todas as partes do mundo, que apóiem a diversidade e acabem com a discriminação.

A discriminação pode assumir muitas formas, dissimuladas ou gritantes,  e pode manifestar-se na esfera pública ou privada. Pode surgir como racismo institucionalizado ou como conflitos  étnicos ou manifestar-se em episódios de intolerância e rejeição que escapam a qualquer controle. As suas vítimas são os indivíduos ou grupos mais vulneráveis a ataques – todos aqueles que, devido à sua raça, cor, sexo, língua, religião, opiniões políticas ou de outra natureza, origem nacional ou social, posses, parentesco, estatuto, deficiências e orientação  sexual são considerados diferentes.

A discriminação apresenta frequentemente muitos níveis. Grupos que são marginalizados com base em sua origem ou estatuto são também alvo de exclusão e privados do exercício de seus direitos, quando tentam obter o acesso que o direito internacional lhes confere à habitação, alimentação, cuidados de saúde e educação.

As pessoas com deficiência são a minoria mais numerosa e mais desfavorecida do mundo. Por exemplo, 98% das crianças com deficiência dos países em desenvolvimento não frequentam a escola. Os povos indígenas representam 5% da população mundial, mas são 15% das pessoas mais pobres do mundo. As mulheres são responsáveis por dois terços das horas de trabalho no mundo inteiro e produzem metade dos alimentos do planeta. No entanto, devido à discriminação e às definições estereotipadas de papéis em função do sexo, auferem apenas 10% do rendimento do mundo e possuem menos de 1% dos bens em nível mundial.

A história tem demonstrado repetidas vezes que, quando se permite que  se implantem, a discriminação, a desigualdade e a intolerância podem destruir os próprios alicerces das sociedades e causar danos que perduram durante gerações. Se não forem controladas,  podem ultrapassar fronteiras e envenenar as relações entre os países.

A história tem igualmente demonstrado que estas práticas abomináveis não têm quaisquer aspectos benéficos. A discriminação mina a coesão social e econômica das sociedades. Depaupera seus recursos. Desperdiça talentos. Marginaliza indivíduos e grupos produtivos, jogando fora sua criatividade e iniciativa.

Temos que combater o fanatismo e os interesses mesquinhos que geram discriminação, e temos conseguido fazê-lo. A visão dos defensores dos direitos humanos, a sua firme determinação e energia têm produzido resultados, sensibilizando o público e dado origem a uma série de tratados sobre direitos humanos, que contêm disposições destinadas a combater a discriminação e a promover a igualdade. Estes tratados constituem uma teia de obrigações de proteção que os Estados têm que respeitar. Restabelecem a dignidade anteriormente negada a milhões de mulheres, homens e crianças.

Com base neste acervo de normas, foi convocada, em 2001, em Durban, a  Conferência Mundial contra o Racismo a Discriminação Racial, a Xenofobia e a Intolerância Conexa, e, em abril passado, realizou-se a Conferência de Revisão, em Genebra, para examinar alguns dos aspectos mais insidiosos da discriminação. Esta última terminou com um amplo  acordo, em que 182 Estados se comprometeram a prevenir, proibir e combater todas as manifestações de racismo e intolerância. A conferência de Genebra reforçou a determinação e o propósito, expressos em Durban, de erradicar o flagelo vergonhoso e tão antigo do racismo e proporcionou uma plataforma para relançar a luta contra a discriminação em todos os níveis.

É inegável que se têm registrado progressos extraordinários, mas não devemos parar. A discriminação não vai desaparecer sozinha. Tem que ser permanentemente contestada. Temos que avançar – e rapidamente.

Nunca devemos perder de vista que o exercício dos direitos humanos enriquece a todos. Inversamente, quando a dignidade humana é posta em causa ou negada através de violações dos direitos humanos, esses abusos afetam a todos. Isto é especialmente verdade em nossas sociedades, cada vez mais multiétnicas e multiculturais. É especialmente urgente combater a discriminação em tempos de crise, como a atual recessão econômica, já que as crises têm um impacto desproporcional nos meios de vida dos grupos mais vulneráveis e já marginalizados da sociedade, pois a competição por recursos cada vez mais escassos expõe as minorias a suspeitas e ataques.

Neste mesmo dia em 1948, a Declaração Universal dos Direitos do Homem  afirmou inequivocamente que todos os seres humanos nascem iguais em dignidade e direitos. Passados mais de sessenta anos, essas palavras ressoam com a mesma acuidade. Tornemos os princípios da igualdade, liberdade e dignidade para todos consagrados na Declaração Universal uma realidade em toda a parte. A tolerância universal e o respeito pela diversidade são nosso objetivo.

Fórum Social Mundial Temático - BA

Tolerância, Diversidade e Crise Civilizatória — 29 a 31 de janeiro 2010


FSMT BAHIA – ATIVIDADES GERAIS (12 MESAS)
29/01/2010 – sexta-feira
Testemunhos da Luta Indígena
Marcelo Weré Djekupé (Associação Guarani e Tupiniquim (ES), Guarany (SC), Mariza Tamikuan Ará (RJ), Anísio Guató (MG), Carlos Tukano (AM), Tupinambás (BA), Pataxós (BA), FUNAI.
 
Desaparecidos Políticos
Soledad Pereda de Berdini (Madres de Plaza de Mayo-ARG), Ângela Barili de Tasca (ARG), Diva Santana (Tortura Nunca Mais-BA), Janaína Teles (SP), Paulo Vanucchi (BSB).
 
A Esquerda Hoje e a Contribuição dos Pensadores da América Latina e África
Emir Sader (RJ), Samir Amin (Egito), Jose Luiz Del Roio (ITA), Michael Lowy (FRA), Carlos Nelson Coutinho (RJ), Franklin Oliveira Jr. (BA), José Reinaldo de Carvalho (SP), Virginia Fontes (SP), Marly Vianna (SP).
 
Racismo e Institucionalidade
Helio Santos (RJ), Muniz Sodré (RJ), Sueli Carneiro (SP), Diana Senghor (Senegal), Edson Santos (BSB), Ana Lucia Pereira (TO), Zezéu Ribeiro (BA), Paulo Paim (RS), Luiza Bairros (BA), Olivia Santana (Vereadora de Salvador), Luiz Alberto (BA), Edvaldo Brito (Vice-Prefeito de Salvador).
 
Etnocentrismo e Eurocentrismo
Samuel Vida (BA), Nildo Ouriques (SC), Arturo Chavolla (Mex.), Wilson Santos (BA), Kwame Anthony Appiah (Princeton University Department of Philosophy).
 
30/01/2010
Militarização das Periferias Urbanas, Ameaça à Democracia
Raul Zibechi (URU), Miguel Urbano (POR), Marcelo Lopes de Souza (RJ), Ana Felice Hurtado Guerrero (COL), Mauricio Campos (Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência – RJ), PRONASCI (BA), Carla Akotirene (BA), Hamilton Borges (Reaja ou será morto-BA), Tarso Genro (BSB).
 
Educação e Desenvolvimento.
Moacir Gadotti (SP), Fernando Haddad (BSB), Lourisvaldo Valentim (UNEB), Naomar Alcântara (UFBA), Hermínia Maricato (SP), Maria Aparecida Perez (BSB), Jose Carlos (UCSAL), Osvaldo Barreto (SEC-BA), David Harvey (EUA), Madalena Guasco (UNICAMP-CONTEE), Marinalva Nunez (ACEB), Antonio Câmara (UFBA).
 
Mulher, Crise Econômica e Emancipação
Alice Portugal (BA), Heloísa Helena (Al), Nilcéa Freire (BSB), Lilian Celiberti (Uru), Gina Vargas (Peru), Analu Faria (Marcha Mundial das Mulheres), Luizlinda Valois, Edeltrudes Pires Neves (Cabo Verde), Olivia Santana (Vereadora de Salvador), Maria Ângela Manjante (FRELIMO-Moçambique), Marta Rodrigues (Vereadora de Salvador, Deise Bernadete (Fala Preto-SP), Lavínia Moura (ex-DIEESE), Terezinha Gonçalves (NEIM), Lídice da Mata (BA).
 
Fobias, Intolerância e Lógica Igualitária
Hedimo Santana (AUS), James Green (EUA), Carlos Tufivson (RJ), Barba Grandner (SP), Miriam Murtinho (RJ), Negra Cris (BA), Jan Willis(BA), Palavra de Mulher (BA), Luis Mott (BA), Bagagery Spielberg (BA), Dion (BA).

Descolonização do Pensamento na América Latina e África Epsy Campel Barr (Presidente da Associação Parlamento Negro-Costa Rica), Kabengelê Munanga (SP), Taufic Bem Abdallah (Membro do Comitê Africano e do Conselho Internacional do FSM), Fatou Sarr (Univ. Chakh Anta Diop-Senegal), CMP, Samuel Vida (BA), Tainah Pereira (BA), Vanderlino (BA), Mediane Djallo(RJ).
 
Reforma Agrária, Agricultura Familiar e Soberania Alimentar
José Bové (FRA), João Pedro Stédile (MST), Alberto Brosh (BSB), Rafael Alegria (Honduras), Blanca Chancoso (Equa), Guilherme Cassel (BSB), Francisco Menezes (RJ), FETAG (BA).
 
Governança, Paz Mundial e Solidariedade Internacional
Athanassis Panfilis (Grécia), Walden Bello (Filipinas), Rui Namorado (presidente do Conselho Português pela Paz), Socorro Gomes (CEBRAPAZ), Samuel Pinheiro Guimarães (BSB), Piedade Córdoba (ARG), Carlos Lopes (Cabo Verde), Prabir Purkayastha (Índia), Immanuel Wallerstein (EUA).
 
MESAS DO GRUPO CRISE & OPORTUNIDADES
29/1
Sul-Sul como alternativa
Palestrantes: Jorge Bernstein (ARG), Julio Lopez Gallardo (MEX), Neide Patarra (BRA), Samir Amin (Egito). Debatedor: Carlos Lopes (Cabo Verde). Moderador: José Celso (IPEA).
 
Mídia e democracia
Palestrantes: Venicio de Lima (BSB), Roberto Sávio (ITA), Bernard Cassen (FRA), Inácio Ramonet (FRA), La Jornada (MEX), La República (URU), Renato Rovai (SP), Duarte Pereira (SP), Vera Chaia (SP), Jose Arbex (SP), Franklin Martins (BSB), Mauro Santayana (BSB), Luis Nassif (SP), Jacira Silva (BSB).
 
Crise e trabalho
Palestrante: Marcio Pochmann (BSB), Victor Baez (Parag.), Juan Somavia (OIT-Suiça), Artur Henrique Santos (SP), Paulo Pereira da Silva (SP), Ricardo Patah (SP), Wagner Gomes (SP), Juruna (SP), Nilton Vasconcelos (BA).
 
30/1
Convergência das crises
Palestrantes: Peter Wahl, Alfredo Manevy, Roberto Espinoza, Hazel Henderson (Teleconferência). Debatedor e Moderador: Jose Eli da Veiga.
 
Governo e expectativa popular
Palestrantes: Edmilson Rodrigues (PA), Boaventura dos Santos (POR), Bangumzi Sifingo (África do Sul), Jose Miguel (Cuba), Alvaro Coronel (URU).
Soberania energética e mudanças climáticas pós-Copenhagen
Palestrantes: Pablo Sólon (BOL), João Paulo Candia Veiga (SP), Juliana Malerba (RJ), Jose Sergio Gabrielli (BA), Rubens Born (SP), Pablo Bustillos (ARG), Nicola Boulard (Tailândia), Carlon Minc (BSB), Wangari Mathaai (Quênia) e Haroldo Lima (BA).
 
31/01
Agenda estratégica de governança
Palestrantes: Ricardo Abramovay (SP), Susan George (EUA), Yash Tandom (Uganda), Paul Singer (SP). Debatedor: Ladislau Dowbor (SP). Moderador: Caio Magri.
 
• Alguns dos nomes anotados deverão ser confirmados até o próximo dia 30.12.2009. Lembramos que a distribuições dos locais dos eventos, horários das atividades, e a programação geral do FSM Bahia, serão divulgados no dia 18/01/2010.
• As inscrições para participar do Fórum Social Mundial Temático Bahia, encerram no dia 15/01/2010. Inscreva-se www.fsmbahia.com.br.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Fundação Pedro Calmon lança editais de apoio a projetos de valorização da Cultura Negra - BA

Serão investidos R$ 790 mil em projetos que valorizem a Cultura Negra e LGBT, com objetivo de promover o respeito à diversidade sexual e identitárias. Novidade fica por conta do edital inédito de Apoio a Periódicos em Cultura.
 
Nesta sexta-feira, dia 18 de dezembro, a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através da Fundação Pedro Calmon, lançará dois editais, um para estímulo a ações culturais que valorizem expressões da cultura negra, com investimento de R$ 300 mil e outro para projetos culturais que promovam o respeito à diversidade sexual e afirmação das identidades LGBT, com investimentos de R$ 250 mil. Haverá também o lançamento do edital inédito de “Apoio a Periódicos em Cultura”. Serão R$ 240 mil destinados a projetos de produção e publicação de periódicos impressos sobre cultura na Bahia. Os recursos disponibilizados são do Fundo de Cultura do Estado da Bahia.
 
As inscrições para os editais de “Cultura Negra” e “LGBT” serão realizadas no período de 18 de dezembro de 2009 a 08 de fevereiro de 2010, na Fundação Pedro Calmon - FPC, localizada na Avenida Sete de Setembro, nº 282, Edf. Brasilgás, 7° andar, sala 709, Centro, Salvador/Bahia, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h, ou enviadas para CAIXA POSTAL nº 2505, CEP 40060-001,  Salvador/Bahia.
 
Já para o edital de Apoio a periódicos em cultura”, as inscrições também serão realizadas no período de 18 de dezembro de 2009 a 08 de fevereiro de 2010, mas na Secretaria de Cultura, localizada na Av. Tancredo Neves 776, Edifício Desenbahia - Bloco A, CEP: 41.820-020 – Salvador.
 
Desde 2007 a SecultBA tem incentivado a política de editais que, segundo o diretor geral da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro de Araújo, “são um instrumento transparente e democrático para fomentar a cultura, sem privilégios a pessoas ou grupos”. Para 2009, além dos editais que já existiam, foram preparados novas categorias para atender a diferentes demandas.
 
Serviço
O que: Lançamento Editais de “Cultura Negra”, “LGBT” e “Apoio a periódicos em cultura”.
Inscrições: de 18  de dezembro de 2009 a 8 de fevereiro de 2010.
(71) 3116-6918 / 6676
(71) 3116-4055

domingo, 27 de dezembro de 2009

Nota Pública da RREMAS

NÓS DA REDE RELIGIOSA DE MATRIZ AFRICANA DO SUBÚRBIO (RREMAS[1]), VIMOS A PÚBLICO MANIFESTAR NOSSA INDIGNAÇÃO DIANTE DE MAIS UMA BRUTALIDADE QUE A IGNORÂNCIA POPULAR ATRIBUI A NóS COMO PRÁTICA RELIGIOSA.  MAIS AINDA, NOS INDIGNAMOS COM O FATO EM SÍ QUE VITIMOU UM SER PEQUENINO NO TAMANHO, MAS GRANDE EM SUA ESSÊNCIA , INOCENTE E POR TUDO ISSO SAGRADO PARA NóS: UMA CRIANÇA (QUE ATÉ O NOME ESQUECERAM E QUE ESTÁ SENDO CHAMADO “MENINO DAS AGULHAS”); VÍTIMADA PELA INSANIDADE DE PESSOAS VISIVELMENTE DESCOMPENSADAS.
 

TÃO PASMOS COMO TODA POPULAÇÃO, TEMOS ACOMPANHADO AS REPORTAGENS ESPERANDO PARA ELE UM DESFECHO POSITIVO E QUE OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO ACORRAM ÀS NOSSAS LIDERANÇAS RELIGIOSAS PARA ALGUMA DECLARAÇÃO, COMO É DE PRAXE SE FAZER, EM CIRCUNSTÂNCIAS COMO ESTA , QUANDO UM IMPORTANTE SEGMENTO DA SOCIEDADE É CITADO OU RESPONSABILIZADO. 

VIMOS A FALA DO MÉDIUM DIVALDO FRANCO, POR QUEM DEVOTAMOS RESPEITO; CONTUDO, NÃO PODE SER CONSIDERADA COMO BASTANTE A PONTO DE NÃO SE BUSCAR OUVIR OUTROS SEGMENTOS ESPIRITUALISTAS, PRINCIPALMENTE, O CITADO PELO REU-CONFESSO.

PREOCUPADOS COM O CRESCIMENTO DA CALÚNIA, ESTAMOS NOS ANTECIPANDO, PARA QUE NÃO CRESÇA SOBRE NÓS A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA OU PIOR, O ÓDIO RELIGIOSO, JÁ TÃO FORTEMENTE DISCEMINADO POR DETERMINADOS SETORES NEOPENTECOSTAIS, ATRAVÉS DE SUAS TÃO PÚBLICAS E “NOTÓRIAS” ATIVIDADES  MERCADOLÓGICAS.

PORTANTO, DECLARAMOS QUE NUNCA HOUVE E NÃO HÁ EM NENHUMA DAS NAÇÕES RELIGIOSAS, DE CULTO A ANCESTRALIDADE AFRICANA E BRASILEIRA, AS QUAIS CHAMAMOS DE  “RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA”, RITUAL, DE QUALQUER OBJETIVO, ENVOLVENDO SACRIFÍCIO DE VIDA HUMANA, SEJA QUAL FOR A FAIXA ETÁRIA, MUITO MENOS HAVERIA DA INFANTIL, QUE É POR NÓS TÃO RESPEITADA

VALE RESSALTAR, QUE NÃO HÁ EM NENHUM DOS SACRIFÍCIOS RITUAIS QUE REALIZAMOS COM ANIMAIS, REQUINTES DE CRUELDADE. AS FAMÍLIAS BRASILEIRAS CONSOMEM TODOS OS DIAS, TONELADAS E MAIS TONELADAS DE CARNE ANIMAL SEM  QUESTIONAR QUAIS OS MÉTODOS ADOTADOS PARA ABATÊ-LOS E, PODEMOS  GARANTIR QUE NÃO SÃO NADA GENEROSOS, BOA PARTE DELES SÃO EXTREMAMENTE CRUÉIS. A DISPEITO DO QUE TRATAMOS AQUI, CONSIDERAMOS UMA RESSALVA IMPORTANTE, POIS QUE  COMPLETA A INFORMAÇÃO E SE ANTECIPA AS ARGUMENTAÇÕES,  HIPÓCRITAS E AMORAL EM SUA MAIORIA ,  DE QUE SACRIFICAMOS ANIMAIS.

AINDA VALE OUTRA RESSALVA, PARA O FATO DE QUE MESMO SE UMA DAS ACUSADAS FOSSE IYÁLÒRIXÁ (“MÃE DE SANTO”), NÃO SE PODERIA CONDENAR O CANDOMBLÉ; POIS QUE QUANDO UM MÉDICO ERRA, NÃO SE CONDENA TODA A MÉDICINA. ASSIM COMO O ERRO DE LÍDERES  RELIGIOSOS,  NÃO SE ATRIBUE ÀS SUAS MATRIZES RELIGIOSAS.

NÃO HÁ HISTÓRICO NEM LUGAR PARA ESTA MONSTRUOSIDADE QUE INSISTEM EM DAR VISIBILIDADE NO DISCURSO IGNORANTE E NÃO INOCENTE (PORQUE BUSCA SE EXIMIR DA RESPONSABILIDADE) , DO CRIMONOSO, DE QUE UMA DAS ACUSADAS USAVA “OS CABOCLOS E ORIXÁS”, PARA SUA PRÁTICA ASSASSINA E DOENTIA. OS CABOCLOS, ORIXAS, VODUNS E INQUICES, DE CERTO VÃO COBRAR DELE E DE QUEM MAIS AFIRMAR TAL BARBARIDADE. ELES SÃO SERES DE LUZ E NA LUZ, RESPONSÁVEIS PELO EQUILÍBRIO DA TERRA, DAS PESSOAS E DE SUAS RELAÇÕES.

POR FIM, CONCLAMAMOS A TODAS AS ORGANIZAÇÕES DOS “POVOS DE SANTO” A QUEM PREFERIMOS CHAMAR DE “POVOS DE TERREIRO”, DA BAHIA E DE TODO O PAÍS, A SE MANIFESTAREM, PARA QUE MAIS ESTA INJUSTIÇA _ QUE ALIÁS, JÁ DESPONTA EM OUTROS ESTADOS , A EXEMPLO DO MARANHÃO, COMO “MAGIA NEGRA” E, AÍ AUTOMATICAMENTE  AFIRMAM AUTORIA A Nós _  NÃO SE ATRIBUA A NOSSA TÃO BONITA RELIGIÃO. EMBORA, DIGA-SE DE PASSAGEM, NADA TEM HAVER O TERMO “MAGIA NEGRA” COM O CONHECIMENTO DA MAGIA AFRICANA, PASSADA DE  GERAÇÃO EM GERAÇÃO HÁ MILHARES DE ANOS, , QUE MANIPULA OS ELEMENTOS DA NATUREZA PARA NOS EQUILIBRAR DIANTE DELA E NOS RELIGAR A ANCESTRALIDADE, LEMBRANDO QUE A HUMANIDADE SURGIU NA ÁFRICA.  VALE DESTACAR, QUE MAGIA NEGRA é COISA DE SÉCULOS REMOTOS DA EUROPA.

AXÉ.

Comissão Organizadora da Rede Religiosa de Matriz Africana do Subúrbio(RREMAS): 
ILÊ AXÉ TORRUNDÊ /  ILÊ AXÉ ODETOLÁ / ILÊ AXÉ OYÁ DEJI / ILÊ AXÉ OMIN ALA / ILÊ AXÉ GEDEMERÊ / TERREIRO GÊGE  DAHOMÉ / ILÊ AXÉ IYÁ TOMIN /  ILÊ AXÉ OGODOGÊ / ILÊ  AXÉ  LOGEMIN – contatos: 9966-6506 / 3394-8184,Guilherme de Xangô - Bàbálòrixá;  9908-5566 / 3408-1455 Valdo Lumumba-Ogan;  8716-5833 Edvaldo Pena - Huntó; 3521-1423 Dari Mota – Bàbálòrixá; 3394-8175, Wilson Santos - Bàbálòrixá.   

  

Série censo e afrodescendentes será exibida a partir de 1º de janeiro de 2010 nos canais públicos de TV brasileiros

24/12/2009 - 10:03:25

Com o nome “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI", produção do Canal Integración é resultado da parceria com o Grupo de Trabalho Afrodescendentes das Américas Censos de 2010 e o UNIFEM Brasil e Cone Sul. A partir de 29 de janeiro, iniciará a exibição da série “Trabalho Doméstico, Trabalho Decente”, que revela a realidade das trabalhadoras domésticas do Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai

Diferentes tons de pele negra, redutos, histórias individuais e coletivas, denúncias e estratégias de superação do racismo. Esses são alguns dos conteúdos da série “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI", que restabelece e leva os laços da diáspora negra na América Latina para a tela da televisão. Quatro reportagens bilíngues Português-Espanhol recontam histórias de uma América Negra.
As matérias foram produzidas no Brasil, Equador, Panamá e Uruguai como resultado da parceria entre Canal Integración/Empresa Brasil de Comunicação, Grupo de Trabalho Afrodescendentes das Américas Censos de 2010 e UNIFEM Brasil e Cone Sul, por meio do Programa Regional de Gênero, Raça e Etnia desenvolvido no Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai. As reportagens serão veiculadas de 1º a 22 de janeiro de 2010 pelo Canal Integración no sistema público de televisão brasileiro – NBr, TV Brasil, TV Câmara e TV Senado -, e disponibilizado para uma rede de emissoras associadas de televisões públicas e privadas de 19 países da América Latina e Caribe.
Criada para informar a população das Américas sobre a rodada dos censos 2010-2012, a série de reportagens “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI" apresentará as condições de vida de homens e mulheres negras, a resistência negra ao longo dos tempos e um panorama das políticas públicas de enfrentamento ao racismo.

Diáspora televisionada
Fontes estratégicas para a rodada do censo 2010 compõem o rol de entrevistados: ativistas negros, governos nacionais, poder público, instituto de estatística e Nações Unidas. Um dos elementos mais reveladores é a humanização das entrevistas. Histórias de vida de homens e mulheres negras revelam a luta diária contra o racismo e em favor da afirmação da identidade negra.
A estratégia de veiculação prevê a reprodução dos conteúdos em emissoras de televisão comunitárias, legislativas, culturais, educativas e universitárias para reprodução das reportagens em estados e municípios brasileiros. Todo o conteúdo também será disponibilizado na internet para ampliar ainda mais as possibilidades de difusão e consumo da informação pela sociedade latino-americana e caribenha.

Arena global
A série “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI" será editada no formato documentário para livre negociação e exibição em redes de televisão dos setores privado e público, em busca de grandes audiências para que milhares de pessoas tenham acesso à informação da rodada dos censos de 2010. Uma versão em Inglês também pretende expandir o consumo da informação, a fim de que a mobilização dos afrodescendentes para a desagregação de dados por raça e etnia atravesse as fronteiras das Américas e entre na arena global e diaspórica.
A série foi produzida no período de 17 de novembro a 15 de dezembro de 2009, a reportagem percorreu sete países: Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador, Panamá, Guatemala e Brasil. Juntamente com a pauta censo e afrodescendentes, o Canal Integración produziu reportagens para a série “Trabalho Doméstico, Trabalho Decente”, parceria com o UNIFEM Brasil e Cone Sul e redes de trabalhadoras domésticas do Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai, que será exibida de 29 de janeiro a 19 de fevereiro de 2009.

Pauta participativa e colaborativa
De setembro a novembro de 2009, o UNIFEM contribuiu para a etapa de pré-produção das séries, por meio de consultas sistemáticas pela via on line ao Grupo de Afrodescendentes e às redes de trabalhadoras domésticas. A pré-produção ocorreu país a país mediante o levantamento de dados sobre o censo e afrodescendentes de cada um dos quatro países, informações sobre o processo político, econômico e cultural da população negra em cada país, bem como de informações relacionadas à realidade do trabalho doméstico.
A produção das séries “As Américas têm cor: Afrodescendentes nos Censos do Século XXI" e “Trabalho Doméstico, Trabalho Decente” são consideradas experiências ousadas e proativas por desencadear a construção coletiva de produtos de comunicação dentro de um sistema público de comunicação, inseridos na agenda internacional da rodada dos censos de 2010, com protagonismo dos afrodescendentes, à luz da III Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata. No âmbito do trabalho doméstico, a série destaca o marco da 99ª Conferência Internacional do Trabalho.


FONTE: www.irohin.org.br

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Lançamento do Selo da Diversidade - BA


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Boas Festas e Feliz 2010!!!




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domingo, 20 de dezembro de 2009

Seminário Internacional de Saúde da População Negra e Indígena - BA

Entre os dias 23 a 26 de março de 2010, estará acontecendo, no Bahia Othon Palace Hotel, o Seminário Internacional de Saúde da População Negra e Indígena, promovido pela SMS, através da Assessoria de Promoção da Equidade Racial em Saúde - ASPERS.

Os interessados em apresentar trabalhos, pôster ou publicação nos anais do Seminário, deverão acessar um dos seguintes sites, www.saude.salvador.ba.gov.br ou www.sispni.salvador.ba.gov.br

Temas para envios de resumos:

o Equidade em Saúde da População Negra
o Equidade em Saúde da População Indígena
o Medicina Tradicional Indígena
o Medicina Tradicional Africana
o Determinantes sociais em saúde
o Diversidade e Promoção da Saúde
o Controle Social na Saúde
o Saúde e População em Situação de Risco
o Vulnerabilidade em Saúde
o Violência, Raça e Saúde
o Saúde, Raça e Gênero.

ATENÇÃO: No momento, encontram-se abertas somente as inscrições para trabalhos.

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Seminário: O Olhar da Justiça Sobre Povos e Comunidades Tradicionais - BA


Acontecerá em Salvador, o seminário O Olhar da Justiça Sobre Povos e Comunidades Tradicionais

Em que contexto social de políticas públicas os povos e comunidades tradicionais se colocam aos olhos do Estado? Como o direito tem acolhido as demandas e as particularidades do modo de vida dos povos e comunidades tradicionais – “novos sujeitos” de direitos coletivos? Como os Povos e Comunidades Tradicionais se representam e se constituem legalmente de forma independente e emancipatória? O Instituto Pedra de Raio promoverá um seminário que tem como objetivos: instrumentalizar os povos e comunidades tradicionais com conhecimentos jurídicos gerais; apontar caminhos que garantam a possibilidade dos Povos e das Comunidades Tradicionais se constituírem legalmente; criar caminhos de diálogos para que o poder público inclua as ações sociais dos povos e das comunidades tradicionais na agenda de suas políticas, garantido a efetividade dos direitos humanos contra a intolerância religiosa e difundindo os instrumentos de concretização dos direitos almejados.

Os temas levantados serão: os aspectos históricos e sociológicos da formação dos povos e das comunidades tradicionais na Bahia, a previsão legal da imunidade tributária para os templos religiosos, urbanismo e cidadania, o direito à regularização fundiária – acesso à terra e moradia, os desafios da gestão de projetos sociais para os povos e comunidades tradicionais, direito à diferença e igualdade racial.

Acontecerá no dia 21 de dezembro de 2009, segunda-feira, às 14h00, o “Seminário O Olhar da Justiça Sobre Povos e Comunidades Tradicionais”, as inscrições serão gratuitas e feitas no dia e local do evento, a partir das 13h30min.

Durante o seminário, profissionais da área de Direito, Urbanismo, Filosofia, além de lideranças dos povos e comunidades tradicionais debaterão o tema. Entre os palestrantes, a Ialorixá Mãe Jaciara Ribeiro dos Santos, do Terreiro Abassá de Ogum, o Dr. Rafeal Carrera, Procurador do Município de Salvador, o Dr. Maurício Azevedo, advogado, professor da UCSal e UNEB, Antônio Nascimento, consultor em projetos sociais da Kellogg no Brasil, a Dra. Edelamare Barbosa Melo, procuradora do Trabalho da 5ª Região – Bahia.

O Seminário acontece com a parceria da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate a Pobreza - SEDES, Secretaria do Meio Ambiente - SEMA, Ministério Público do Estado da Bahia - MP, Ministério Público do Trabalho - MPT, Coordenadoria Ecumênica se Serviços - CESE, Coletivos de Entidades Negras - CEN. Interessados já podem entrar em contato através dos telefones (71) 3241-3851 e (71) 3243-2375, durante horário comercial.

|SERVIÇO|
O que: Seminário O Olhar da Justiça Sobre os Povos e Comunidades Tradicionais
Quando: 21 de dezembro, segunda-feira, 14h00
Onde: Museu Eugênio Teixeira Leal, Rua do Açouguinho, nº01, Pelourinho, Salvador – Bahia
Mais informações: Tel.: 71 3241-3851 / 71 3243-2375 / 71 9969-0657;
Sugestão de Fontes:
Sérgio São Bernardo e Gabriele Vieira, presidente e vice-presidente do Instituto Pedra de Raio – Justiça Cidadã Tel.: 71 9964-3542

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Inscrições abertas para Beleza Negra do Ilê Aiyê - BA

31ª Noite da Beleza Negra do Ilê Aiyê

Inscrições Abertas

Período: De 16/11 a 22/12/2009, das 8 às 12 e das 14 às 18 horas
Idade: de 18 a 30 anos

Levar uma foto
Local: Sede do Ilê Aiyê, no Curuzu

Pré-seleção: 28/12/2009, às 18 horas

Qulimbhoje lança Cadernos Negros n. 32 - SP

O Quilombhoje Literatura convida para o lançamento do livro

CADERNOS NEGROS VOLUME 32 - CONTOS

DIA 17 DE DEZEMBRO DE 2009
(quinta) - a partir das 19h30
No auditório da Uninove, campus Vergueiro
Rua Vergueiro, 235 - metrô São Joaquim - entrada franca

Mini-seminário
LITERATURA AFRO
E EDUCAÇÃO:
CAMINHOS POSSÍVEIS
Participação:
PROF. BAS’ILELE MALOMALO (Doutorando em Sociologia pela Unesp, Diretor Geral do Instituto de Desenv. da Diáspora Africana no Brasil, leciona a disciplina de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira na Unicastelo - São Paulo/SP)
PROFa. CRISTIAN SALES (Pesquisadora da UNEB - Salvador/BA)
CRISTIANE SOBRAL (Escritora, atriz e professora - Brasília/DF) 

Desde há muito, escritores afrodescendentes têm dado em seus textos testemunhos sobre a cultura de matriz africana, proporcionando a permanência dessa cultura no imaginário social. Esses textos ainda têm sido pouco usados como fonte de conhecimento e autoconhecimento nas escolas. Em que medida isso pode ser mudado e quais os instrumentos para essa mudança?

Intervenções
• EDUARDO SILVA - Ator (Castelo Rá-Tim-Bum)
• CÉLIA NASCIMENTO - Cantora e atriz (Teatro Oficina)
• LIA JONES - Cantora e atriz
• MARCO XAVIER - Ator (Turma do Gueto)
Participação: Cosme Nascimento e Tiago
Direção: Helton Fesan

As intervenções partem do CN32 e visitam Macunaíma para mostrar quão poderoso ele é quando tem em mãos o "livrinho". O herói "sem nenhum caráter" se desveste de estereótipos em Cadernos Negros.

Dança afro
GRUPO UMOJÁ

Apresentação
MC Levy e MC Thyko de Souza

Participação especial: Nino Brown

Autores do livro
• Ademiro Alves (Sacolinha) - São Paulo/SP
• Cristiane Sobral - Brasília/DF
• Cuti - São Paulo/SP
• Débora Almeida - Rio de Janeiro/RJ
• Dirce Pereira do Prado - Limeira/SP
• Elizandra Souza - São Paulo/SP
• Fátima Trinchão - Salvador/BA
• Fausto Antônio - Campinas/SP
• Hélio Penna - Rio de Janeiro/RJ
• Jônatas Conceição - Salvador/BA (in memoriam)
• José Luanga - São Paulo/SP
• Mel Adún - Salvador/BA
• Michel Yakini - São Paulo/SP
• Paulo Gonçalves - Recife/PE
• Serafina Machado - Lon-dri-na/PR
• Sergio Ballouk - São Paulo/SP
• Sidney de Paula Oliveira - São Paulo/SP
• Valdomiro Martins - Porto Alegre/RS

Apoio:
• UNINOVE - UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO
• GABINETE VEREADOR NETINHO DE PAULA
• DEPUTADO JOSÉ CÂNDIDO

Como fazer denuncia online no Ministério Público Federal

Qualquer pessoa ou entidade pode enviar ao Ministério Público Federal uma denúncia noticiando ilícitos, irregularidades, lesões ou ameaças a direitos. A denúncia apresentada, contudo, somente terá seguimento, ou seja, será objeto de investigação e atuação do Ministério Público Federal, se estiver incluída dentre as matérias de sua atribuição.

Atribuição do Ministério Público Federal
 
Na área criminal, os crimes que envolvam interesses da União, de autarquias federais ou empresas públicas federais ou fundações públicas federais, incluindo aqueles praticados pelos respectivos agentes públicos ou contra eles. Também os crimes políticos, os crimes previstos em tratados ou convenções internacionais com reflexos ou origem no estrangeiro, os crimes contra a organização do trabalho, contra o sistema financeiro e, em alguns casos, contra a ordem econômico-financeira e, ainda, os crimes cometidos a bordo de aeronaves e navios.
Exemplificativamente são de atribuição do Ministério Público Federal:
  • crimes de sonegação de tributos federais e outras fraudes fiscais e contra o INSS
  • falsificação de documentos públicos emitidos por órgãos ou entes federais, falsificação de dinheiro ou uso de dinheiro falso
  • corrupção nos órgãos públicos federais ou de seus agentes
  • fraudes em Bancos e em financiadoras
  • tráfico internacional de drogas
  • evasão de divisas, contrabando e descamiho
  • pornografia infantil e racismo pela internet

Na área cível, o Ministério Público Federal atua na defesa dos interesses e direitos coletivos, vale dizer, que são titularizados por um significativo número de pessoas, e desde que estejam de alguma forma relacionados a União, seus bens ou respectivos órgãos , autarquias federais ou empresas públicas federais, ou que envolvam o meio ambiente, o patrimônio nacional, o patrimônio cultural brasileiro, direitos e interesses das populações indígenas e outras populações tradicionais. O Ministério Público Federal também atua para garantir a observância dos princípios e direitos constitucionais por parte dos poderes e órgãos públicos federais e pelos serviços federais de relevância pública.
São exemplos de matérias de sua atribuição na esfera cível:
  • a defesa da flora e da fauna em unidades de conservação federais e contra a poluição em rios que dividem Estados ou o Brasil de outros países, bem como o patrimônio nacional histórico e cultural
  • a defesa da probidade na aplicação dos recursos públicos e da moralidade nos entes públicos federais e na conduta dos respectivos agentes
  • a defesa dos consumidores dos serviços fiscalizados e regulados por agências reguladoras, tais como telefonia, transporte aéreo, energia elétrica, saúde suplementar etc, naquilo que for relacionado à atuação dessas agências
  • defesa da cidadania, proteção do idoso, da criança e dos portadores de deficiência, dos estrangeiros, das minorias, bem como todo e qualquer impedimento ao exercício da cidadania em questões que envolvam a responsabilidade de órgãos ou entes federais
  • questões relacionadas ao funcionamento do SUS, no que refere às responsabilidades e recursos da União, e do Sistema Federal de Ensino
  • observância pelo serviço público federal ao que dispõe a lei e à Constituição Federal
Só excepcionalmente o Ministério Público Federal atua em defesa de interesses exclusivamente individuais, que são defendidos, via de regra, por advogados, pela defensoria pública estadual ou federal, ou, em alguns casos, pelo próprio interessado nos Juizados Especiais Estaduais ou Federais.

Site: http://www.prsp.mpf.gov.br/aplicativos/digi-denuncia

1810-2010: Doscientos Años de Futuros Postcoloniales

Universidad Estatal de Nueva York en Stony Brook
Centro de Estudios de Latinoamérica y el Caribe
9ª Conferencia Anual de Estudiantes de Postgrado


Conferencia Inaugural: Fernando Fernando Coronil, CUNY Graduate Center

1810-2010: Doscientos Años de Futuros Postcoloniales

Stony Brook Manhattan, New York
9 de abril de 2009

El Centro de Estudios de Latinoamérica y el Caribe de Stony Brook University invita a todos los interesados a participar en la 9ª Conferencia Anual de Estudiantes de Postgrado a realizarse el viernes 9 de abril de 2010 en Stony Brook Manhattan. El tema de esta conferencia, 1810-2010: Doscientos años de futuros postcoloniales, retoma las celebraciones del bicentenario de los movimientos independentistas en algunos países latinoamericanos como punto de partida para examinar y debatir las rupturas y continuidades que han marcado los doscientos años de postcolonialidad en la región.

Tal como sucedió en 1810 y 1910, los gobiernos, los movimientos sociales y políticos y los ciudadanos de Latinoamérica usarán el año 2010 para significar un momento de ruptura que abre la posibilidad de renovar utopías e imaginar futuros alternativos. Sin embargo, 2010 también representa la continuación de dos siglos de promesas de futuros irrealizados; desde 1810 innumerables coyunturas de ruptura y cambio se han visto bloqueadas por los legados, estructuras e inercias –a nivel económico, político y cultural- derivadas tanto del pasado colonial como del neocolonialismo.

Entre las variadas preguntas que esta conferencia pretende abordar, pero sin limitarse exclusivamente a ellas, se encuentran: ¿hasta qué grado los supuestos momentos de ruptura y cambio en Latinoamérica han probado ser simples instrumentos de cooptación y legitimación de gobiernos, estados y otros grupos de poder? ¿cuáles son los legados raciales, políticos y económicos del colonialismo que han obstruido los procesos revolucionarios? ¿cómo las sociedades latinoamericanas han sido capaces de llevar adelante con éxito cambios históricos fundamentales? ¿cuáles han sido las consecuencias no deseadas de los discursos de ruptura y cambio en ámbitos como raza, clase y género? ¿qué papel han jugado las instituciones de enseñanza, ciencia y tecnología en momentos de cambio y continuidad? ¿cómo y en qué medida estos doscientos años de futuros postcoloniales han sido representados, desafiados y explorados por escritores, músicos, intelectuales y artistas en general? ¿cómo el arte y la cultura han determinado –y han sido determinados por- la interacción de legados coloniales, ideologías republicanas e imaginarios postcoloniales? Estas y otras preguntas cobran especial relevancia a la luz de los discursos nacionales y nacionalistas que han comenzado a circular con ocasión de los bicentenarios de la independencia de algunos países de la región.

Debido a su carácter interdisciplinario, esta conferencia invita tanto a participantes como asistentes a examinar y trascender las fronteras tradicionales de sus campos de estudio. En esa misma línea, pretende estimular el contacto entre académicos y estudiantes con intereses geográficos y temáticos diversos.

Los interesados en participar en esta conferencia deberán presentar una propuesta de 200 a 300 palabras, en idioma español o inglés, incluyendo una página de portada que indique nombre completo, universidad o institución de procedencia e información de contacto. Propuestas de paneles y presentaciones no convencionales (performances, exposiciones, conciertos, etc.) también serán consideradas como parte del programa.

Propuestas y preguntas deben ser dirigidos a la siguiente dirección de correo electrónico: sbulaccgrad@yahoo.com

Fecha límite recepción de propuestas: 1 de febrero de 2010

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Movimento Negro luta para enegrecer a Conferência Nacional de Comunicação, em Brasilia


Postado por Juliana Costa Santos Dias em 15 dezembro 2009 às 13:11

Políticas públicas para democratização da comunicação e convergência digital são alguns dos pontos que têm sido debatidos na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM). Para além das discussões gerais da comunicação, a articulação Enegrecer a Confecom, formada por diversas entidades de comunicação, dos negros e das mulheres, tem se empenhado para incluir as propostas de cumprimento da igualdade étnico-racial nos princípios e diretrizes no âmbito da comunicação.

Nesse sentido, jovens, mulheres e homens negros estão reunidos, em Brasília, para defender a democratização da comunicação, a partir da inclusão racial, lutando contra a posição monopolizada da sociedade civil empresarial e o poder público. Algumas das propostas defendidas são: criação de uma política nacional de comunicação de enfrentamento ao racismo, através da criação de um observatório nacional para desenvolvimento de estudos sobre mídias e racismo; garantia de concessões para comunidades tradicionais, com recorte para matriz africana; garantia de recursos de recorte racial no Fundo de Universalização das Telecomunicações para a realização de projetos na área de tecnologia da informação e comunicação para a juventude negra; incentivo a criação e ao funcionamento de rádios comunitárias em áreas habitadas pela população negra e quilombola; realização de censo étnico-racial, de gênero e de orientação sexual nos veículos de telecomunicações e de comunicação; incentivo a utilização de novas tecnologias e redes sociais por Pontos de Cultura, comunicadores, artistas negros/indígenas e afroreligiosos, dentre outros.

Hoje (15), a partir das 14h, dará inicio aos Grupos de Trabalhos, onde os três segmentos (sociedade civil, poder público e sociedade civil empresarial) estarão reunidos para discutir, defender e aprovar as propostas da 1ª Conferência Nacional de Comunicação.

Acompanhe mais noticias e fotos desse momento em que a sociedade brasileira repensa as políticas públicas de comunicação, na REDE SOCIAL www.correionago.ning.com, no TWITTER www.twitter.com/midiaetnica e no CORREIO NAGO www.correionago.com.br.

Fonte:  Cyber @ruá - Correio Nagô

domingo, 13 de dezembro de 2009

Omi Dùdú promove formatura e encerramento do Projeto Didá Alamojú II - BA

Jovens da comunidade negra baiana receberão certificados de conclusão dos curso de produção audiovisual, estética negra, confecção e moda, receptivo afro e formação de líderes sócio-comunitários.
O Núcleo Omi-Dudu estará promovendo nesta terça-feira (15-12), às 13:30hs, no Quadrilátero da Biblioteca Publica do Estado da Bahia, em Salvador, o encerramento das atividades do PROJETO DIDÁ ALAMOJÚ II: Escola da Sabedoria - A continuidade de uma experiência voltada para o desenvolvimento sócio-econômico, tecnológico e formação profissional da juventude negra baiana.

O evento contará com a participação dos educandos dos cursos, de diretores de escolas públicas, representantes do poder público, de organizações parceiras e artistas da cultura negra. Na pauta, além das considerações dos convidados sobre a importância do projeto para juventude negra, os ex-alunos receberão o certificado de conclusão dos cursos de produção audiovisual, estética negra, confecção e moda, receptivo afro e formação de líderes sócio-comunitários. Será reservado um espaço especial para os alunos do Curso de Comunicação Política e Políticas da Comunicação que também receberão certificados. Esse curso conta com a participação de 50 representantes de organizações do movimento social e negro de Salvador.

O espaço será ambientado com materiais ilustrativos de cada curso, proporcionando uma visão ampla dos conteúdos que foram ministrados, além de muita música eletrônica, performances teatrais e imagens que identificam um pouco da nossa trajetória. Na degustação os alunos do curso de recepcionista afro, servirão um coquetel, demonstrando uma das diversas qualificações do curso. Durante todo o evento a estética negra estará presente nos odores, nas imagens, nos sons e sabores.

A proposta atende às diretrizes do Programa Jovens Baianos e tem o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate a Pobreza – SEDES. O projeto DIDÁ ALAMOJÚ II, oferece a juventude negra uma experiência, transformadora, constituída de ações que concorrerão para a ampliação de suas habilidades com vivências em cursos profissionalizantes e oficinas pedagógicas. Criando assim, espaços para a pesquisa e o debate de temas do cotidiano, explorando o universo simbólico e imaginativo do jovem, promovendo uma leitura mais plural do mundo na perspectiva da paz.

SERVIÇO:
O quê? Encerramento do Projeto DIDÁ ALAMOJÚ II: Escola da Sabedoria
Quando? 15 de dezembro de 2009 (terça-feira), às 13:30hs
Onde? Quadrílatero da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, Barris – Salvador/Ba
Quanto? GRATUITO

MAIS INFORMAÇÕES:
Paula Roberta: (71) 3334.2948/5982 – paulaomidudu@yahoo.com.br
Bartolomeu Dias: (71) 88969102 - bartolomeudc@yahoo.com.br
Site: www.nucleoomidudu.org.br


LAESER lança boletim eletrônico

O LAESER, coordenado pelo economista Marcelo Paixão, lançou no dia 19 de Novembro o boletim eletrônico “Tempo em Curso: boletim sobre as desigualdades de cor ou raça e gênero no mercado de trabalho brasileiro”.
O documento pode ser encontrado gratuitamente para download no endereço eletrônico www.laeser.ie.ufrj.br
Conforme o título sugere, o Tempo em Curso está voltando ao entendimento da dinâmica das assimetrias raciais nas seis maiores Regiões Metropolitanas brasileiras, cobertas pela Pesquisa Mensal de Emprego (IBGE).


Contato:

Marcelo J P Paixão - IE/UFRJ - Professor / Pesquisador - Coordenador LAESER
Tel: 0 (xx) 21 3873-5245 - mpaixao@ie.ufrj.br

Macha Mundial pela Paz e Não Violência, em Salvador - BA


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sábado, 12 de dezembro de 2009

"Aulão" de Danças de Matrizes Africanas - BA

"Aulão" de Danças de Matrizes Africanas com as/os professores Dudé, Cristiane Florentino, Tatiana Campelo e Vânia Oliveira, na sala 01 da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado/Pelourinho, dia 15/12, terça-feira, das 18h30 às 20h30.


Investimento: R$ 5,00 para estudantes da casa
R$ 10,00 para estudantes visitantes

OBS.: A inscrição para o "aulão" será na recepção da escola e o acesso a sala será vetado quando atingir a capacidade máxima, portanto aconselhamos que cheguem a partir das 18h00.